Salmo 18 Estudo: Deus nos Livra Porque nos Quer Bem

Neste capítulo de Salmo 18 estudo é retratado mais um momento de adoração de Davi à Deus. Depois de passar diversos momentos de provações, o salmista descreve em detalhes como o Senhor o livrou de forma poderosa das mãos de seus inimigos.

Ele enfatiza os atributos do altíssimo, além de sua conduta diante dessas dificuldades, que credenciou o favor de Deus para sua vida e o fez esmagar os seus opositores.

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Dessa forma, lições importantes são deixadas sobre a importância de caminhar com integridade e confiar na justiça divina para superar os obstáculos da nossa jornada.

Embora não pareça, por conta da nossa visão limitada, o caminho traçado pelo Senhor para o justo é perfeito.

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Ele dá forças para os fiéis e os fazem suportar todo o processo com êxito, como também, livra cada um de nós porque simplesmente nos quer bem. Acompanhe!

Salmo 18 estudo: Contexto histórico

Os estudiosos sugerem que a escrita do Salmo 18 é uma reedição do conteúdo encontrado em 2 Samuel 22.


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Então, o contexto do Salmo se dá provavelmente quando Davi se viu livre de todos os seus inimigos e das mãos do rei Saul, ou seja, em um momento próximo da velhice do salmista.

Foram longos anos fugindo Saul, devido sua consagração ao cargo de Rei de Israel, além de diversas batalhas após assumir o trono, conquistando cidades e sofrendo as consequências de seus erros.

Assim, apesar do histórico de batalhas de Davi ter sido imenso, Deus foi com ele em todos os momentos.

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(Salmo 18:1-2) Atributos de Deus

v. 1 Eu te amarei, Ó Altíssimo, minha força.

v. 2 O Criador é a minha rocha, e minha fortaleza e meu libertador; meu Deus, minha força, em quem eu confiarei; meu broquel, e o chifre da minha salvação, e a minha torre alta.

Em nenhum outro salmo há um número tão grande de metáforas para expressar os atributos de Deus. Todas elas estão ligadas a um cenário militar, no qual Deus é visto como a verdadeira força por trás da pessoa que luta.


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Ele também protege o salmista do inimigo como se fosse um esconderijo (sua rocha… fortaleza… força e torre alta).

Deus também o protege guardando-o da violência das armas (Ele é seu broquel) e o resgata de seus inimigos (Ele é seu libertador e Aquele que o salva).

De acordo com as figuras militares deste salmo, o chifre da minha salvação pode ser uma referência a uma das pontas do altar, que era um lugar de refúgio (1Rs 1:50-51).

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No entanto, é mais provável que a referência seja ao chifre de um animal selvagem que escorneia seus inimigos (Dt 33:17), (Sl 92:10), representando poder militar.

(Salmo 18:3) Invoque o nome do Criador

v. 3 Invocarei o nome do Criador, que é digno de ser louvado; e então serei salvo de meus inimigos.

Em alguns contextos, a expressão digno de ser louvado se baseia nos atributos de Deus (Sl 48:1), (Sl 96:4), (Sl 145:3); neste versículo, porém, ela está claramente ligada a eventos específicos da vida do salmista.


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(Salmo 18:4-5) As tristezas do inferno

v. 4 As tristezas do inferno me cercaram, e as enchentes de homens ímpios me deixaram com medo.
v. 5 As tristezas do inferno me cercaram, os laços da morte me impediram.

Nos salmos, a percepção da inevitabilidade da morte é retratada de diversas maneiras (e a minha vida se aproxima do túmulo; Sl 88:3).

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Neste caso, ela é retratada na figura de um homem amarrado com laços e incapaz de escapar (Sl 116:3), (Sl 119:61). Enchentes é uma figura que o mostra submerso pela água e em perigo de se afogar (Jn 2:3-5).

Quando reunidas, estas figuras descrevem o homem amarrado com cordas e, ao mesmo tempo, sendo tragado por uma imensa quantidade de água.

Não havia chance alguma de escapar nadando, porque os braços e pernas do salmista estavam amarrados e incapazes de se mover. Assim como seus inimigos (Sl 17:13), a própria morte o alcançara e não o deixaria fugir.

(Salmo 18:6) Templo

v. 6 Na minha aflição invoquei o Criador, e clamei ao meu Deus; ele ouviu a minha voz fora de seu templo, e meu clamor chegou até diante dele, até aos seus ouvidos.

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Neste contexto, é mais provável que templo seja uma referência ao céu (ver nota em Sl 11:4-5).

(Salmo 18:7-15) Teofania

v. 7 Então a terra se agitou e tremeu; os fundamentos dos montes também se moveram e se agitaram, porque ele estava irado.
v. 8 Subiu uma fumaça saída de suas narinas, e o fogo fora da sua boca devorava; carvões se acenderam por ele.
v. 9 Ele também abaixou os céus, e desceu, e a escuridão estava debaixo de seus pés.
v. 10 E ele montou sobre um querubim, e voou; sim, ele voou sobre as asas do vento.
v. 11 Fez das trevas o seu lugar secreto; seu pavilhão que o cercava era de águas escuras e nuvens espessas dos céus.

v. 12 Ao resplendor que estava diante dele suas nuvens passaram, pedras de granizo e brasas de fogo.
v. 13 O Criador também trovejou nos céus, e o Altíssimo deu sua voz; houve pedras de granizo e brasas de fogo.
v. 14 Sim, ele enviou suas flechas, e as espalhou; ele atirou relâmpagos, e os desconcertou.
v. 15 Então os canais de águas foram vistos, e os fundamentos do mundo foram descobertos à tua repreensão, Ó Criador, ao sopro do fôlego das tuas narinas.


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Estes versículos descrevem uma teofania em que Deus manifesta Seu poder por meio de fenômenos naturais, como o terremoto (v. 7) e uma tempestade com relâmpagos e trovões (v. 13-14).

Os montes representam estabilidade dentro da ordem natural, de modo que os montes se abalarem e estremecerem descreve o poder de Deus de fazer abalar o que parecia seguro (Jz 5:5), (1Sm 14:15).

Fumaça e fogo, junto com a voz de Deus que trovejou nos céus, lembram a experiência no monte Sinal (Êx 24:17), (Dt 4:12).

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A figura de Deus como um guerreiro que luta por Seu povo e que usa os elementos da natureza como armas também está ligada a experiências passadas de Israel (Js 10:11), (Jz 5:4).

A figura de Deus montar um querubim – encontrada em hinos de criação (Sl 19:1), (Sl 104:3) – mescla o natural com o sobrenatural.

Essa mistura é comum em vários mitos do antigo Oriente Próximo, principalmente nos mitos relacionados a Baal, “deus” cananeu da tempestade.


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Alguns intérpretes veem esta seção do salmo como um argumento contra Baal, mostrando que Yahuah é o soberano Senhor da criação.

O v. 15 parece estar ligado ao êxodo quando os canais de águas foram vistos por causa do sopro de Deus (ver Êx 14:21).

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(Salmo 18:16-19) Deus livra Seu povo do mal

v. 16 Enviou desde o alto, ele me tomou; ele me tirou das muitas águas.

v. 17 Livrou-me do meu inimigo forte e daqueles que me odiavam, porque eram fortes demais para mim.

v. 18 Eles me impediram no dia da minha calamidade; mas o Criador foi o meu esteio.

v. 19 Ele também me trouxe para um lugar espaçoso; livrou-me, porque se comprazia em mim.

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Desde o alto, me tomou e me tirou das águas são descrições antropomórficas da condescendência de Deus em resgatar o salmista na sua hora de necessidade.

Estes termos também aludem à figura de um poço, um lugar em que o homem se sente preso em tempos de aflição, ligados às ideias de ser “puxado” e resgatado (Sl 30:3), (Sl 40:2), (Jr 38:10).

As muitas águas têm ligação com as enchentes de homens ímpios e são identificadas como inimigos, mais especificamente.

Ele também me trouxe para um lugar espaçoso (ver nota em Sl 4:1). Quando Deus livra Seu povo do mal e o protege de seus inimigos (Sl 41:11), temos certeza de que Deus se agrada de Seu povo.

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(Salmo 18:20-24) Declaração de inocência

v. 20 O Criador recompensou-me de acordo com a minha justiça; de acordo com a limpeza de minhas mãos ele me recompensou.

v. 21 Porque guardei os caminhos do Criador, e não me apartei perversamente do meu Deus.

v. 22 Porque todos os seus juízos estavam diante de mim, e não afastei os seus estatutos de mim.

v. 23 Eu também fui reto diante dele, e me guardei da minha iniquidade.

v. 24 Portanto, o Criador me recompensou conforme a minha justiça, conforme a limpeza de minhas mãos aos seus olhos.

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Esta declaração de inocência se destaca pelas afirmações idênticas do v. 20 e 24.

Diferentemente de seu uso em orações, estas declarações de inocência fazem parte da gratidão pela oração respondida, indicando o motivo de Deus ter livrado o salmista de sua calamidade.

Esta justiça é esclarecida mais adiante como limpeza de mãos, o que denota integridade na obediência do salmista aos mandamentos de Deus (Sl 24:4 ver nota em Sl 7:3-5).

O salmista não era totalmente perfeito e livre de pecado, mas ele era reto em termos de fidelidade a Deus (Sl 15:2), (Dt 18:13).

(Salmo 18:25-27) Fidelidade de Deus

v. 25 Com o misericordioso te mostrarás misericordioso; e com o homem reto te mostrarás reto;

v. 26 Com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável.

v. 27 Porque tu salvarás o povo humilde, mas os olhos altivos tu os abaterás.

Estes versículos fazem ligação entre as declarações de inocência da seção anterior e a fidelidade de Yahuah ao pacto.

Trata-se de uma exposição das condições do pacto em Dt 18, os quais afirmam que Deus é misericordioso aos que Lhe são misericordiosos.

(Salmo 18:28-29) Segurança e confiança em Deus

v. 28 Porque tu acenderás a minha vela; o Criador meu Deus iluminará as minhas trevas.

v. 29 Porque por ti eu corri através de uma tropa, e pelo meu Deus saltei sobre um muro.

Algumas vezes, vela esta ligada a salvação (livramento), dando a segurança e a certeza de que Deus protege os que são Seus (Sl 27:1).

No v. 29, a segurança passa a ser confiança, com o sentido de que o salmista era capaz de saltar sobre o muro.

Em outras palavras, com Deus ao seu lado ele era capaz do impossível (Mt 19:26), (Mc 9:23), (Lc 18:27).

(Salmo 18:31) Singularidade do Criador

v. 31 Porque quem é Deus, senão o Criador? Ou quem é uma rocha, senão o nosso Deus?

A singularidade de Yahuah é importante na teologia de Israel. Ela é a base da distinção de Israel entre as nações (Sl 35:10), (Sl 89:8), (Êx 15:11), (Dt 4:32-40).

(Salmo 18:32-36) Coisas importantes para a guerra

v. 32 É Deus que me cinge de força, e torna o meu caminho perfeito.

v. 33 Ele torna os meus pés como os pés das corças, e põe-me nos meus lugares altos.

v. 34 Ele ensina as minhas mãos para a guerra, de maneira que o arco de aço é quebrado pelas minhas mãos.

v. 35 Tu também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão direita me susteve, e a tua suavidade me fez grande.

v. 36 Tu alargaste meus passos debaixo de mim, de modo que os meus pés não escorregaram.

Nestes versículos são descritas muitas coisas importantes para a guerra. A vestimenta é a força (1Sm 2:4).

Os pés como os pés das corças representam agilidade (2Sm 1:23), (2Sm 2:18). Deus tornou o salmista mais habilidoso treinando suas mãos.

O arco de aço é incomum, visto que os arcos não eram recobertos de metal. Parece que o ponto é o fato do arco ter sido reforçado e transformado numa arma mais eficaz (Jó 20:24).

Talvez o escudo esteja relacionado à menção anterior, onde se diz que o próprio Deus é escudo (v. 2,30).

Sobre alargaste meus passos, comparar v. 19 e ver nota em Sl 4:1).

(Salmo 18:37-42) Perseguição aos inimigos

v. 37 Persegui os meus inimigos, e os ultrapassei; nem voltei novamente até que eles fossem consumidos.

v. 38 Eu os feri para que eles não fossem capazes de se levantar; eles estão caídos debaixo dos meus pés.

v. 39 Porque tu me cingiste de força para a batalha; tu subjugaste debaixo de mim aqueles que se levantaram contra mim.

v. 40 Tu também me deste os pescoços dos meus inimigos para que eu pudesse destruir os que me odeiam.

v. 41 Clamaram, mas não houve ninguém para salvá-los; até o Criador, mas ele não lhes respondeu.

v. 42 Então os bati como o pó diante do vento; eu os lancei fora como a sujeira das ruas.

Em vez de serem perseguidos (Salmo 7), aqueles que são fortalecidos por Deus é que perseguem seus inimigos (Êx 15:9).

Nestes versículos, a alternância entre primeira e segunda pessoa indica que Deus é Quem está agindo por meio de Seu guerreiro.

Embora Deus possa agir diretamente, Ele também usa pessoas como instrumentos para cumprir Seus propósitos.

(Salmo 18:43-48) Domínio sobre as nações prometida ao rei davídico

v. 43 Tu me livraste das contendas do povo, e me fizeste cabeça dos pagãos; um povo que não conheci me servirá.

v. 44 Assim que eles me ouvirem, me obedecerão; os estranhos se submeterão a mim.

v. 45 Os estranhos desvanecerão, e terão medo fora de seus lugares fechados.

v. 46 O Criador vive; e bendita seja a minha rocha, e que seja exaltado o Deus da minha salvação.

v. 47 É Deus que me vinga, e sujeita os povos debaixo de mim.

v. 48 Ele me livra de meus inimigos; sim, tu me elevas sobre aqueles que se levantam contra mim, tu me libertaste do homem violento.

A designação cabeça dos pagãos junto com o verbo me servirá é uma referência ao domínio sobre as nações prometida ao rei davídico de Israel (Sl 110:1-2), (Jr 31:7).

Alguns intérpretes veem isso como retrospectivas do próprio Davi conquistando outras nações (2Sm 8:9-10), (Sl 10:19).

(Salmo 18:49) Pagãos

v. 49 Portanto, Ó Criador, eu darei graças a ti entre os pagãos, e cantarei louvores ao teu nome.

Os pagãos não foram simplesmente derrotados e subjugados pelo rei de Israel; eles se tornaram plateia dos louvores de Yahuah entre Seu povo (Sl 57:9), (Sl 108:3), a fim de que também participem cantando louvores a Deus (Sl 67:4).

(Salmo 18:50) Ligação ao pacto davídico

v. 50 Grande livramento ele dá ao seu rei; e mostra misericórdia ao seu ungido, a Davi, e à sua semente para sempre.

A combinação rei…ungido… Davi, e à sua semente torna a ligação com o pacto davídico ainda mais evidente do que os versículos anteriores (Sl 110:1-2), (2Sm 7:8-14).

Conclusão

Por fim, o Salmo 18 estudo traz esperança para aqueles que estão passando ou ainda vão passar por batalhas difíceis ao longo de suas respectivas jornadas.

Durante o Salmo, Davi expressa toda sua alegria pelo auxílio divino contra todos os seus inimigos.

Por muitas vezes o salmista ficou abatido e perto de desfalecer diante das constantes perseguições, mas confiar em Deus sempre o deu forças para não só seguir em frente, como superar cada adversário.

Da mesma forma, o Senhor quer nos fazer bem, cuidar de nós, colocando à disposição uma força sobrenatural para lidarmos com esses momentos.

Basta dedicarmos o nosso coração de forma genuína para Ele, confiando na sua justiça e bondade.

Afinal de contas, como o profeta Isaías declara: “Desde os tempos antigos ninguém ouviu, nenhum ouvido percebeu, e olho nenhum viu outro Deus, além de ti, que trabalha para aqueles que nele esperam.”

Salmo 18 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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