1 Reis 8 Estudo: Dedicação do Templo

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O capítulo 8 do livro de 1 Reis na Bíblia marca um momento significativo na história do povo de Israel, pois relata a conclusão e a dedicação do Templo de Salomão em Jerusalém. Este evento é uma continuação da narrativa que descreve a construção majestosa do templo, um projeto grandioso empreendido por Salomão, filho do rei Davi.

Ao dedicar o templo, Salomão busca a presença e a bênção de Deus sobre o lugar sagrado. O capítulo 8 começa com a congregação de Israel, incluindo líderes e representantes das tribos, reunindo-se em Jerusalém para participar da cerimônia de dedicação. Salomão, o rei sábio, lidera a assembleia em oração e louvor, reconhecendo a grandiosidade de Deus e a importância do templo como local de adoração.

1 Reis 8 estudo: Contexto histórico

A introdução do capítulo 8 pode conter expressões de humildade por parte de Salomão diante da majestade divina, bem como a expressão de gratidão pelo cumprimento da promessa feita a Davi de que seu filho construiria o templo. Além disso, Salomão destaca a importância da presença de Deus no templo como um símbolo da aliança entre Deus e Israel.

Esta dedicação solene e reverente do Templo de Salomão é um marco na história religiosa de Israel, simbolizando a habitação divina no meio do povo. O capítulo 8 destaca a importância da adoração e da fidelidade a Deus, enfatizando a centralidade da fé na vida da nação.

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1 Reis 8:1-9

 Esta dedicação se baseava na história pactual, e era uma repetição de muitos pontos da teologia do pacto. As ofensas específicas mencionadas na grande oração de Salomão refletiam a atmosfera, se não as próprias palavras, de Levítico 26.

Por outro lado, grande parte da terminologia também reflete em particular fontes deuteronômios. A oração também focaliza a história pactual mais recente, especialmente a dinastia recentemente escolhida, a cidade da dinastia, e a nova morada permanente da presença de Deus com o Seu povo.


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1 Reis 8:1

v. 1 Então Salomão reuniu os anciãos de Israel, e todos os cabeças das tribos, os chefes dos pais dos filhos de Israel, diante do rei Salomão em Jerusalém, para que eles pudessem fazer subir a arca do pacto do SENHOR para fora da cidade de Davi, que é Sião. 

Salomão agiu por intermédio das estruturas tradicionais das tribos e famílias. Ou sua burocracia real ainda não tinha se desenvolvido ou ele cedeu às estruturas tradicionais como uma cortesia.

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A transferência da arca do santuário particular de Davi no monte Sião para o novo templo nacional em Jerusalém restaurou a arca ao seu papel como símbolo religioso nacional.

1 Reis 8:2

v. 2 E todos os homens de Israel se reuniram diante do rei Salomão na festa no mês de Etanim, que é o sétimo mês. 

Todo o Israel estava representado por esses líderes tradicionais. Embora a expressão dos homens.

1 Reis 8:3-4

v. 3 E vieram todos os anciãos de Israel, e os sacerdotes ergueram a arca. 


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v. 4 E trouxeram a arca do SENHOR, e o tabernáculo da congregação, e todos os vasos santos que estavam no tabernáculo, assim os trouxeram para cima os sacerdotes e os levitas. 

Após a difícil lição que Davi aprendeu quanto à movimentação adequada da arca (2Sm 6:7-8), todo o transporte foi realizado da maneira apropriada.

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1 Reis 8:5

v. 5 E o rei Salomão, e toda a congregação de Israel, que estavam reunidos com ele, estiveram diante da arca, sacrificando ovelhas e bois, que não podiam ser contados ou enumerados por causa da sua multidão. 

 Os abundantes sacrifícios eram convenientes para um momento fundamental na história pactual.

1 Reis 8:6-7

v. 6 E os sacerdotes trouxeram a arca do pacto do SENHOR até ao seu lugar, dentro do oráculo da casa, ao lugar santíssimo, bem debaixo das asas dos querubins. 

v. 7 Porquanto os querubins estendiam as suas duas asas sobre o lugar da arca, e os querubins cobriam a arca e as suas hastes pelo alto. 

O lugar da arca ficava sob as asas dos grandes querubins cujas asas se estendiam por toda a largura do santuário interno.

Assim, de maneira simbólica, a arca foi restaurada ao seu legítimo lugar debaixo dos símbolos da glória de Deus e dos seres que protegem essa glória (ver nota em 1Rs 6:23-28).

1 Reis 8:8-9

v. 8 E eles removeram as hastes, de forma que as extremidades das hastes eram vistas fora, no lugar santo na frente do oráculo, e não eram vistas na parte de fora; e ali estão até este dia. 

v. 9 Não havia nada na arca, salvo as duas tábuas de pedra, as quais Moisés ali colocou em Horebe, quando o SENHOR fez um pacto com os filhos de Israel, quando eles saíram da terra do Egito. 

As hastes tinham de permanecer, uma vez que elas não podiam ser removidas das argolas de ouro (Ex 25:15).

Dos três conteúdos originais da arca, a amostra do maná e a vara de Arão tinham se perdido, de modo que apenas as tábuas de pedra da lei permaneciam. Elas realçam a relação pactual entre os israelitas e Deus.

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1 Reis 8:10-11

v. 10 E sucedeu, quando os sacerdotes haviam saído do lugar santo, que a nuvem encheu a casa do SENHOR, 

v. 11 de tal modo que os sacerdotes não conseguiam ficar de pé para ministrar por causa da nuvem; porque a glória do SENHOR havia enchido a casa do SENHOR. 

 A impenetrável e insuportável glória de Deus chegou o novo santuário. Devemos nos reportar a 2Cr 7:1 para obter alguma indicação visível e sobrenatural dessa glória (cp. Lv 9:24).


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1 Reis 8:12-13

v. 12 Então, falou Salomão: O SENHOR disse que habitaria na profunda escuridão. 

v. 13 Seguramente edifiquei para ti uma casa para nela habitares, um lugar firme para habitares eternamente. 

 Essa breve introdução afirma vários pontos significativos da história e da teologia do pacto. Primeiro, Deus se revelou em irresistível glória e na profunda escuridão.

Ambas impediam os olhos humanos de contemplar Deus. Em seguida, a casa haveria de ser a habitação de Deus apesar do fato de que nem a terra nem o céu podem conter Deus.

Portanto, somente o nome (v. 18) de Deus fez habitação no templo. Essa tensão reconhece que nada pode ter Deus, mas Deus pode, entretanto, fazer-se presente de um modo especial.

Várias escolas de erudição veem os nomes de Deus como refletindo a reputação ou a fama de Deus. Isso sugere que uma das implicações de uma habitação para o nome de Deus era a de que a fama – o conhecimento das grandes obras de Deus – se difundiu a partir dessa habitação.

1 Reis 8:14

v. 14 E o rei virou a sua face, e abençoou toda a congregação de Israel; e toda a congregação de Israel se pôs de pé;

 Essa cena mostrou o papel da dinastia davídica como representante espiritual do povo. Primeiro Salomão se pôs diante de Deus falando em favor do povo. Em seguida, ele virou-se para abençoar toda a congregação.

1 Reis 8:15

v. 15 e disse: Bendito seja o SENHOR de Israel, o qual falou com a sua boca a Davi, o meu pai, e, pela sua mão cumpriudizendo:

Deus exerceu fidelidade pactual ao cumprir Suas promessas feitas a Davi.

1 Reis 8:16-17

v. 16 Desde o dia em que retirei o meu povo Israel do Egito, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel para edificar uma casa, a fim de que o meu nome pudesse nela estar; mas escolhi Davi para estar sobre o meu povo, Israel. 

v. 17 E estava no coração de Davi, o meu pai, edificar uma casa para o nome do SENHOR Deus de Israel. 

Aqui são descritos quatro passos no avanço da agenda pactual de Deus: Primeiro, por implicação, Deus a habitação no meio do Seu povo.

Segundo, essa habitação era a casa construída pela dinastia davídica ele se localizava na cidade providencialmente escolhida por Davi.

E quarto, essa era a dinastia escolhida Deus. Essas ideias acrescentavam um senso de finalidade à escolha da dinastia davídica e à construção do templo.

O Salmo 78 (esp. v. 65-72) expressa o significado culminante da dinastia davídica nesse programa.

1 Reis 8:19-20

v. 19 Todavia não edificarás a casa; mas o teu filho que sairá dos teus lombos, ele edificará a casa para o meu nome. 

v. 20 E o SENHOR cumpriu a sua palavra que falou, e me levantei no lugar de Davi, o meu pai, e me assentei no trono de Israel, como o SENHOR prometeu, e edifiquei uma casa para o nome do SENHOR Deus de Israel. 

 Salomão se identificou como o agente davídico que tinha completado esse programa. O holofote temático aqui estava também na fidedignidade de Deus e no fato de que ele cumpriu a sua palavra.

1 Reis 8:22

v. 22 E Salomão se pôs de pé diante do altar do SENHOR na presença de toda a congregação de Israel, e estendeu as suas mãos em direção ao céu; 

Salomão então virou-se de novo, colocando-se desta vez diante de Deus como o representante do povo. Em algum momento (ver v. 54), Salomão se ajoelhou com as mãos levantadas ao céu para esta oração.

1 Reis 8:23-24

v. 23 e ele disse: SENHOR, Deus de Israel, não  Deus como tu, no céu acima, nem na terra abaixo, que guarda o pacto e a misericórdia para com os teus servos que andam diante de ti com todo o seu coração; 

v. 24 que tem guardado com o teu servo Davi, o meu pai, como lhe prometeste; tu falaste também com a tua boca, e com a tua mão o cumpriste, como é neste dia. 

 Salomão mencionou outros pontos fundamentais da teologia pactual. O Deus dos hebreus é único. Não há Deus como Yahweh, o Deus de Israel. Só Ele é o Deus que guarda o pacto.

Isto é, Deus guarda a Sua fidelidade pac berith chesed), aqui traduzida como pacto e misericórdia. A fidelidade pactual era uma responsabilidade ambas as partes.

1 Reis 8:25

v. 25 Portanto, agora, SENHOR Deus de Israel, guarda com o teu servo Davi, o meu pai, como lhe prometeste, dizendo: Não te faltará um homem no trono de Israel; de modo que os teus filhos atentem ao seu caminho, que andem diante de mim como tu tens caminhado diante de mim. 

 A fidelidade pactual de Deus garantia a permanência da dinastia davídica, mas somente se os filhos de Salomão andarem segundo a vontade do Senhor.

1 Reis 8:26

v. 26 E, agora, ó Deus de Israel, rogo-te, cumpra-se a tua palavra que falaste a teu servo Davi, meu pai.

 O cumprimento de suas promessas pactuais expressava a (Heb. chesed de Deus. Salomão pediu que essa graciosa fidelidade continuasse.

1 Reis 8:27-30

Depois de reconhecer que essa casa não podia conter Deus, Salomão mencionou o grande tema dessa oração: que Deus confirmasse o Seu pacto atentando para a oração do Seu povo, dirigida a esse templo em razão das preocupações mencionadas em seguida.

Essa atenção levaria ao perdão e à restauração, temas recorrentes no restante dessa oração. De fato, essa oração sustentava que a resposta pactual de Deus à oração, dirigida a esse templo, garantia o interesse de Deus em todos os aspectos da vida de Israel.

1 Reis 8:31-32 

v. 31 Se qualquer homem transgredir contra o seu próximo, e lançado um juramento sobre ele para fazer com que ele blasfeme, e o juramento chegar diante do teu altar nesta casa; 

v. 32 ouve no céu, move-te, e julga os teus servos, condenando ao ímpio, para fazeres recair o seu proceder sobre sua cabeça, e justificando ao justo, para lhe retribuíres segundo a sua justiça. 

Quando um testemunho não confirmado precisar ser apoiado por um juramento solene, o juramento deveria ser feito nesse templo.

Em linhas gerais, Deus ouviria a oração para confirmar um juramento honesto e manter a justiça (1 Rs 10:9) e a integridade.

1 Reis 8:33-34

v. 33 Quando o teu povo, Israel, for abatido diante do inimigo, por terem pecado contra ti, e retornar a ti, e confessar o teu nome, e orar, e fizer súplica a ti nesta casa; 

v. 34 então, ouve tu no céu, e perdoa o pecado do teu povo, Israel, e traz-lhe de volta para a terra que tu deste aos seus pais. 

Deus ouviria quando o povo de Israel fosse abatido na guerra. No momento de grandeza de Salomão, essa oração reconheceu que o pecado podia produzir derrota.

1 Reis 8:35

v. 35 Quando o céu estiver recolhido, e não houver chuva, por terem pecado contra ti; se orarem em direção a este lugar, e confessarem o teu nome, e se converterem do seu pecado, quando tu os afligires; 

As declarações seguintes sobre pecado, desgraça e restauração não são fórmulas repeticiosas e estereotipadas. Há muita liberdade e criatividade na composição das declarações.

Entretanto, certos elementos parecem se repetir. O processo completo pode envolver: [1] pecado; (2) arrependimento; (3) reconhecimento da verdade (como “confissão” da verdade, como declaração da verdade em louvor, ou como declaração da verdade em gratidão); (4) oração; (5) pedido de favor; (6) ação de Deus ouvindo r7) perdão; e (8) restauração.

1 Reis 8:37-40

 Outros desastres naturais também eram ocasiões para se orar a Deus. O Senhor ouviria, perdoaria e recompensaria de acordo com o que ele (o adorador) merece isso resultaria em temer a Deus entre o Seu povo.

Temor é uma palavra rica que inclui diversos conceitos, incluindo a adoração formal de Deus, o verdadeiro temor de Deus e a reverência por Deus.

1 Reis 8:41-43

Salomão menciona a teologia de missões que está implícita nas grandes obras de testemunho de Deus. O estrangeiro deveria ouvir acerca das obras de Deus e então orar a Deus na direção desta casa.

E Deus ouviria a oração do estrangeiro. O equívoco popular cristão de que o antigo testamento era simplesmente um documento hebraico, escrito por hebreus e só para eles, pode facilmente perder de vista esse ponto.

O resultado pretendido da revelação do antigo testamento era a propagação do conhecimento de Deus a todos os povos da terra.

1 Reis 8:46

O pecado produz derrota na guerra e cativeiro. Essa verdade podia apontar para as derrotas históricas ocasionais e os cativeiros parciais do povo de Deus, mas poderia também apontar para as duas grandes deportações nacionais do povo.

1 Reis 8:51-53

 Salomão então considerou a base histórica da relação pactual de Deus com o Seu povo, em especial o fato de que Ele os libertará do Egito.

1 Reis 8:54-56

Em seu papel de representante espiritual do povo, Salomão tinha orado numa postura de humilde reverência diante de Deus.

Esse papel de intermediário espiritual entre o povo e Deus continuou quando Salomão pôs-se em pé, virou-se para o povo, e o abençoou dizendo: Bendito: Bendito seja o SENHOR.

1 Reis 8:57-59

 Salomão orou pela presença de Deus com o Seu povo, pois ele sabia que a participação ativa de Deus (para que possa inclinar os nossos corações a ele) era necessária para o povo manter-se fiel ao pacto com Deus.

O local culminante (o “altar do SENHOR”. v. 54) desse pedido representava de modo tangível a presença continua de Deus entre o Seu povo.

1 Reis 8:60-61

O resultado dessa fidelidade nos traz novamente ao grande tema das missões no AT – que todo o povo da terra venham a saber que o SENHOR é Deus. Com essas palavras, Salomão fez uma proclamação de missões mundiais.

1 Reis 8:62-63

O grande número de ofertas, especialmente em sacrifício de ofertas de paz comido pelos adoradores, transformou o evento em uma grande festa nacional, financiada pelo Estado.

1 Reis 8:64

Tudo o que veio a fazer parte da adoração oficial teve de ser ritualmente consagrado.

1 Reis 8 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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