1 Coríntios 9 Estudo: Como Paulo Defendeu seu Ministério

Neste capítulo de 1 Coríntios 9 estudo, Paulo iniciará com uma defesa do seu ministério. Falsos mestres estavam acusando-o de não ser apóstolo e além do mais, que a sua única motivação na era a ganância e nada mais.

Paulo apresentará argumentos contundentes no relato, defendendo o seu direito de receber ofertas e o sustento pela pregação, pois é algo que está assegurado pela Palavra de Deus.

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Ao falar sobre a sua motivação, ele diz que ama e que, de qualquer forma, a ele é imposta a necessidade de pregar o Evangelho e fazendo-o, ele faz com alegria.

1 Coríntios 9 estudo: Contexto histórico

Acompanhamos que o apóstolo Paulo está lidando com mais e mais problemas da igreja de Corinto. Como o líder mais destacado, ele agora fala sobre a questão preocupante dos alimentos sacrificados aos ídolos.

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Paulo se dirige àqueles que não tem comido carnes oferecidas aos ídolos, advertindo-os do perigo deles se sentirem bem consigo mesmos e se orgulharem acerca do seu comportamento, ao dizer: “O conhecimento traz orgulho”, advertindo-os.

Este orgulho poderia se transformar em um ídolo e ídolos são objetos feitos pelo homem ou práticas humanas que Satanás usa para criar divisão e prejudicar o crescimento espiritual.


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Paulo usa essa controvérsia para chegar a questões mais profundas sobre como os crentes cristãos devem tratar uns aos outros, sobretudo em amor.

(1 Coríntios 9:1-2) Vós sois meu selo de apóstolo

v. 1 Não sou eu um apóstolo? Eu não sou livre? Não tenho eu visto a Jesus Cristo, nosso Senhor? Não sois vós a minha obra no Senhor?

v. 2 Se eu não sou apóstolo para os outros, sem dúvida o sou para vós; pois o selo do meu apostolado sois vós no Senhor.

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 Paulo dá uma resposta retórica àqueles que questionavam (“julgam”, v. 3) seu ministério apostólico.

(1 Coríntios 9:3-6) Paulo defende seus direitos

v. 3 A minha resposta para com os que me examinam é esta:

v. 4 Não temos nós poder para comer e beber?


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v. 5 Não temos nós poder para levar conosco uma irmã, uma esposa, bem como os demais apóstolos, e como os irmãos do Senhor, e Cefas?

v. 6 Ou somente eu e Barnabé não temos o poder para deixar de trabalhar?

O “poder” de Paulo como apóstolo, dos quais outros apóstolos usufruíam, incluíam:

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  • O direito de ser pago por seu serviço apostólico,
  • O direito de ter uma esposa cristã e
  • O direito de não ter que trabalhar fora, dedicando-se inteiramente ao ministério. Paulo nem sempre escolheu fazer uso destes direitos (p.ex., At 18:1-3).

(1 Coríntios 9:8-11) Do maior para o menor

v. 8 Digo eu estas coisas segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo?

v. 9 Porque está escrito na lei de Moisés: Tu não amordaçarás a boca ao boi que trilha o milho. Acaso cuida Deus dos bois?


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v. 10 Ou é seguramente por nós que ele diz isso? Por nossa causa, sem dúvida, isto está escrito: Aquele que ara deve arar com esperança, e o que trilha na esperança, deve ser participante da sua esperança.
v. 11 Se nós semeamos para vós coisas espirituais, será muito colher de vós as coisas carnais?

Paulo usa um argumento “do maior para o menor para justificar seu direito a auxílio financeiro. Se Paulo supriu as coisas espirituais (o maior) aos coríntios, em troca ele certamente deveria receber deles coisas carnais (o menor).

(1 Coríntios 9:12) Direito ao salário

v. 12 Se outros participam deste poder sobre vós, quanto mais nós? Todavia, nós não usamos deste poder; antes, suportamos todas as coisas, para que não impeçamos o evangelho de Cristo.

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Desta vez, Paulo utiliza um argumento “do maior para o menor” para justificar seu direito a um salário com que viver.

Se aqueles que atualmente trabalhavam entre os coríntios recebiam salário, quanto mais não deveria aquele que fundou a igreja?

Em resposta aos que disseram que Paulo não era legítimo porque a igreja não o financiava (cp. 2Co 10; 12), o apóstolo declarou que ele não fez uso de seu direito a um salário para não colocar obstáculo algum ao evangelho de Cristo.

(1 Coríntios 9:14) Vivam do evangelho

v. 14 Assim também ordenou o Senhor aos que pregam o evangelho, que vivam do evangelho. 

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Ordenou o Senhor pode ser uma referência a Lc 10:4-8, onde Jesus diz, entre outras coisas, que “o trabalhador do evangelho merece o seu salário”.

(1 Coríntios 9:16-17) Ai de mim, se não pregar

v. 16 Porque, embora eu pregue o evangelho, não tenho nada que me gloriar, pois essa necessidade é colocada sobre mim; sim, ai de mim, se eu não pregar o evangelho!
v. 17 Porque, se o faço de boa vontade, eu tenho uma recompensa; mas, se contra a minha vontade, uma dispensação do evangelho me é confiada. 


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Pois essa necessidade alude à comissão de Paulo em Damasco como um “vaso escolhido” (At 9:15) que recebeu a dispensação de pregar a mensagem do evangelho às nações (1Co 4:1).

Paulo não escolheu o trabalho missionário como profissão. Pelo contrário, foi Deus quem escolheu o trabalho missionário para ele.

(1 Coríntios 9:18) Pregar é gratificante

v. 18 Qual é a minha recompensa então? Verdadeiramente, quando eu pregar o evangelho, que eu possa proclamar o evangelho de Cristo sem cobrar, para que eu não abuse do meu poder no evangelho. 

Embora Paulo, como escravo de Cristo, se sentisse obrigado a cumprir sua missão (Rm 1:1), o dever de pregar o evangelho era gratificante para ele.

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Paulo tinha tanto prazer em fazer isso que era capaz de voluntariamente abrir mão de seu direito a um pagamento.

(1 Coríntios 9:19) Mesmo sendo livre, tornei-me servo

v. 19 Porque, embora eu seja livre de todos os homens, fiz-me servo de todos, para eu poder ganhar mais. 


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Paulo apresenta sua razão para, sendo um homem livre (cp. v. 1), tornar-se servo (lit. “escravizei-me”): para eu poder ganhar mais.

(1 Coríntios 9:20-22) Tornei-me o que era preciso

v. 20 E aos judeus tornei-me como um judeu, para que eu pudesse ganhar os judeus; para aqueles que estão sob a lei, como se estivesse sob a lei, para que eu pudesse ganhar os que estão sob a lei;

v. 21 para os que estão sem lei, como se estivera sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para que eu pudesse ganhar os que estão sem lei. 

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v. 22 Aos fracos tornei-me como fraco, para que eu pudesse ganhar os fracos. Fiz-me todas as coisas para todos os homens, para que eu pudesse por todos os meios salvar alguns. 

A escravidão que Paulo impôs a si mesmo lhe deu liberdade para considerar judeus e gentios iguais e, assim, falar do evangelho sem rodeios, desembaraçado de problemas culturais.

Ele exemplificou esta liberdade entre os judeus quando circuncidou Timóteo (cuja mãe era judia) para possibilitar de modo mais desimpedido a pregação do evangelho no território judeu (At 16:3).

Entre os gentios, que estão sem lei, Paulo deixou seus direitos de lado para maximizar o avanço do evangelho. Por exemplo, se aceitar salário fazia os que estavam “sem lei” tropeçarem, o apóstolo não aceitava salário.

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A expressão não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo se refere a ele como alguém que, pela lei de Deus, tinha direito de receber salário, mas que abriu mão deste direito entre os gentios.

(1 Coríntios 9:24-27) Como um atleta, eu me preparo

v. 24 Não sabeis que os que correm em uma corrida, todos correm, mas um recebe o galardão? Assim, correi para conquistá-lo.

v. 25 E todo homem que luta pelo domínio é moderado em todas as coisas. Ora, eles o fazem para obter uma coroa corruptível; mas nós uma incorruptível. 

v. 26 Portanto, eu assim corro, não como na incerteza; assim eu luto, não como alguém que bate no ar;

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v. 27 mas eu mantenho debaixo o meu corpo, e o reduzo à sujeição, para que, por nenhum meio, quando eu tenho pregado aos outros, eu mesmo seja um rejeitado.

Assim como os corredores e boxeadores profissionais, Paulo tinha apenas um foco. Seu treinamento rigoroso visava evitar que Paulo fosse rejeitado.

“Náufrago” não significa perder a salvação, o que Paulo disse ser impossível em outros trechos (Rm 8:38-39), mas sim não cumprir a missão que Deus lhe deu de evangelizar as nações.

Se os atletas competem conforme as regras e se submetem a um domínio é moderado a fim de obter uma coroa corruptível, os cristãos deveriam se disciplinar muito mais a fim de obter a coroa incorruptível.

Paulo via seu próprio corpo como seu oponente no boxe. Quando seu corpo resistia a abrir mão de seus direitos e liberdades, o apóstolo o submetia a um controle rigoroso (lit. “faço dele meu escravo”).

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Paulo já tinha dito que suportara tudo (v. 12), fizera-se escravo de todos (v. 19) e dominara a si mesmo (v. 25) a fim de que o evangelho fosse anunciado e ouvido (e não para receber salário).

Conclusão

É interessante o quanto nós, humanos, somos ingratos, esquecidos e oportunistas. No capítulo 9, Paulo dedica sua energia a defender a validade e a autoridade do seu ministério diante de Corinto, seus filhos na fé.

É como se o nosso filho questionasse nossa autoridade para ser seu pai, e eu tivéssemos que lhe dar provas de tal coisa. O apóstolo que é paciente e amoroso, lhes escreve neste sentido, “Sou o pai de vocês, sim!”.

Mas o problema vinha de fora, falsos mestres começaram a semear no coração da Igreja a discórdia, o Diabo é extremamente astuto, fazendo não necessariamente, que alguém não goste de você, apenas ele coloca dúvidas ao seu respeito.

Quando duvidarem de você, não sofra querendo desistir, isso faz parte do processo de aperfeiçoamento de Deus em sua fé. Fixe seus olhos em Jesus, e lembre-se do porquê segui-lo e do porquê agradá-lo.

Mantendo isso em mente, certamente você cruzará como vencedor a linha de chegada, como um atleta treinado e preparado para a corrida da vida. Aleluia!

1 Coríntios 9 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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