Isaías 1 Estudo: A Rebeldia do Seu Povo

Em Isaías 1 estudo, o Senhor compara o seu povo aos animais irracionais, e revela ao profeta que o seu povo não é capaz de reconhecer ao seu próprio Deus.

Essa revelação veio da situação que se encontrava o povo naquele momento, onde havia muita rebeldia, desobediência e falta de reconhecimento do senhor.

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O Senhor, enfatiza, os pecados que estão sendo praticados e como consequência disso, ordena que os cultos e celebrações sejam suspensos, por estar cheios que hipocrisia e impiedade.

E apresenta duas opções ao seu povo: rebelião e morte ou arrependimento e vida.

Continue para saber mais.

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Isaías 1 Estudo: Contexto Histórico

Devido á situação que entristecia a Deus, o senhor usou Isaías para comunicar-se com o povo de Judá, mais especificamente os magistrados e sacerdotes do Reino do sul.

Entretanto, a mensagem também foi aplicada ao Reino do Norte, pois todos estavam imersos em iniquidades, hipocrisia e impiedade. 

(Isaías 1:1-2) Isaías chama o povo para ouvir o que  o senhor tem a dizer

v. 1 A visão de Isaías, o filho de Amós, a qual ele viu a respeito de Judá e Jerusalém nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá.

v. 2 Ouçam, ó céus e dê ouvidos, ó terra; porque o SENHOR tem falado. Eu tenho alimentado e fiz crescer filhos, e eles têm se rebelado contra mim.

O oráculo inicial do livro leva Judá a julgamento. Os céus e a terra são chamados para ouvir as acusações contra o povo de Deus.

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Em Deuteronômio, os céus e aterra são invocados como testemunhas do pacto (Dt 4:26), (Is 30:19).

Isaías chamou as testemunhas para ouvirem as acusações apresentadas nos versículos seguintes e proferirem julgamento.

O próprio Deus descreve a rebelião do Seu povo, referindo-se a ele como Seus filhos, sublinhando o escândalo da traição.

(Isaías 1:3) A perplexidade de Deus diante da insensatez

v. 3 O boi conhece seu dono e o jumento a manjedoura de seu senhor, porém, Israel não conhece, meu povo não pensa.

Deus estava perplexo diante da insensatez do Seu povo. Esse povo era mais insensato que um boi, mais insensato até mesmo que um jumento.

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O primeiro era esperto o suficiente para reconhecer o seu dono, o segundo podia não reconhecer o seu dono, mas sabia onde recebia sua comida.

Israel nem ao menos possuía esse nível de inteligência ao negar Deus, seu amo e sustentador.

(Isaías 1:4) Os pecados da Nação

v. 4 Ah, nação pecadora! Um povo carregado com iniquidade, uma semente de malfeitores, filhos que são corruptores. Eles têm abandonado o SENHOR, eles têm provocado o Santo de Israel até a ira, eles me deixaram e retrocederam.

O Ah inicial indica o começo daquilo que é comumente denominado “oráculo de calamidade”.

Essa forma literária deriva de cortejos fúnebres e frequentemente expressa o sentido de que o objeto do Ah-nesse caso a nação pecadora (Judá)- para todos os efeitos, está morto.

Como no versículo 2, a essência da transgressão de Judá é identificada como uma traição a Deus. Isaías se refere muitas vezes a Deus como Santo de Israel.

Esse título enfatiza a separação de Deus em relação ao pecado e Sua profunda aversão a ele.

Quando Isaías teve um encontro com Deus no templo, ele experimentou essa pureza absoluta ao ouvir a proclamação do serafim “Santo, santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6:3).

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(Isaías 1:5-6) As consequências da rebelião

v. 5 Por que vós não deveríeis mais ser afligidos? Vós vos rebelareis mais e mais. A cabeça toda está enferma e o coração todo fraco.

v. 6 Desde a sola do pé até a cabeça não há solidez nele, porém feridas, hematomas e chagas putrefantes. Elas não têm sido espremidas nem atadas, nem amolecidas com unguento.

A rebelião de Judá já tinha trazido consequências.

A nação era como um homem enfermo cujas feridas se originaram de uma surra, talvez uma alusão poética a ameaças militares assírias em 722 a.C. quando caiu o reino de Israel ao norte, ou talvez a uma incursão posterior em 701 a.C. (ver introdução).

(Isaías 1:7-8) Intrusão estrangeira como consequência dos pecados

v. 7 Vosso país está desolado, vossas cidades estão queimadas a fogo, vossa terra, estrangeiros a devoram em vossa presença e está desolada, porque é derrubada por estrangeiros.

v. 8 E a filha de Sião é abandonada como uma casinha em uma vinha, como um alojamento em um pepinal, como uma cidade sitiada.

O pecado de Judá teve como resultado uma intrusão militar estrangeira na terra (Is 2:5), (Is 2:6). Filha (cidade) de Sião é uma personificação de Sião, o lugar mas sagrado em Judá, o monte onde o templo estava construído.

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Isso traz a lembrança do leitor o relacionamento íntimo de Deus o povo que Ele tem de julgar.

Uma casinha em uma vinha ou um alojamento em um pepinal eram estruturas frágeis e, sem analogia iluminadora para a desolação de Jerusalém.

(Isaías 1:9) A misericórdia de Deus

v. 9 Se o SENHOR dos Exércitos não tivesse deixado para nós um remanescente muito pequeno, nós teríamos sido como Sodoma semelhantes a Gomorra.

Deus tinha sido gracioso. Ele não destruiu completamente o Seu povo como fez com Sodoma e Gomorra (Gn 19).

Pelo contrário, alguns haveriam de sobreviver ao juízo, haveria restauração após a purificação do juízo.

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Isaías 1:10-15 – As práticas religiosas que entristeceram ao senhor

Nesses versículos, Deus expressou Sua repugnância pelas práticas religiosas do Seu povo.

(Isaías 10:10) A punição de Deus diante da iniquidade

v. 10 Ouvi a palavra do SENHOR, vós governantes de Sodoma. Dai ouvidos à lei de nosso Deus, vós, povo de Gomorra.

Embora Deus não punisse o povo com uma aniquilação total como havia feito ás cidades de Sodoma e Gomorra (cp. v. 9),

isso não significava que Judá não merecesse o mesmo destino, Seus governantes eram como os habitantes dessas cidades depravadas que negaram hospitalidade a estrangeiros e se entregaram a práticas sexuais pervertidas.

(Isaías 1:11-12) Deus não via arrependimento sincero nas oferendas do seu povo

v. 11 Para qual propósito é a multidão de vossos sacrifícios para mim? Diz o SENHOR. Estou cheio de ofertas queimadas de carneiros e da gordura de animais cevados e não tenho prazer no sangue de novilhos, ou de cordeiros, ou de bodes.

v. 12 Quando vindes para vos apresentardes perante a mim, quem tem requerido isso de vossa mão, que piseis meus átrios?

Deus ordenou que Seu povo oferecesse sacrifícios (Lv 1-7), ofertas queimadas são especificamente descritas em Lv 1, mas os sacrifícios do Seu povo eram repreensíveis aos Seus olhos.

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Eles não eram oferecidos com motivações puras ligadas a um arrependimento sincero. Pelo contrário eram oferecidos com as mãos cheias de sangue (Is 1:15).

(Isaías 1:13-14) A repugnância por causa da hipocrisia

v. 13 Não tragais mais oblações vãs; incenso é uma abominação para mim; as luas novas e shabats, a convocação das assembleias, eu não posso suportar; é iniquidade, até mesmo o ajuntamento solene.

v. 14 Vossas luas novas e vossas festas fixas minha alma as odeia. Elas são um aborrecimento para mim. Eu estou cansado de suportá-las.

Deus também ordenou que Israel consagrasse tempos sagrados num ciclo semanal (shabats) e anual (luas novas… assembleias… festas), mas eles era repugnantes a Deus por causa da hipocrisia do Seu povo.

(Isaías 1:15) Adorações sem arrependimentos reais

v. 15 E quando estenderdes as vossas mãos, eu esconderei meus olhos de vós. Sim, quando vós fizerdes muitas orações, eu não ouvirei. As vossas mãos estão cheias de sangue.

Esse oráculo esperou pela última linha para esclarecer o problema com a prática ritual do povo.

Seus sacrifícios, tempos de adoração e até as orações não eram aceitáveis porque suas mãos estavam cheias de sangue Ou seja, eles pecavam e não se arrependiam, e ainda participavam da adoração.

Deus não tolerava esse comportamento hipócrita.

(Isaías 1:16-17) As práticas consideradas justas

v. 16 Lavai-vos, purificai-vos. Retirai a maldade de vossos atos diante dos meus olhos, cessai de fazer o mal.

v. 17 Aprendei a fazer o bem. Buscai o juízo, aliviai o oprimido, fazei justiça ao órfão, pleiteai pela viúva.

O oráculo fornece uma precisão para a mudança-arrepender-se. A metáfora para a transformação aqui é um bom banho.

A transformação inclui a cessação das mas ações, bem como o requisito das boas obras. As boas obras são definidas como justiça social, em especial resistir aos opressores e promover o interesse dos vulneráveis (o órfão e a viúva).

(Isaías 1:18-20) As opções do Senhor para seu povo

v. 18 Vinde agora, e vamos debater juntamente a respeito, diz o SENHOR. Embora vossos pecados sejam como escarlate, eles serão tão brancos como neve. Embora eles sejam vermelhos como carmesim, eles serão como lã.

v. 19 Se sois dispostos e obedientes, comereis o melhor da terra.

v. 20 Porém, se vós recusardes e vos rebelardes, sereis devorados com a espada, porque a boca do SENHOR tem dito isto.

O Senhor apresentou duas opções para o povo. A primeira era arrepender-se e obedecer. O resultado seria uma notável transformação.

Agora, eles estavam vermelhos como sangue em consequência do seu pecado, mas o arrependimento os deixaria gloriosamente brancos. Eles podiam se limpar (v. 16) e o resultado seria uma vida boa.

A segunda opção era a rebelião continuada, uma linha de ação que levaria á sua destruição.

(Isaías 1:21-22) O que corrompeu o povo de Deus

v. 21 Como a cidade fiel se tornou uma prostituta! Ela estava repleta de juízo. A retidão se alojava nela, mas agora assassinos.

v. 22 Tua prata torna-se em escória, teu vinho, misturado com água.

O povo de Deus nem sempre foi corrompido. Uma outrora cidade fiel– Jerusalém-tinha se pervertido.

A idolatria, ou seja, a adoração de falsos deuses, é frequentemente descrita como uma forma de adultério. Escória e vinho misturado com água são símbolos de impureza.

(Isaías 1:23) A corrupção em Judá

v. 23 Teus príncipes são rebeldes, e companheiros de ladrões. Cada um ama presentes, e segue atrás de recompensas. Eles não julgam o órfão, nem fazem a causa da viúva vir até eles.

Os príncipes de Judá eram corruptos. Eles buscavam a própria vantagem financeira e negligenciavam os direitos e as necessidades dos que eram socialmente vulneráveis (a viúva e o órfão).

(Isaías 1:24) Acusação e julgamento de Deus

v. 24 Portanto, diz o Senhor, o SENHOR dos Exércitos, o Poderoso de Israel: Ah, eu me livrarei dos meus adversários, e me vingarei dos meus inimigos!

Portanto assinala a transição da acusação (v. 21-23) para o julgamento. Deus não permitirá que os culpados escapem de sua punição.

(Isaías 1:25-26) A purificação do povo

v. 25 E eu voltarei minha mão sobre ti, e purificarei completamente tua escória, e removerei todo teu estanho.

v. 26 E restaurarei teus juízes como no início, e teus conselheiros como no começo; depois tu serás chamada: A cidade da justiça, a cidade fiel.

O julgamento não é meramente punitivo, ele purifica. O povo tinha começado uma cidade fiel (v. 21), contudo, ele será novamente uma cidade fiel depois de sua purificação.

(Isaías 1:27-29) A idolatria aos falsos deuses

v. 27 Sião será redimida com julgamento, e sua conversão com justiça.

v. 28 E a destruição dos transgressores e pecadores será concomitante e os que abandonam o SENHOR serão consumidos.

v. 29 Porque eles sentirão vergonha dos carvalhos, os quais tendes desejado, e vós sereis confundidos pelos jardins que tendes escolhido.

O povo de Deus pecou por meio de sua idolatria que frequentemente tomava a forma de adoração de falsos deuses com rituais exíticos.

Uma forma comum dessa adoração falsa envolvia carvalhos que provavelmente estavam associados á adoração de uma deusa cananeia de fertilidade chamada Aserá, a mãe de Baal.

(Isaías 1:30-31) A representação da árvore

v. 30 Porque vós sereis como um carvalho cujas folhas murcham, e como um jardim que não tem água.

v. 31 E o forte será como estopa, e o que fez como uma fagulha. Ambos queimarão juntos e ninguém os apagará.

O oráculo denunciou que Judá (vós) se tornaria como um carvalho. A imagem da árvore representa aqui o orgulho e a resistência do povo de Deus.

Todavia, esse aparente vigor é minado pelo fato da árvore não ser rasgada. Portanto, ao ser incendiada, ela queimará rapidamente.

Conclusão

Conclui-se, portanto, que o senhor usou Isaías para falar com o seu povo que estava imerso em pecado, rebeldia e iniquidade.

Com isso, Isaías chamou o povo para que ouvisse a insatisfação do senhor quanto a suas atitudes, e as opções que o senhor estava disponibilizando.

Diante de adoração a falsos deuses, promiscuidade, impiedade, sacrifícios em vão e rebeldia, o senhor possibilitou que o povo escolhesse entre arrependimento sincero e vida ou rebeldia e morte.

Após isso, o senhor ofereceu julgamento e não somente punição, mas a oportunidade de purificação.

Com isso, podermos observar que o senhor não se agrada que sejamos rebeldes e sim que consigamos olhar para nossos atos e pecados e que tenhamos a capacidade que corrigi-los e nos arrependermos de forma sincera.

Isaías 1 estudo.
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Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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