Lucas 5 Estudo: Os Ensinamentos de Uma Pescaria

Neste capítulo de Lucas 5 estudo é transmitido a experiência dos discípulos em uma pescaria, e mesmo com toda experiência e talento para a pesca, naquele dia especificamente eles não estavam conseguindo ter sucesso na pesca.

Estavam Tiago, Pedro, João e André e estavam muito frustrados, pois já havia horas que eles estavam ali sem nenhum resultado.

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Jesus se encontrava em um dos barcos e pregando nesse momento, e essa passagem nos ensina que devemos ter fé e obediência, mesmo diante do caos que se apresenta.

Mesmo quando tudo parece perdido Jesus está lá nos chamando para um relacionamento mais intimo com ele! E cabe a nós entender que muitas vezes as coisas não acontecem no nosso tempo e sim no tempo de Deus.

Lucas 5 Estudo: Contexto histórico

Essa passagem ocorreu no lago de Genesaré é o lago da Galileia (localmente chamado de “Mar” da Galileia).

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E os discípulos naquela época se alimentavam e sustentavam-se através da pesca, então havia uma preocupação muito grande quando eles não conseguiam pescar.

E foi justamente o que ocorreu nesse dia e no final das contas Jesus os ensinou a exercitar a sua Fé.

(Lucas 5:1-3) Jesus pregava junto ao lago

v. 1 E aconteceu que, apertando-o a multidão para ouvir a palavra de Deus, ele estava junto ao lago de Genesaré,

v. 2 e viu dois barcos parados junto ao lago; mas os pescadores tinham descido deles, e estavam lavando suas redes.

v. 3 E, ele entrou em um dos barcos, que era de Simão, e lhe pediu que o afastasse um pouco da terra. E sentando-se, ensinava do barco a multidão.

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Lago de Genesaré é outro nome para o mar da Galileia, também chamado de mar de Tiberíades (Jo 6:1), (Lc 21:1).

O barco que Jesus escolheu pertencia a Simão Pedro, cuja sogra Ele curara recentemente (Lc 4:38-39).

Jesus sentando-se no barco; esse era a postura normal de um mestre (ver nota em Lc 4:19-21).

(Lucas 5:4-7) Mesmo diante do improvável eles lançaram as redes novamente

v. 4 E, quando ele terminou de falar, disse a Simão: Velejai para o profundo, e lançai as redes para um arrastão.

v. 5 E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, nós trabalhamos a noite toda, e nada apanhamos; porém, por meio da tua palavra, eu lançarei a rede.

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v. 6 E, fazendo assim, eles pegaram uma grande quantidade de peixes; e a rede se rompia.

v. 7 E eles acenaram aos seus companheiros, que estavam no outro barco, para virem ajudá-los. E eles vieram, e encheram ambos os barcos, a ponto de começarem a afundar.

Apesar de seus esforços naquela noite terem sido inúteis, Pedro obedeceu com fé à ordem de Jesus (mas, sobre a tua palavra, eu lançarei a rede).

Sua fé foi recompensada com uma pesca tão grande que as redes se rasgaram e os barcos quase afundaram.

(Lucas 5:8-11) Jesus pede para que eles não temam

v. 8 E vendo isso Simão Pedro, caiu de joelhos diante de Jesus, dizendo: Afasta-te de mim, Senhor, porque eu sou um homem pecador.

v. 9 Pois ele estava admirado, e todos os que estavam com ele, diante do arrastão de peixes que tinham feito.

v. 10 E assim também estavam Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante tu pescarás homens.

v. 11 E, levando os seus barcos para terra, eles abandonaram tudo, e o seguiram.

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O fato de Pedro ter percebido o poder divino de Jesus a Sua santidade através da pesca foi basicamente o mesmo que aconteceu com Jó (Jó 42:6) e com Isaías (Is 6:5).

Junto com Simão Pedro, Tiago e João compunham o círculo íntimo de Jesus (Lc 9:28), (Mt 26:37).

Jesus usou a grande pesca para ilustrar o tipo de impacto evangelístico que Simão Pedro teria (“tu pescarás homens“; ver nota em At 2:41 e At 4:4).

(Lucas 5:12-14) A purificação

v. 12 E aconteceu que, estando ele em uma daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, caiu sobre a sua face, e pediu-lhe, dizendo: Senhor, se tu quiseres, podes purificar-me.

v. 13  ele colocou a sua mão e tocou-o, dizendo: Eu quero, seja purificado. E imediatamente a lepra o deixou.

v. 14 E ele ordenou-lhe para que não contasse a nenhum homem: Mas vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação, conforme Moisés ordenou, como testemunho para eles.

Jesus correspondeu à fé de um homem cheio de lepra (um homem com uma grave doença de pele) e imediatamente o curou.

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Todavia, Ele não queria que a notícia do prisse a Lei de Moisés referente à purificação (Lv 14:1-32) e deixasse que a prova visível de sua cura fizesse o serviço do testemunho verbal diante do sacerdote judeu.

(Lucas 5:15-16) A cura das enfermidades

v. 15 A sua fama, porém, se propagava ainda mais; e grandes multidões se ajuntavam para ouvi-lo, e para serem por ele curadas de suas enfermidades.

v. 16 E ele retirava-se para os desertos e orava.

Estes versículos ilustram a diferença entre a vida pública e a vida privada de Jesus no início de Seu ministério.

Por um lado, multidões O ouviam pregar e eram curadas de suas enfermidades. Por outro, Jesus costumava ir atrás de lugares isolados onde pudesse orar sem ser interrompido.

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(Lucas 5:17-20) O perdão dos pecados

v. 17 E aconteceu que, em um certo dia, enquanto ele estava ensinando, estavam ali assentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, e da Judeia, e de Jerusalém; e o poder do Senhor estava presente para curá-los.

v. 18 E eis que uns homens traziam em uma maca um homem paralítico; e eles buscavam meios de levá-lo, e colocá-lo diante dele.

v. 19 E, eles não encontrando um caminho pelo qual o pudessem levá-lo por causa da multidão, subiram ao telhado, e desceram-no por entre as telhas com a sua maca para o meio, diante de Jesus.

v. 20 E, ele vendo a fé deles, disse-lhe: Homem, os teus pecados te foram perdoados.

Os fariseus eram o grupo religioso judeu legalista. Os doutores da lei de Moisés também eram conhecidos como “escribas”; eram basicamente advogados que trabalhavam junto com os fariseus.

Esses líderes tinham ouvido sobre a pregação de Jesus e Seu poder… para curá-los e decidiram que Ele precisava ser observado com muito cuidado.

A persistência dos amigos do paralítico em levá-lo à presença de Jesus revelou grande . Contudo, Jesus deu atenção à principal necessidade do paralítico – o perdão de pecados por meio da fé no Filho de Deus.

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(Lucas 5:21-25) Jesus conhece nossos pensamentos

v. 21 E os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?

v. 22 Mas quando Jesus percebeu seus pensamentos, ele respondendo, disse-lhes: Que arrazoais em vossos corações?

v. 23 O que é mais fácil dizer: Os teus pecados foram perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda?

v. 24 Mas para que possais saber que o Filho do homem tem poder sobre a terra para perdoar pecados (ele disse ao paralítico), digo-te: Levanta-te, toma a tua maca, e vai para tua casa.

v. 25 E imediatamente, levantando-se diante deles, e tomando o leito em que estivera deitado, partiu para sua própria casa, glorificando a Deus.

Os fariseus e os mestres da lei entenderam que Jesus estava agindo como se fosse Deus ao dizer que perdoara os pecados do paralítico.

Eles não acreditaram que Jesus era Deus e ainda por cima consideravam suas alegações como blasfêmias.

Jesus percebeu os seus pensamentos porque conhece o que há no homem (Jo 2:25). No v. 23, Jesus mostrou qual era o centro da dúvida deles.

Era muito mais fácil simplesmente dizer os teus pecados foram perdoados do que curar um paralítico, pois não havia prova visível dos pecados terem sido perdoados.

Para provar que tinha poder para fazer o milagre invisível de perdoar pecados, Jesus fez o milagre visível de curar o paralítico: digo-te: Levanta-te… e vai para tua casa.

O homem imediatamente ficou de pé e foi para casa glorificando a Deus.

(Lucas 5:26) Os milagres de Jesus

v. 26 E todos ficaram perplexos, e glorificaram a Deus, e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje nós vimos coisas estranhas.

Junto com toda multidão que estava ali, os fariseus e os mestres da lei ficaram maravilhados ao ver o milagre de Jesus.

Parece que o sujeito de glorificavam a Deus também inclui os fariseus e mestres da lei que não creram.

Simplesmente não havia como negar a maravilha do que Jesus fizera, mas submeter-se a Ele a às vastas implicações de Suas alegações era algo totalmente diferente.

(Lucas 5:27-28) O comprometimento

v. 27 E, depois dessas coisas, ele saiu, e viu um publicano, de nome Levi, sentado na coletoria; e disse-lhe: Segue-me.

v. 28 E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu.

O publicano ficava sentado em uma cabine de cobrança (coletoria) e arrecadava impostos e direitos (neste caso, provavelmente sobre a estrada internacional que passava pela Galileia).

Levi é outro nome para Mateus (Mt 9:9), (Mt 10:3). Ele demonstrou o mesmo comprometimento de discipulado que Simão, Tiago e João (deixando tudo… o seguiu; ver nota nos v. 8-11).

(Lucas 5:29-30) Os publicanos e pecadores

v. 29 E fez Levi uma grande festa em sua própria casa; e ali havia uma grande companhia de publicanos e outros que estavam sentados com ele.

v. 30 Mas os escribas deles, e os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?

Levi mostrou abertamente que tinha se tornado discípulo de Jesus. Ele deu uma grande festa em Sua homenagem e convidou amigos publicanos.

Os fariseus e os mestres da lei (ver nota nos v. 17-20) focaram enfurecidos porque os cobradores de impostos eram considerados ritualmente impuros.

Os publicanos e pecadores (outros ritualmente impuros) era socialmente proibidos para os judeus piedosos.

Apesar de ser judeu como eles, Levi era desprezado porque trabalhava para o governo romano.

(Lucas 5:31-32) A fé e o arrependimento

v. 31 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas aqueles que estão enfermos.

v. 32 Eu não vim para chamar os justos, mas pecadores ao arrependimento.

Jesus chamou os fariseus e seus aliados de justos e os sãos. Em contraste, Ele chamou os publicanos e seus associados de pecadores e enfermos.

Jesus não quis dizer que os fariseus eram justos de verdade, e sim que eles se achavam justos.

Por outro lado, aqueles que os fariseus consideravam pecadores se deram conta de que estavam espiritualmente doentes e precisando desesperadamente de um médico espiritual que pudesse levá-los ao arrependimento (ver Lc 3:2-3).

Portanto, Jesus tinha maior consideração pelos doentes e pecadores.

(Lucas 5:33) A importância do Jejum

v. 33 E lhe disseram: Por que jejuam os discípulos de João muitas vezes, e fazem orações, e semelhante os discípulos dos fariseus, mas os teus comem e bebem?

Os fariseus ficaram ofendidos com o comportamento dos discípulos de Jesus, ao compará-los com seus discípulos e com os de João Batista.

Jesus não era contra o jejum (Mt 4:2), (Mt 6:16-18), mas ao mesmo tempo permitia que Seus discípulos fossem a banquetes (comem e bebem) como o de Levi (ver nota nos v. 29-30).

Isso contrastava e muito com a rigorosa agenda de jejum dos fariseus.

Eles jejuavam duas vezes por semana (Lc 18:12), quatro vezes por ano para lembrar da destruição de Jerusalém pelos babilônicos (Zc 8:19), no Dia da Expiação (Lv 16:29) e quantas vezes mais achassem necessário.

(Lucas 5:34-35) Casamento e o Jejum

v. 34 E ele lhes respondeu: Podeis fazer com que os convidados das núpcias jejuem, enquanto o noivo está com eles?

v. 35 Mas dias virão em que lhes será tirado o noivo, e então, naqueles dias, eles jejuarão.

Jesus comparou a questão do jejum a um casamento, sendo Ele o noivo. Não era adequado jejuar em meio à alegria do casamento nem antes do divino noivo lhes ser tirado.

(Lucas 5:36-37) As parábolas de Jesus

v. 36 E ele também citou uma parábola para eles: Nenhum homem põe um pedaço de uma roupa nova sobre uma velha; do contrário a nova rasga a ambos. E o pedaço que foi tirado da nova não combina com a velha.

v. 37 E nenhum homem põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo romperá os odres e se derramará, e os odres se perderão.

Jesus contou duas parábolas. A primeira empregava o princípio de que não se pode remendar roupa velha com tecido de roupa nova.

O remendo estraga a roupa nova e não se ajusta à roupa velha.

Logo após lidar com a controvérsia em relação ao jejum, Jesus ilustrou o ponto de que Sua mensagem era radical (roupa nova) e não servia de remendo para a forma existente de judaísmo (roupa velha).

(Lucas 5:38-39) A preservação do vinho

v. 38 Mas vinho novo deve ser posto em odres novos, e ambos são preservados.

v. 39 E nenhum homem tendo bebido o vinho velho quer logo o novo; porque ele diz: O velho é melhor.

A princípio, a segunda parábola de Jesus tem o mesmo objetivo da primeira, mas ela não para por aí.

O vinho novo (não totalmente fermentado) não pode ser colocado em vasilha de couro velho, porque rebentará a vasilha velha.

O vindo novo (a mensagem de Jesus) deve ser colocado em odres novos (a igreja de Jesus Cristo; ver Mt 16:18).

Mas havia uma explicação natural para o fato de muitos dos ouvintes de Jesus continuarem apegados ao judaísmo: o vinho (as tradições já estabelecidas do judaísmo) velho (adequadamente fermentado e envelhecido) tem saber melhor (é mais familiar e mais confortável).

Conclusão

Portanto, nessa passagem podemos observar vários ensinamentos e, além disso, vários milagres realizados por Jesus diante da fé daqueles que necessitavam de cura.

Mas observe que, todos eles são feitos diante da Fé, sem fé o senhor não consegue operar milagres.

E muitas vezes por estarmos passando por alguma situação como foi o caso dos discípulos, acabamos por deixar que nossa fé seja abalada e isso não deve acontecer, devemos confiar e acreditar que o senhor é conosco.  

Porém, se deixamos que isso aconteça, o senhor fica impossibilitado de operar os milagres em nossas vidas e isso nos ensina que devemos confiar no senhor e que muitas vezes aquela situação difícil que estamos passando, tem um proposito maior.

Lucas 5 estudo.
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Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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