2 Samuel 14 Estudo: Influência do Coração

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Neste capítulo de 2 Samuel 14, veremos que Joabe, ao perceber que o rei sentia falta de seu filho Absalão, pede a uma tecoíta que chegasse diante de Davi e lhe dissesse tudo que a instruiria.

Assim, a mulher se apresenta ao rei como uma viúva, cujo filho matou o próprio irmão e, agora, todos os seus parentes desejavam matar o filho homicida. O rei favoreceu aquela mulher, aduzindo que nada ocorreria a seu filho.

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Após, a mulher revela que havia sido levada pelo povo a dizer aquelas palavras ao rei, em decorrência de sua atitude com seu próprio filho. Ela o questionou a razão de favorecer a ela e não ao próprio filho.

Ao final, Davi questiona se Joabe estava por trás daquilo e ela confirma que sim, vez que ele desejava que o aspecto daquela situação fosse mudado. Davi, então, mandou que Joabe trouxesse a Absalão, pelo que agradeceu ao rei.



As escrituras, após, relatam que não havia, na terra, homem mais belo que Absalão. Todos os anos, ele cortava os cabelos, vez que lhe pesavam, de modo que pesavam cerca de duzentos ciclos. É narrado que ele teve três filhos e uma filha, cujo nome era Tamar, mulher mui formosa.

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Por fim, o capítulo conta que, decorridos dois anos do retorno de Absalão, ele pede para falar com Joabe, porém ele se recusa a ter com Absalão.

Absalão, então, arma uma situação que força Joabe a ir até ele e lhe roga que intervisse perante o rei, para que o recebesse em sua presença. Joabe assim o faz. Davi recebe a Absalão e o beija.

Contexto histórico

Anteriormente, vimos que Amnom planeja para abusar de sua irmã, Tamar. Ele finge estar doente para se encontrar com a irmã, oportunidade em que a toma forçadamente.

Davi, ao saber, se indigna, porém, nada faz. Absalão, após dois anos do ocorrido, arma uma situação e orquestra a morte de seu irmão Amnom, devido ao que fez a Tamar. Absalão foge para Gesur. Acompanhe a seguir o estudo de todos os versículos de 2 Samuel 14.

(2 Samuel 14:1) Joabe percebe a angustia de Davi

v. 1 Ora, Joabe, filho de Zeruia, percebeu que o coração do rei estava inclinado a Absalão. 

Joabe percebeu que o coração de Davi estava ferido, e então delineou um plano para ajudar a curar a família e permitir que o rei se concentrasse mais nas questões do reino.

(2 Samuel 14:2-3) Tecoa

v. 2 E enviou Joabe a Tecoa, e trouxe de lá uma mulher sábia, e disse a ela: Rogo-te, finge-te ser uma pranteadora, e veste-te da tua indumentária de prantos, e não te unjas com azeite, mas sê como uma mulher que há muito pranteia pelo morto;


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v. 3 e achega-te ao rei, e fala-lhe deste modo. Assim, Joabe colocou as palavras na boca da mulher. 

 Tecoa ficava a aproximadamente 11 quilômetros a sudoeste de Jerusalém. Talvez Joabe (v.1) pensasse que Tecoa era longe o suficiente para que Davi não reconhecesse alguém de lá.

Joabe pretendia que a mulher sábia representasse um papel dramático que haveria de influenciar o rei para que ele trouxesse Absalão de volta a Jerusalém.

(2 Samuel 14:4) A mulher de Tecoa

v. 4 E quando a mulher de Tecoa falou ao rei, ela caiu sobre a sua face no chão, e fez reverência, e disse: Socorro, ó rei! 

 A mulher sábia (v. 2) apresentou-se ao rei e agiu como se estivesse procurando o julgamento de Davi sobre uma questão.

(2 Samuel 14:7) A história

v. 7 E eis que a família toda se levantou contra a tua criada, e disseram: Entrega aquele que matou o seu irmão, para que possamos matá-lo, pela vida do seu irmão a quem ele matou; e destruiremos também o herdeiro; e assim eles extinguirão o meu carvão que restou, e não deixarão para o meu marido nem nome, nem remanescente sobre a terra.

 A família da mulher estava procurando executar justiça e matar o seu filho que estava vivo. Todavia, se eles assassinaram o irmão culpado da morte do outro em circunstâncias extremas, eles também se livraram do herdeiro da propriedade da mulher, e o nome da família de seu marido desapareceria.


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(2 Samuel 14:8) A resposta do rei

v. 8 E o rei disse à mulher: Vai para a tua casa, e darei ordem acerca de ti. 

Davi assegurou à mulher que mandaria proteger o filho vivo dela, mas as palavras da astuta nos versículos 9-11 sugerem que a questão não estava estabelecida em sua mente.

(2 Samuel 14:9) Os argumentos da mulher sábia

v. 9 E a mulher de Tecoa disse ao rei: Meu senhor, ó rei, a iniquidade seja sobre mim, e sobre a casa de meu pai; e seja inocente o rei e o seu trono. 

As palavras da mulher sugerem que ela havia colocado Davi em uma situação difícil por deixar um assassino livre, sendo assim, pediu que a iniquidade pesasse sobre todos, ela e a família.

(2 Samuel 14:10) A sentença de Davi

v. 10 E o rei disse: Qualquer um que disser qualquer coisa para ti, traz-mo a mim, e ele não tocará mais em ti. 

Davi voltou a assegurar que ninguém a incomodaria mais.

(2 Samuel 14:11) O pedido da mulher

v. 11 Então, ela disse: Rogo-te, que o rei se lembre do SENHOR teu Deus, para que não toleres que os vingadores do sangue destruam mais, para que não destruam o meu filho. E ele disse: Como o SENHOR vive, não há de cair nem sequer um cabelo do teu filho ao chão. 

A mulher persiste, e pediu a Davi para que se lembre do Senhor teu Deus, e não matassem o seu filho. Davi jurou que nada lhe aconteceria.

(2 Samuel 14:12) A mulher quebra o protocolo

v. 12 Então, a mulher disse: Permite que a tua criada, rogo-te, fale uma palavra ao meu senhor, o rei. E ele disse: Prossegue. 

A mulher havia recebido o julgamento devido, mas ela quebrou o protocolo e pediu licença para falar mais uma palavra ao rei – um pedido que Davi concedeu.

(2 Samuel 14:13) O apelo

v. 13 E a mulher disse: Por que, então, pensaste tal coisa contra o povo de Deus? Porque o rei fala, de fato, tal coisa como alguém que é culpado, posto que o rei não recolhe novamente à casa o seu banido.

 A mulher, de maneira delicada, mas precisa,fez um paralelo entre a situação julgada e a de Davi.

Suas palavras, tal como alguém que é culpado, implicam que Davi não estava disposto a dar a si próprio o mesmo juízo que deu à mulher. Ele não estava disposto a restaurar Absalão, que tinha assassinado Amnom.

(2 Samuel 14:14) A graça de Deus

v. 14 Porquanto havemos de morrer, e somos como água derramada no chão, a qual não pode mais ser recolhida; nem Deus respeita pessoa alguma; mas elabora meios para que o seu banido não seja expulso dele.

 A mulher também apelou à graça de Deus. O Senhor leva o pecado a sério, porém Ele também tenta restaurar os bandidos que estão expulso dele.

(2 Samuel 14:15-16) Os motivos apresentados ao rei

v. 15 Portanto, agora que vim falar desta coisa ao meu senhor, o rei, é porque o povo me fez temerosa; e a tua criada disse: Quero falar agora com o rei; pode ser que o rei atenda a petição da sua criada. 

v. 16 Porque o rei ouvirá, para livrar a sua criada da mão do homem que destruiria a mim e o meu filho conjuntamente, retirando-nos da herança de Deus. 

A mulher agiu como se estivesse voltando ao assunto de seu filho e sua herança.

(2 Samuel 14:17) A bênção

v. 17 Então, a tua criada disse: A palavra do meu senhor, o rei, agora será consoladora; porque como um anjo de Deus, assim é o meu senhor, o rei, para discernir o bem do mal; portanto o SENHOR teu Deus será contigo.

 As palavras finais da mulher foram um tanto ambíguas em sua aplicação. A decisão do rei deveria trazer descanso à mulher ou a Davi?

A bênção dela: O SENHOR teu Deus será contigo, pode ter sugerido que, assim como o rei podia discernir o bem do mal para os outros, talvez com a ajuda de Deus ele pudesse discernir para si próprio aquilo que é mais sábio fazer a respeito de Absalão.

(2 Samuel 14:18) Davi suspeita

v. 18 Então, o rei respondeu e disse à mulher: Não ocultes de mim, rogo-te, a coisa que te perguntarei. E a mulher disse: Que o meu senhor, o rei, agora fale.

Davi, na verdade, estava discernindo tudo, e suspeitou de que a mulher estivesse colaborando com algum membro da família real.

(2 Samuel 14:20) Joabe

v. 20 para ter esta forma de conversa o teu servo Joabe fez esta coisa; e o meu senhor é sábio, segundo a sabedoria de um anjo de Deus, para conhecer todas as coisas que estão na terra. 

A mulher confessou que Joabe a usara para conhecer todas as coisas, mas Davi já havia visto isso por meio da apresentação que ela fizera.

(2 Samuel 14:21) O pedido de Joabe

v. 21 E o rei disse a Joabe: Eis que, agora, fiz esta coisa; vai, portanto, traz-me de volta o jovem Absalão. 

Apesar de Davi reconhecer a manobra de Joabe, ele pediu a seu sobrinho que trouxesse Absalão de Gesur.

(2 Samuel 14:22) A contribuição no processo de reconciliação

v. 22 E Joabe caiu ao chão sobre a sua face, e se curvou, e agradeceu ao rei; e Joabe disse: Hoje o teu servo sabe que tenho achado graça à tua vista, meu senhor, ó rei, por ter o rei atendido à petição do seu servo.

Joabe pareceu satisfeito por ter atuado no início do processo de reconciliação entre Davi e Absalão.

(2 Samuel 14:24) A ordem de Davi

v. 24 E o rei disse: Que ele torne à sua própria casa, e que não veja a minha face. Assim, Absalão retornou à sua própria casa, e não viu a face do rei. 

 Ironicamente, o rei permitiu que Absalão voltasse à sua própria casa, mas não lhe concederia qualquer audiência.

A decisão “incompleta” de Davi só serviu para inflamar ainda mais a tensão entre ele e seu filho.

(2 Samuel 14:25) A beleza de Absalão

v. 25 Porém, em todo o Israel não havia nenhum a ser tão elogiado como Absalão pela sua beleza; desde a sola do pé até a coroa da sua cabeça não havia mácula alguma nele. 

A descrição da aparência física de Absalão o representa como alguém perfeito como um líder, e prepara o leitor para a tentativa de golpe que ele intentará no capítulo 15.

(2 Samuel 14:26) Os cabeços de Absalão

v. 26 E quando ele raspava a sua cabeça, (porquanto, a cada fim de ano ele a raspava; e como o cabelo lhe pesava, por isso ele o cortava), ele pesava os cabelos da sua cabeça como duzentos shekels segundo o peso do rei.

Duzentos shekels segundo o peso do rei. Muitos manuscritos trazem “100 shekels”. O abundante cabelo de Absalão o fez parecer forte e poderoso para muitas pessoas.

(2 Samuel 14:27) Os filhos de Absalão

v. 27 E a Absalão nasceram três filhos, e uma filha, cujo nome era Tamar; ela era uma mulher de formosa aparência. 

Absalão teve uma filha, cujo nome era Tamar. Este foi o seu modo de honrar sua irmã.

(2 Samuel 14:28) Absalão permanece dois anos sem ver ao rei

v. 28 Assim, Absalão habitou dois anos completos em Jerusalém, e não viu a face do rei.

 Davi e Absalão moravam ambos em Jerusalém, mas eles não se falaram um com o outro por dois anos; enquanto isso, crescia a tensão entre eles.

(2 Samuel 14:30) O campo de Joabe

v. 30 Portanto, ele disse aos seus servos: Vede, o campo de Joabe fica perto do meu, ele tem ali cevada; ide e ateai-lhe fogo. E os servos de Absalão atearam fogo ao campo.

Absalão sabia que se ele pusesse fogo ao campo de Joabe, este não mais evitaria conversar com ele como vinha fazendo até o momento.

(2 Samuel 14:32) O pedido de Absalão a Joabe

v. 32 E Absalão respondeu a Joabe: Eis que enviei a ti, dizendo: Vem aqui para que eu possa te enviar ao rei para dizer: Por que vim de Gesur? Teria sido bom para mim ter permanecido lá; agora, portanto, deixa que eu veja a face do rei; e se houver alguma iniquidade em mim, que ele me mate. 

Absalão pediu que Joabe (v. 33) conseguisse para ele uma audiência com Davi. Ele mencionou que teria sido melhor para ele se permanecesse em Gesur.

Absalão queria que seu pai decidisse de uma vez por todas como ele trataria do seu caso por ter matado Amnom.

(2 Samuel 14:33) O reencontro de Davi e Absalão

v. 33 Então Joabe veio até o rei e lhe disse: E quando ele chamou Absalão, ele veio ao rei, e se curvou com sua face até o chão perante o rei; e o rei beijou Absalão. 

Absalão finalmente encontrou-se com seu pai Davi, mas este único encontro não curaria a ferida supurativa há cinco anos (v. 28).

5 principais lições que aprendemos no estudo de 2 Samuel 14

  1. O Poder do Perdão: O enredo de Joabe para trazer de volta Absalão ilustra a importância do perdão e da reconciliação nas relações familiares e sociais. Isso nos lembra que o perdão pode restaurar relacionamentos quebrados e promover a cura.
  2. Consequências das Ações: A história de Absalão e sua busca por vingança contra Amnom destaca as consequências devastadoras do pecado e da falta de perdão. Isso nos alerta para as consequências negativas de agir impulsivamente sem considerar as ramificações de nossas ações.
  3. O Papel da Sabedoria: A mulher de Tecoa, ao contar uma história para Davi, demonstra a importância da sabedoria e da perspicácia ao abordar questões delicadas. Isso nos lembra da necessidade de buscar a sabedoria de Deus ao lidar com situações difíceis em nossas vidas.
  4. Desafios da Paternidade: A relação entre Davi e Absalão destaca os desafios da paternidade e a importância de pais e filhos se entenderem e se comunicarem efetivamente. Isso nos lembra da necessidade de investir em relacionamentos familiares saudáveis e de cultivar uma comunicação aberta e honesta.
  5. Justiça e Misericórdia: A atitude de Davi em relação a Absalão, permitindo que ele voltasse para Jerusalém sem enfrentar a justiça, mostra um equilíbrio delicado entre justiça e misericórdia. Isso nos desafia a buscar um equilíbrio semelhante em nossas próprias vidas, reconhecendo a importância de ambos os princípios.

Conclusão

Joabe se atenta para a angustia sentida pelo rei, em decorrência da ausência de Absalão. Davi vivia o conflito entre sua posição de monarca e pai. Nada poderia justificar o retorno de um assassino de seu exílio.

Pelo que se pode presumir, Joabe, provavelmente, entendia que Absalão poderia herdar o trono, pelo que procurou uma mulher tecoíta, conhecida por suas habilidades e oratória.

O desempenho da atriz foi brilhante e alcançou seu objetivo. Sua influência e talento interferiu e contribuiu para uma importante decisão.

Isso nos leva a refletir sobre o poder das palavras, sempre destacado pelas escrituras. Elas são claras ao exporem que elas têm poder. Por meio delas exercemos influência.

Um exemplo é o que as palavras da serpente, no Jardim do Éden, causaram a Eva e, automaticamente, a toda humanidade. A influência exercida pelas palavras pode gerar e mudar decisões, sentimentos e destinos.

Conforme já aduzimos, num tempo em que as guerras são ideológicas, a comunicação revela o poder que, na verdade, sempre possuiu. Por isso, os lugares de fala devem ser objeto de valorização e muita cautela.

Ter a atenção, os ouvidos, garante êxito naquilo que se busca concretizar. Abrir mão disso, por outro lado, dá vazão para, justamente, o contrário daquilo que se deseja. Não à toa, Cristo comissiona os cristãos a pregação do evangelho.

Ele compreendia o poder das palavras e nos chamou a utilizarmos esta ferramenta sem esquecermos de dar eficácia a isso, corroborando nossas falas com nosso testemunho de vida.

2 Samuel 14 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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