Salmo 50 Estudo: O Prazer do Senhor na Obediência

Neste capítulo de Salmo 50 estudo, é tratado de um sermão, semelhante ao anterior, que destaca a soberania de Deus e também o prazer do Senhor na obediência.

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No antigo testamento, havia no culto a prática de muitas formas de sacrifícios com animais, ao Senhor e cada um desses sacrifícios possuía um sentido espiritual que acabou se perdendo com o tempo.

Desse modo, o salmista nos exorta a não ceder à tentação de achar que o culto a Deus é uma mera religiosidade e que nesse processo o sagrado  perca o sentido para nós e entre no modo automático.

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Salmo 50 Estudo: Contexto histórico

Nesse contexto, o Salmo 50 é um salmo de sabedoria, é o primeiro de 20 poemas atribuídos a Asafe, um dos líderes musicais nomeados por Davi.

Este salmo apresenta o contraste entre o justo e o ímpio aos olhos de Deus, tema constante dos autores de salmos de sabedoria, que é retratado como juiz.

A genuína sabedoria, no pensamento bíblico, baseia-se no temor do Senhor, ou seja, em uma resposta adequada à impressionante natureza de Deus.

(Salmo 50:1) A terra amada pelo Senhor

v. 1 O Deus poderoso, o SENHOR mesmo, falou e chamou a terra desde o nascer do sol, até o seu baixar.

Desde o nascer do sol, até o seu baixar significa todas as pessoas da terra.

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Asafe era um dos músicos-chefes de Davi (2Cr 5:12). Ele também era ancestral de um grupo de músicos do templo.

Tal como no caso de Jedutum (Sl 39), é possível que seu nome tenha passado a representar seus descendentes ou músicos que o seguiram, e não o próprio Asafe.

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(Salmo 50:2) A perfeição da beleza

v. 2 Desde Sião, a perfeição da beleza, Deus resplandeceu.

Perfeição da beleza está associado á glorificação de Jerusalém como cidade de Deus (Lm 2:15).

(Salmo 50:3) Nosso Deus virá

v. 3 Nosso Deus virá, e não ficará em silêncio; um fogo devorará diante dele, e tudo será muito tempestuoso ao redor dele.

Fogo e tempestade são comuns nas teofanias (manifestações visíveis de Deus (Sl 18:12-13).

(Salmo 50:4) A criação será julgada

v. 4 Ele clamará aos céus lá de cima, e à terra, para que ele possa julgar seu povo.

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Céus e terra representam toda a criação (Sl 69:34).


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Eles testemunharam o pacto de Yahweh com Israel (Dt 4:26) e estão personificados como testemunhas em um cenário legal, em que Yahweh julga Seu povo por ter violado o pacto (Is 1:2).

(Salmo 50:5) Os sacrifícios feitos ao Senhor

v. 5 Ajuntai meus santos para mim; aqueles que fizeram um pacto comigo pelo sacrifício.

Sacrifício pode ser uma referência ao pacto inicial de Deus com Abraão (Gn 15:9-18) ou á aceitação de Israel dos Dez Mandamentos (Êx 24:3-8).

(Salmo 50:6-13) A justiça dos céus

v. 6 E os céus declararão a sua justiça; pois Deus é juiz, ele próprio. Selá.

v. 7 Ouve, ó meu povo, e eu falarei; ó Israel, e testificarei contra ti. Eu sou Deus, teu Deus.

v. 8 Eu não te reprovarei pelos teus sacrifícios ou pelas tuas ofertas queimadas, que estão continuamente diante de mim.

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v. 9 Não tomarei nenhum boi da tua casa, nem bodes dos teus apriscos.

v. 10 Pois todo o animal da floresta é meu, e o gado sobre mil colinas.

v. 11 Eu conheço todas as aves dos montes, e os animais selvagens do campo são meus.

v. 12 Se eu estivesse com fome, eu não te contaria; pois o mundo é meu e a sua plenitude.

v. 13 Comerei eu a carne de touros ou beberei o sangue de cabras?


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O principal problema de Israel não era o sacrifício, e sim que eles não serviam Yahweh com a motivação adequada (Sl 40:6-8).

Deus é dono de todo o animal, Deus não precisava deles. O ponto da adoração não é dar a Deus algo de que Ele necessita, e sim oferecer-se por completo, que é o que Ele deseja (Dt 6:5).

(Salmo 50:14-15) Oferece ao Senhor ação de graças

v. 14 Oferece a Deus ação de graças, e paga os teus votos ao Altíssimo.

v. 15 E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.

Em contraste com os sacrifícios dos v. 8-13, deveria se oferecer algo muito mais pessoal e “de coração”.

Isso envolvia invocar Yahweh em tempos de necessidade e depois oferecer em ação de graças, o que geralmente era feito com votos durante s súplica (Sl 22:25-26).

(Salmo 50:16) O Senhor questiona os perversos

v. 16 Mas aos perversos Deus diz: O que tens a fazer para declarar meus estatutos, ou para que pudesses tomar meu pacto na tua boca?

Neste contexto, os perversos são os israelitas que só falam dos mandamentos de Deus da boca para fora.

(Salmo 50:17-20) As instruções e palavras do Senhor

v. 17 Vendo que tu odeias a instrução, e lanças minhas palavras para trás de ti.

v. 18 Quando viste um ladrão, então consentiste com ele, e foste cúmplice de adúlteros.

v. 19 Tu dás tua boca para o mal, e a tua língua porta o engano.

v. 20 Tu te assentas e falas contra o teu irmão; tu calunias o filho da tua própria mãe.

O v. 17 é uma acusação sumária, seguida de uma lista de violações que provam a acusação.

Esta é uma fórmula comum, principalmente no material profético. As violações incluem envolvimento em roubo ( v. 18 Êx 20:15), adultério (v. 18; Êx 20:14) e falsas acusações contra outros israelitas (v. 19; Êx 20:16).

(Salmo 50:21) O silêncio do Senhor

v. 21 Estas coisas tu fizeste, e eu mantive o silêncio; tu pensaste que eu estava junto de alguém como tu; mas eu te reprovarei, e as colocarei em ordem diante de teus olhos.

Ás vezes, o homem pensa que o silêncio de Deus (ou Sua demora em executar a justiça) significa que Ele não irá agir. Os ímpios são conhecidos por pressuporem isso (Sl 10:3-6).

(Salmo 50:22) As consequências de esquecer do Senhor

v. 22 Considerai isto agora, vós que esquecestes de Deus, para que eu não vos rasgue em pedaços, e não haja ninguém para livrar.

Rasgue em pedaços faz uso da figura de um animal selvagem e sua presa.

Esta figura é muito usada para inimigos (Sl 7:1-2), mas aqui é Deus quem assume o papel de inimigo daqueles que violam seu pacto (Sl 38:1-2).

(Salmo 50:23) Obedecer é melhor que sacrificar

v. 23 Quem quer que ofereça louvor, me glorifica; e àquele que ordena sua conversa corretamente, eu mostrarei a salvação de Deus.

Quem quer que ofereça louvor significa obedecer que é melhor do que sacrificar (1Sm 15:22).

Conclusão

Concluímos, portanto, que o Senhor quer de nós obediência sincera mais que sacrifícios automáticos e monótonos.

Além disso, o Senhor diz que oferecer um louvor é melhor que oferecer sacrifícios, reforçando ainda mais.

Desse modo, o que Deus quer de nós não é algo grandioso, é apenas sinceridade para servi-lo, para seguir sua sabedoria e fazer o bem de forma sensata e racional.

Salmo 50 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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