Juízes 18 Estudo: Tribo dos Danitas

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Neste capítulo de Juízes 18 estudo, veremos que a tribo dos danitas não tinham herança para habitar, então, mandaram cinco homens para explorar e espiar a terra.

Estes homens chegaram até a casa de Mica e, reconhecendo o levita, que havia sido consagrado sacerdote, pediram que este consultasse a Deus sobre o êxito de sua jornada e o levita informou que deveriam ir em paz.

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Aqueles homens, então, espiaram Laís e viram se tratar de um local propício para seus intentos. Ao retornaram a seus irmãos, informaram todo o ocorrido.

Dalí, então, partiram seiscentos homens, da tribo de Dã e chegaram, novamente, até a casa de Mica, oportunidade em que furtaram a estola sacerdotal, os ídolos e convenceram ao levita para que lhes fosse sacerdote.

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Após, tomaram a Laís e não houve quem os pudesse resistir, de modo que ali habitaram. Os homens de Dã levantaram, naquele lugar, a imagem de escultura de Mica.

Juízes 18 estudo: Contexto histórico

No capítulo anterior, um homem chamado Mica devolve mil e cem ciclos de prata que havia tomado de sua mãe, em razão desta ter amaldiçoado aquele valor.


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Então, após esta devolução, ela manda que fosse produzido uma imagem de escultura e uma de fundição, para, assim, consagrar aquele valor ao Senhor.

A imagem se encontrava na casa de Mica, o qual veio a ter uma casa de deuses, fabricou uma estola sacerdotal, ídolos do lar e consagrou seus filhos para que lhe fossem sacerdotes.

Por fim, um levita que peregrinava, desde de Belém de Judá, chegou até Mica e, após ser acolhido, aceitou ser consagrado seu sacerdote.

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(Juízes 18:1-2) Os cinco espias

v. 1 Naqueles dias não havia rei em Israel; e naqueles dias a tribo dos danitas buscava para si uma herança para nela habitar; pois até aquele dia toda a sua herança ainda não lhes havia caído entre as tribos de Israel. 

v. 2 E os filhos de Dã enviaram, das suas famílias, cinco homens dos seus termos, homens valentes, de Zorá e de Estaol, para espionar a terra, e para investigá-la; e eles lhes disseram: Ide, investigai a terra; os quais, quando chegaram ao monte Efraim, à casa de Mica, ali se alojaram. 

Durante esse mesmo período de apostasia, a tribo dos danitas também estava de viagem. Assim como o levita de Jz 17, eles não se contentaram com o lugar que o Senhor lhes designara e estavam procurando algo melhor.


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Anteriormente, os homens de Dã tinham conquistado as cidades de Zorá e Estaol, na fronteira de seu território com Judá, mas não foram capazes de conquistar o resto do território que receberam por sorte em Js 19:40-48 (ver Jz 1:34).

Em vez de buscar o auxílio do Senhor para sua luta, eles enviaram espias, repetindo Nm 13-14. Estavam em busca de uma nova terra para si.

(Juízes 18:3-4) Os espias encontram o levita

v. 3 Quando eles estavam junto à casa de Mica, reconheceram a voz do moço, o levita; e se voltaram para lá, e lhe disseram: Quem te trouxe para cá? E o que fazes tu neste lugar? E, o que tens tu aqui? 

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v. 4 E ele lhes disse: Assim e assim tratou Mica comigo, e me contratou, e sou o seu sacerdote. 

 Os espias chegaram à casa de Mica, onde encontraram o levita. Suas perguntas evidenciam o problema subentendido: O que fazes tu neste lugar? A resposta do levita revela suas razões mercenárias. Mica o contratou, por isso o levita estava trabalhando como seu sacerdote.

(Juízes 18:5-7) O levita consulta a Deus

v. 5 E eles lhe disseram: Pede conselho, rogamos-te, de Deus, para que saibamos se o caminho no qual seguimos será próspero. 


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v. 6 E o sacerdote lhes disse: Ide em paz, diante do SENHOR está o caminho pelo qual vós seguis. 

v. 7 Então os cinco homens partiram, e chegaram a Laís, e viram o povo que lá estava, como viviam de modo negligente, segundo o modo dos sidônios, tranquilos e seguros; e não havia nenhum magistrado na terra, que pudesse levá-los à vergonha em coisa alguma; e eles estavam longe dos sidônios, e não faziam negócios com homem algum. 

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Os espias pediram que o levita perguntasse a Deus se a viagem deles seria bem sucedida. O fato deles terem usado a descrição genérica “Deus” em vez de “o Senhor”, seu nome particular do pacto, é importante.

Por sua vez, sem qualquer esforço de consultar Deus, o levita declarou que a viagem deles seria um sucesso, porque o Senhor lhes dera sua aprovação.

O levita estava fazendo mau uso do nome do Senhor (Êx 20:7) ao dizer aos homens de aquilo que eles queriam ouvir, pois o território que o Senhor designou era outro.

De fato, a viagem deles foi um Sucesso-a seus olhos. Lais ficava em uma região agrícola produtiva ao pé do monte Hermom.

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O povo de Laís viviam… segundo o modo dos sidônios, o que provavelmente significa que eles se viam sob a proteção de Sidom. Mas Sidom ficava bem longe,na costa,perto de Tiro.

(Juízes 18:8-13) A partida dos danitas

v. 8 E eles vieram até os seus irmãos em Zorá e Estaol; e os seus irmãos lhes disseram: O que dizeis vós? 

v. 9 E eles disseram: Levantai-vos para que possamos subir contra eles; pois vimos a terra, e eis que é muito boa; e estais vós imóveis? Não sejais indolentes em ir, e em adentrar e possuir a terra. 


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v. 10 Quando vós partirdes, ireis a um povo seguro, e a uma terra vasta; pois Deus a tem dado nas vossas mãos; um lugar onde não há escassez de nada que esteja na terra. 

v. 11 E partiram dali, da família dos danitas, de Zorá e de Estaol, seiscentos homens escolhidos com armas de guerra. 

v. 12 E eles subiram, e acamparam em Quiriate-Jearim, em Judá; por isso eles chamaram aquele lugar de Maané-Dã até este dia; eis que fica atrás de Quiriate-Jearim. 
v. 13 E dali passaram ao monte Efraim, e chegaram até a casa de Mica. 

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 Os espias voltaram para casa com uma resposta positiva acerca de sua viagem, relato que contrasta totalmente com o que a maioria dos espias tinha dito sobre a verdadeira terra prometida (Nm 13-14).

Seiscentos homens de Dã deram resposta e fixaram um posto de parada perto de Quiriate-Jearim, a qual ficou conhecida como Maané-Dã (campo de Da).

Este é o mesmo lugar de onde Sansão partiu em 13:25, o que sugere uma comparação entre as conquistas egocêntricas de Dã e Sansão.

(Juízes 18:14-21) A estratégia dos filhos de Dã

A caminho de sua nova terra, os homens de Dã visitaram a casa de Mica. Os espias relataram a idolatria de Mica e pediram uma resposta. A resposta certa seria destruir os ídolos e o santuário, eliminando o mal do meio deles.

Em vez disso, com o apoio dos seiscentos homens escolhidos, com as suas armas de guerra, que eram dos filhos de Dã, os espias entraram na casa e levaram a imagem esculpida, o manto sacerdotal e os ídolos da família.

Quando o jovem levita se opôs, eles o subornaram para que se juntassem a eles, oferecendo uma perspectiva de ser pai e sacerdote de toda a tribo, em vez de apenas uma família.

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Em seguida, o grupo voltou à formação para viajar novamente, com os membros mais vulneráveis (as crianças pequenas e o rebanho) na frente, caso houvesse uma represália da parte de Mica.

(Juízes 18:22-26) A maldição da mãe de Mica

Quando Mica reuniu seus vizinhos e perseguiu os filhos de Dã, estes lhe perguntaram porque fez isso. “reunir” é o mesmo verbo usado para descrever o clamor de Israel ao Senhor quando seus inimigos os atormentavam.

Aqui os israelitas se tornaram opressores deles mesmos. Mica fez seus próprios deuses e escolheu o seu próprio sacerdote, concluindo: “Agora sei que o SENHOR me fará bem (Jz 17:13).

Na verdade, seus deuses poderiam ser levados por um grupo de bandidos passantes, e o sacerdote que ele conseguirá com dinheiro poderia ser atraído por um salário maior.

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Mica ficou sem nada a não ser sua vida, e os homens de Dã foram rápidos em ameaçá-lo, bem como a vida de sua família.

A prata que Mica tinha roubado no começo agora foi roubada dele; a maldição de sua mãe em 17:2 se cumpriu.

(Juízes 18:27-29) Laís

Lais ficava em um vale que pertencia a Bete-Reobe, nome que mais uma vez liga esta conquista dos homens de Dã com a missão dos espias em Números 13-14.

Reobe ficava no extremo norte da terra (Nm 13:21). Eles renomearam Laís e a chamaram Dã, como seu ancestral, fazendo dela o principal centro de seu culto idólatra.

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Mais tarde, Jeroboão colocaria um de seus dois bezerros de ouro em Dã, dando continuidade à tradição de idolatria da cidade (1Rs 12:29).

(Juízes 18:30-31) Os ídolos de Dã

O ídolo levantado pelos homens de Dã era um rival da verdadeira adoração de Deus, conduzida no local onde estava a arca, em Siló.

Finalmente é dito o nome do levita apresentado em Jz 17:7, o qual revelou ter uma ascendência ilustre. Ele era Jônatas, neto de Moisés.

Posteriormente, escribas que fizeram cópias do livro de Juízes naturalmente desdenharam o corrupto “Jônatas” e quiseram mostrar que ele tinha mais afinidade com o posterior rei Manassés do que com Moisés.

Assim, eles colocaram a letra hebraica nun no meio do nome “Moisés”, formando “Manassés”. Desta forma, eles julgaram o falso sacerdote, relacionando-o ao mau rei Manassés, e não ao justo Moisés.

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Como os escribas foram cuidadosos em escrever a letra nun acima do resto do texto, tornando claro que não era original dele, não resta dúvida que a leitura original era “Moisés”.

Mesmo servido por um sacerdote que gozava de linhagem exaltada, um culto idólatra como esse dos homens de Dã só poderia ter más consequências, como deixa claro a referência ao cativeiro.

A menção do cativeiro sugere que a edição final de Juízes foi feita algum tempo depois do cativeiro do reino do norte em 722 a.C.

Conclusão

Vemos, mais uma vez, o total afastamento, dos israelitas, dos preceitos divinos. O Senhor já havia declarado Sua vontade para a tribo de Dã e quais terras deveriam possuir.

Suas terras estavam localizadas na parte ocidental de Canaã, entre Judá e Efraim. Esses locais foram tomados pelos filisteus e amorreus.

Após serem confinados numa área muito pequena e, sentindo-se incapazes de expulsar aqueles povos estrangeiros, eles passaram a procurar outro lugar para possuir.

O capítulo mostra uma tentativa de consulta a Deus, por parte dos filhos de Dã, pelos moldes pagãos. Os israelitas estavam distantes da vontade do Senhor, mas procuravam, a seus próprios meios, espiritualizar e legitimar seus intentos.

O apóstolo Paulo nos ensina que, dentre as obras da carne, está a idolatria, heresia, feitiçaria, entre outras. Logo, o homem está inclinado a criar, para si, falsos ídolos e falsos caminhos, em sua ânsia por orientação sobrenatural, a seu próprio modo, diante de suas limitações naturais.

O engano faz parte do pecado! As escrituras nos ensinam que o coração do homem é enganoso (Jeremias 17:9). Apenas o conhecimento da verdade liberta (João 8:32). Jesus Cristo é a verdade (João 14:6).

Juízes 18 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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