Rute 2 Estudo: Os Frutos de uma Decisão Correta

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Neste capítulo de Rute 2 estudo, veremos que Rute pede a sogra que fosse ao campo para rebuscar espigas, onde fosse favorecida. Enquanto rebuscava, acabou entrando no campo de Boaz, parente do falecido esposo de Noemi.

Boaz avista Rute e pergunta sobre ela a seus segadores, de modo que lhe informam que se tratava da nora de Noemi. Boaz, então, manda que Rute não colhesse em outros campos, mas ficasse apenas no que lhe pertencia, juntamente com suas servas.

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Também, mandou que seus servos não a censurassem e lhe favorecessem no que colhesse. Ele a abençoou tendo em vista a atitude de Rute para com a sua sogra Noemi.

Após ser alimentada e após colher com fartura, Rute retorna e menciona o ocorrido a sua sogra, a qual bendiz o Senhor pela atitude de Boaz.

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Ela, ainda, informa a Rute que ele estaria entre seus resgatadores. Assim, Rute permaneceu com as servas de Boaz até o fim da sega.

Rute 2 estudo: Contexto histórico

Anteriormente, vimos que Noemi perdeu seu marido e seus dois filhos. Então, possuindo duas noras, as despede para retornarem a seus pais, visto que ela regressaria a sua terra, em Belém.


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As escrituras narram que Rute, uma das noras, no entanto, decidiu permanecer com Noemi, independentemente do que viesse a ocorrer a ela, demonstrando seu grande afeto pela sogra. Então, elas saem de Moabe e regressam a Belém de Judá, no período do início da sega da sevada.

(Rute 2:1-3) A prática de rebuscar

v. 1 E Noemi tinha um parente da parte de seu marido, um poderoso homem de riqueza, da família de Elimeleque; e o seu nome era Boaz. 

v. 2 E Rute, a moabita, disse a Noemi: Deixa-me ir agora até o campo para colher espigas de cereal após aquele em cujo olhar eu acharei graça. E ela lhe disse: Vai, minha filha. 

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v. 3 E ela foi, e veio, e colheu no campo após os ceifeiros; e aconteceu dela se encontrar em uma parte do campo pertencente a Boaz, que era da parentela de Elimeleque. 

A prática da colheita permitia que os pobres fossem pelos campos atrás dos ceifeiros, recolhendo o cereal que ficava para trás, bem como o cereal que os proprietários deveriam deixar nas extremidades de seus campos (Lv 19:9-10).

A expressão traduzida como um poderoso homem de riqueza pode mostrar que Boaz possuía riquezas e propriedades, mas no decorrer da história fica claro que ele também era um homem íntegro.


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Rute não sabia da ligação que havia entre as famílias. Humanamente falando, foi apenas casualmente que ela acabou colhendo no campo de Boaz.

No entanto, não há coincidências nos planos de Deus, e esta escolha divina provou que o Senhor não estava contra Noemi, como ela pensava (Rt 1:20-21).

(Rute 2:4-7) Boaz

v. 4 E, eis que Boaz veio de Belém, e disse aos ceifeiros: O SENHOR seja convosco. E eles lhe responderam: O SENHOR te abençoe. 

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v. 5 Então Boaz disse ao seu servo que estava estabelecido sobre os ceifeiros: De quem é esta donzela? 

v. 6 E o servo que estava estabelecido sobre os ceifeiros respondeu e disse: Ela é a donzela moabita que voltou com Noemi da terra de Moabe; 

v. 7 e ela disse: Rogo-te, deixa que eu recolha e colha após os ceifeiros, entre os feixes; assim, ela veio e continuou, desde a manhã até agora, de modo que se demorou um pouco na casa. 


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O caráter nobre de Boaz é mostrado em seu cuidado para com seus trabalhadores. Até sua saudação a eles era em nome do Senhor, e Boaz os conhecia bem o bastante para reconhecer uma estranha em seu meio.

Sua pergunta não tinha como objetivo o nome de Rute, e sim seus relacionamentos: De quem é esta donzela? A resposta do servo salientou duas vezes que ela era estrangeira.

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Sem ter sido questionado, ele também deu testemunho do trabalho diligente dela no sol quente.

(Rute 2:8-10) A atitude de Boaz

v. 8 Então, Boaz disse a Rute: Tu não ouves minha filha? Não vás colher em outro campo, nem te vás daqui, mas permanece aqui junto das minhas criadas; 

v. 9 que os teus olhos estejam no campo que segarem, e vai após elas; não tenho eu encarregado os moços para que não toquem em ti? E quando estiveres com sede, vai até os vasos, e bebe do que os moços tiraram. 

v. 10 Então, ela caiu sobre o seu rosto, e se curvou até o chão, e lhe disse: Por que achei graça aos teus olhos, para que tomes conhecimento de mim, vendo que sou uma estrangeira? 

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O caráter nobre de Boaz é demonstrado mais uma vez em suas palavras bondosas a Rute. Colher podia ser perigoso, principalmente para uma moça estrangeira, e Boaz deu instruções para garantir sua segurança.

Ele também permitiu que ela bebesse a água que seus moços tinham trazido, poupando-a da longa caminhada até o poço.

A resposta de Rute foi se prostrar, como sinal de respeito por alguém que lhe era superior em classe social.


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Sendo uma moabita, Rute facilmente poderia ter sido ignorada por Boaz, mas ele a notou e foi bondoso para com ela.

(Rute 2:11-13) O reconhecimento de Boaz

v. 11 E Boaz respondeu e lhe disse: Já me foi completamente mostrado tudo o que fizeste para a tua sogra desde a morte do teu marido; e como deixaste o teu pai e a tua mãe, e a tua terra natal, e vieste a um povo que outrora não conhecias.

v. 12 O SENHOR recompense o teu trabalho, e um galardão pleno te seja dado da parte do SENHOR, Deus de Israel, debaixo de cujas asas tu vieste confiar. 

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v. 13 Então, ela disse: Permita-me encontrar graça à tua vista, meu senhor; pelo que me consolaste, e pelo que falaste amigavelmente à tua criada, embora eu não seja como uma das tuas criadas. 

Como Noemi tinha deixado claro (Rt 1:11), a morte do marido colocava fim às obrigações de nora. Mesmo assim, Rute permaneceu com Noemi, deixando sua terra e seu povo, o que significava confiar seu futuro a favor do deus da nova terra.

Boaz pediu que o Senhor, o Deus de Israel, recompensasse a fidelidade de Rute a Noemi e a abrigasse debaixo de Tuas asas protetoras, como uma ave protegendo seus filhotes.

Rute respondeu com uma expressão de gratidão pela bondade de Boaz e por suas palavras encorajadoras, mesmo ela não tendo direito algum perante ele, nem mesmo o de uma moça a seu serviço.

(Rute 2:14-16) Uma atitude compassiva

v. 14 E Boaz lhe disse: Na hora da refeição vem tu para cá, e come do pão, e molha o teu bocado no vinagre. E ela se assentou ao lado dos ceifeiros; e ele lhe serviu grão tostado, e ela comeu, e ficou satisfeita, e se retirou. 

v. 15 E quando ela estava de pé para colher, Boaz ordenou aos seus moços, dizendo: Deixai-a colher também no meio dos feixes, e não a censureis; 

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v. 16 e também deixai cair propositalmente alguns dos punhados para ela, e os deixai para que ela possa apanhá-los, e não a repreendais. 

Sendo uma pobre catadora de espigas, normalmente Rute teria pouco ou nada para comer enquanto estivesse nos campos. Contudo, Boaz a convidou a comer com ele e seus ceifeiros.

Em contraste com a declaração de Noemi em Rt 1:21 Saí cheia, e o Senhor me trouxe de volta para casa vazia, Rute foi de mãos vazias e voltou de mãos cheias.

Não há nenhuma alusão a interesse romântico nas ações de Boaz. Ele simplesmente estava mostrando compaixão e generosidade para com Rute, que, mesmo sendo estrangeira, tinha ligação com ele por meio de Noemi.

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Ele foi ao ponto de instruir seus ceifeiros a deixar de propósito algum cereal para ela colher, ação que ia muito além das exigências da lei de Moisés.

(Rute 2:17-20) Um resgatador

v. 17 Assim, ela colheu no campo até o anoitecer, e debulhou o que havia apanhado; e foi cerca de um efa de cevada. 

v. 18 E ela o tomou consigo, e entrou na cidade; e a sua sogra viu o que ela havia colhido; e ela o trouxe, e lhe deu o que havia reservado depois de estar satisfeita. 

v. 19 E a sua sogra lhe disse: Onde colheste hoje? E onde trabalhaste? Bendito seja aquele que de ti tomou conhecimento. E ela mostrou à sua sogra aquele com quem tinha trabalhado, e disse: O nome do homem com que trabalhei hoje é Boaz. 

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v. 20 E Noemi disse à sua nora: Bendito seja ele do SENHOR, que não retirou a sua benevolência nem dos vivos, nem dos mortos. E Noemi lhe disse: O homem é nosso parente chegado, um dos nossos parentes próximos. 

A medida da generosidade de Boaz e do trabalho duro de Rute é demonstrada pela surpreendente quantidade de cereal que ela recolheu-a (quase uma arroba, isto é, quase 15 quilogramas) de cevada.

Isso era cereal o bastante para alimentar um trabalhador por várias semanas. A generosidade de Boaz provou a Noemi que o Senhor não retirou a sua benevolência para com os vivos e com os mortos.

Foi uma mudança na atitude de Noemi para com o Senhor, em relação a Rt 1:21. O juízo que a família tinha sofrido não era a palavra final de Deus para eles.

Parente chegado eram parentes obrigados a comprar de volta membros da família (que se tornaram escravos por causa de dívidas) e a redimir seus campos, caso tivessem precisado vendê-los (Lv 25:25-30).

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O parente chegado também recebia restituição em lugar de um membro falecido da família ou perseguia seu assassino, para garantir que seria feita justiça (Nm 5:8).

Ele também poderia suscitar filhos para o parente falecido para manter a ligação entre o clã e sua propriedade hereditária (Dt 25:5-10), apesar de Boaz não ser obrigado legalmente a fazer isso.

Boaz desejava cumprir o papel de resgatador da família, tomá-la como esposa e sustentá-la (ver nota em Rt 4:5-8).

Conclusão

Neste capítulo, vemos o resultado da boa escolha realizada por Rute. Percebemos um pouco mais de seu imenso coração. O capítulo se inicia com seu pedido, à sua sogra, para sair aos campos para procurar alimento, visto que era época das colheitas.

Essa atitude mostra o caráter submisso e respeitável de Rute. De igual modo, nota-se sua consciência de que dela dependeria a procura por subsistência, em razão da idade da sogra, o que revela ainda mais seu bom caráter.

Conforme já aduzido, a lei mosaica previa a prática de rebuscar, ou seja, era permitido que viúvas e estrangeiros colhessem uma parte das plantações, mais especificamente aquilo que caia ou se encontrava nos cantos dos campos.

Os proprietários não deveriam colher tudo, absolutamente, vez que deveriam pensar nos mais pobres. Trava-se do que podemos denominar de uma política social, divina, que levava em consideração aqueles mais necessitados.

Importante ressaltar que, mesmo havendo esta previsão, mesmo os pobres, não deveriam se abster de demonstrar disposição em trabalhar, quando possível.

A função de resgate, dentro dos conceitos hebraicos, tinha o compromisso de dar continuidade a linhagem familiar, assim como o levirato. O resgatador defenderia os interesses e bens da família em momento de crise.

O fato de Boaz guardar parentesco com o falecido esposo de Noemi, o dava a responsabilidade e o direito de cuidar das propriedades do falecido e, ainda, cuidar da viúva.

Por esta razão, Noemi dá essa informação a Rute, o que, adiante, dará ensejo a um plano audacioso.

Rute 2 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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