1 Reis 6 Estudo: A Construção do Templo

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O capítulo 6 de 1 Reis descreve a construção do Templo em Jerusalém, também conhecido como o Templo de Salomão. Este capítulo é significativo porque marca um ponto crucial na história do povo de Israel, representando a realização de um sonho antigo. O rei Salomão, filho do rei Davi, empreende a tarefa monumental de construir um local dedicado à adoração a Deus.

O capítulo detalha as especificações e as dimensões do Templo, destacando a magnificência e a grandiosidade da estrutura.

1 Reis 6 estudo: Contexto histórico

Salomão utiliza materiais preciosos e mão de obra qualificada para garantir que o Templo seja um local de esplendor e reverência. A construção do Templo simboliza a presença de Deus entre Seu povo e representa um marco na história da adoração no Antigo Testamento.

Essa introdução destaca a importância espiritual e histórica do capítulo 6 de 1 Reis, que narra a dedicação e a realização de um projeto monumental destinado a servir como o centro espiritual da nação de Israel.

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1 Reis 6:1-38

Há três problemas na compreensão da linguagem técnica neste capítulo e em partes do próximo. Primeiro, os leitores e os ouvintes originais tinham conhecimento contextual que nós não possuímos; portanto, o autor podia presumir algum conhecimento da parte deles.

Segundo, algumas questões aqui tratadas possuem melhor tratamento em 2 Crônicas.


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Eterceiro, seria melhor deixar algumas questões aqui levantadas para obras de referência mais detalhadas, obras que se dedicam aos detalhes arquitetônicos do templo.

1 Reis 6:1

v. 1 E sucedeu, no quadringentésimo octogésimo ano depois dos filhos de Israel terem saído da terra do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de zive, o qual é o segundo mês, que ele começou a construir a casa do SENHOR. 

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2 Crônicas 3:2 data essa operação com uma referência ao dia exato no reinado de Salomão. Em contraste, 1 Reis marca essa data relacionando-a com outro grande evento na história pactual – o êxodo do Egito.

O evento anterior deu início à vida nacional do povo hebreu, mas este evento dá início à vida do povo com uma habitação permanente para Deus. A cifra de 480 anos implica um êxodo no século 15 (c. de 1440 a.C.).

Aqueles que defendem um êxodo no século 13 entendem essa cifra como representando 12 gerações que refletem uma generosa expectativa de vida para aquela época (12 x 40 = 480).

Admitindo-se uma sobreposição de gerações, a extensão real poderia então ter sido algo como 12 x 25, ou 300 anos.


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Muitas outras cifras  em 1 e 2 Reis são confirmadas notavelmente bem pela pesquisa histórica. O mês de zive (lyar), o segundo mês do calendário religioso, sobrepõe-se aos nossos atuais abril e maio.

1 Reis 6:3

v. 3 E o pórtico diante do templo da casa; vinte côvados era o seu comprimento, segundo a largura da casa; e dez côvados era a sua largura diante da casa. 

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A palavra pórtico (Heb. ‘ulam) possui dois significados diferentes, ela é traduzida como “pórtico de pilares” e “pórtico com pilares” em 7:6.

A partir desses exemplos, esse pórtico também poderia ter sido um vestíbulo ou uma entrada coberta com pilares de 4,5x9x9 metros (2Cr 3:4 medidas em côvados). Muitas reconstruções do templo mostram um vestíbulo coberto com pilares.

1 Reis 6:4)

v. 4 E para a casa ele fez janelas de luzes estreitas. 

Essas janelas atravessavam as paredes acima do teto das salas laterais (v. 5-6).

1 Reis 6:5-6

v. 5 E construiu câmaras junto ao muro da casa, contra as paredes da casa em redor, tanto do templo, como do oráculo; e assim lhe fez câmaras em redor. 

v. 6 A câmara mais baixa tinha cinco côvados de largura, e a intermediária tinha seis côvados de largura, e a terceira tinha sete côvados de largura; porque pela parte de fora da casa, em redor, ele fez bases estreitadas, de modo que as vigas não seriam apertadas contra as paredes da casa. 

Esses três níveis de salas de depósito em torno do templo pelo lado de fora são omitidos em crônicas. Os andares inferiores eram mais estreitos que os andares superiores.

As vigas do teto mais baixo penetravam as paredes externas das salas de depósito na extremidade afastada do templo e descansavam numa saliência, com quarenta e cinco centímetros de largura, na extremidade próxima ao templo.

Essa saliência era de um metro a partir da parede do templo. As vigas do segundo andar penetravam na mesma parede externa, mas descansavam em outra saliência, com quarenta e cinco centímetros de largura, que era de quarenta e cinco centímetros a partir da parede do templo.

As vigas do terceiro andar penetravam na mesma parede externa, mas descansavam numa saliência de quarenta e cinco centímetros junto à parede do templo.

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1 Reis 6:7

v. 7 E a casa, quando estava em construção, foi construída de pedra preparada antes de ser trazida para lá; de forma que não tinha nem martelo, nem machado, nem qualquer ferramenta de ferro se ouviu na casa, enquanto ela esteve em construção. 

 Lavrar nas pedreiras os blocos na medida exata e depois colocá-los no lugar sem qualquer ajuste com ferramentas de ferro exigia grande habilidade.

O ‘Fraseado’ aqui permite um polimento final para alisar as superfícies e igualar os lados nas juntas entre as pedras.


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1 Reis 6:8

v. 8 A porta para a câmara intermediária ficava no lado direito da casa; e por escadas em caracol se subia para a câmara intermediária, e da intermediária para a terceira.

A linguagem hebraica desse versículo é obscura. Na LXX, afirma-se que o andar inferior era acessado por uma porta do lado direito, ou no lado sul (ver observação em 1Rs 7:39), da estrutura.

Com apenas uma porta, o acesso aos outros andares teria sido por um vão interior com escadas do qual não possuímos informação exata.

O texto hebraico sugere uma escadaria externa ou uma escada de mão ao segundo andar em vez da porta externa mencionada acima.

1 Reis 6:9

v. 9 Assim, ele construiu a casa, e a terminou; e cobriu a casa com vigas e tábuas de cedro.

 Esse versículo trata apenas das vigas e tábuas de cedro que forravam as superfícies externas da casa do SENHOR e ao redor das salas (para as superfícies interiores, ver v. 15-22).

1 Reis 6:10

v. 10 E, depois, ele construiu câmaras contra toda a casa, com cinco côvados de altura; e elas se apoiavam na casa, com madeira de cedro.

 Os andares das salas laterais tinham dois metros e vinte e cinco centímetros de altura, aparentemente incluindo a espessura dos tetos.

Assim, a altura total dos três andares das salas laterais era de 7,5 metros, cerca de metade da altura do próprio templo.

1 Reis 6:11-13

v. 11 E a palavra do SENHOR veio a Salomão, dizendo: 
v. 12 Acerca desta casa que estás construindo, se andares nos meus estatutos, e executares os meus juízos, e guardares todos os meus mandamentos para neles andares; então cumprirei a minha palavra contigo, a qual falei a Davi, o teu pai; 

v. 13 e habitarei no meio dos filhos de Israel, e não abandonarei o meu povo, Israel. 

Deus abençoou o templo com a promessa de que Ele viveria no meio dos filhos de Israel se eles guardassem os Seus mandamentos. 

1 Reis 6:15

v. 15 E ele construiu as paredes internas da casa com tábuas de cedro, tanto o chão da casa, como as paredes do teto; e as cobriu na parte interna com madeira, e cobriu o chão da casa com pranchas de cipreste. 

As paredes interiores foram forradas com cedro enquanto o soalho era de tábuas de cipreste, provavelmente o junípero fenício ou outra árvore de folha perene.

O relato de Crônicas (2Cr 3:5) parece usar a palavra “cipreste” como um nome geral tanto para o cedro como para o cipreste.

1 Reis 6:16-17

v. 16 E ele construiu vinte côvados nos lados da casa, tanto o chão, como as paredes com tábuas de cedro; construiu-os por dentro, para o oráculo, para o Santíssimo Lugar. 

v. 17 E a casa, isto é o templo diante dela, tinha quarenta côvados de comprimento. 

 O oráculo do templo, o Santíssimo Lugar, também foi forrado com cedro e separado do restante do templo por uma parede de cedro.

Isso criava o habitual plano tripartite do templo: (1) o pátio, (2) o santuário (o Lugar Santo) e (3) o santuário interno (o Santíssimo Lugar ou o Santo dos Santos).

1 Reis 6:18

v. 18 E o cedro do interior da casa era entalhado com botões e flores abertas; tudo era cedro; nenhuma pedra era vista. 

A forração interior possuía figuras entalhadas de botões e flores abertas bem como de querubins e tamareiras (v. 29).

1 Reis 6:19-20

v. 19 E o oráculo ele preparou no interior da casa, para ali colocar a arca do SENHOR. 

v. 20 E o oráculo, na sua parte frontal, tinha vinte côvados de comprimento, e vinte côvados de largura, e vinte côvados na sua altura; e ele o revestiu com ouro puro; e assim cobriu o altar que era de cedro. 

A altura do oráculo era de apenas vinte côvados, (9mts) sobrando aproximadamente 4,5 metros entre o seu topo e o teto do templo. A pedra foi totalmente coberta (v.18).

No entanto, o revestimento de ouro puro no versículo 21 e em 2Cr 3:7 não requer necessariamente que toda a superfície estivesse revestida de ouro.

Tal como a decoração embutida de marfim em camas de marfim (Am 6:4) ou em palácios de marfim (Sl 45:8), esse revestimento poderia se referir a um uso esteticamente seletivo de cobertura em ouro, 1Reis 6:35 (“ouro batido”) pode revelar a natureza desse revestimento de ouro.

A melhor maneira de se obter esse tipo de revestimento uniforme era usar o ouro que tinha sido batido em lâmina fina e martela-lo suavemente sobre superfícies escolhidas até ele grudar nessas  Tanto o ouro precioso quanto a excelente e cara maneira de cedro manifestavam a glória de Deus.

1 Reis 6:22

v. 22 E revestiu inteiramente de ouro a casa toda, até que terminou toda a casa; também todo o altar que estava junto ao oráculo, ele revestiu com ouro.

Aqui, de acordo com a LXX, o altar de incenso era o altar que estava junto ao oráculo. Isso indicava uma nova localização do altar de incenso.

No tabernáculo, ele ficava no Lugar Santo imediatamente do lado de fora do véu. Aqui ele se localizava no próprio santuário interno (Hb 9:3-4).

No entanto, a linguagem hebraica poderia ser tomada como ambígua: “O altar que está/é para o…”

1 Reis 6:23-28

Embora o trabalho artesanal fosse característico da época, os dois querubins maiores foram feitos de peças de madeira de oliveira ligadas, provavelmente coladas, em seguida esculpidas, e depois revestidas de ouro, provavelmente com lâminas de ouro batido (ver nota nos v. 19-20).

Alguns sugerem que os querubins formavam o trono de Deus. Nas visões apocalípticas, seres similares parecem representar a glória de Deus. Em contextos pagãos, eles eram interpretados como protetores sobrenaturais de reis e deuses.

1 Reis 6:30

v. 30 E o chão da casa, ele revestiu com ouro, por dentro e por fora. 

Até os pisos foram decorados ou revestidos de ouro, mas provavelmente por uma liga mais dura de ouro.

1 Reis 6:34

v. 34 E as duas portas eram de cipreste; as duas folhas de uma porta eram dobradiças, e as duas folhas da outra porta eram dobráveis. 

 Esse versículo pode descrever cada uma das portas do santuário como contendo duas folhas com dobradiças, talvez como portas duplas atuais.

1 Reis 6:36

v. 36 E ele construiu o pátio interno com três fileiras de pedra talhada, e uma fileira de vigas de cedro. 

 O pátio era cercado por um muro que incluía vigas de cedro. Essa técnica era usada com frequência para amarrar as paredes de pedras como proteção contra terremotos.

1 Reis 6:38

v. 38 E no décimo primeiro ano, no mês de bul, o qual é o oitavo mês, foi terminada a casa em todas as suas partes, e de acordo com toda a sua forma. Assim, esteve ele sete anos na sua construção.

 O templo foi terminado no mês de bul, o oitavo mês do calendário cananeu (nosso atual outubro-novembro).

1 Reis 6 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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