Êxodo 13 Estudo: Deus Manda Consagrar Todos os Primogênitos de Israel

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Neste capítulo de Êxodo 12 estudo, vemos que Deus manda consagrar todos os primogênitos de Israel, inclusive animais. Então, o Senhor relembra as determinações da páscoa e suas razões, a fim de que tudo fosse relatado aos filhos e não fosse esquecido, devendo ser realizada de ano em ano.

Todo primogênito deveria ser separado ao Senhor. Os filhos de jumenta deveriam ser resgatados por um cordeiro. Os filhos, machos, dos filhos, também, deveriam ser resgatados.

Deus não deixou que o povo passasse pela terra dos filisteus, no entanto, os fez rodear pelo deserto, perto do Mar Vermelho.

Moisés leva os ossos de José. O Senhor vai à frente do povo de dia, numa coluna de nuvem e, durante a noite, numa coluna de fogo, de forma que nunca se apartava deles.

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Êxodo 13 estudo: Contexto histórico

Vimos, anteriormente, que fora instituída a páscoa. Deus dá ordem para que Moisés dissesse aos filhos de Israel que tomassem um cordeiro, macho, de um ano e sacrificassem, no décimo quarto dia daquele mês.

Quando o fizessem, deveriam passar o sangue do animal nas ombreiras e vergas das portas, vez que o Senhor passaria e não entraria nessas casas, para juízo.



Vemos, ainda, que o Senhor manda que, no décimo quarto e vigésimo primeiro dia, daquele mês, o povo se reunisse em santa assembleia.

No último dia, não deveriam realizar nenhum trabalho, deveriam apenas comer. Deus ainda determinou que, além do cordeiro, comessem ervas amargas e pães asmos, durante aqueles sete dias.

Assim feito, o Senhor mata os primogênitos dos egípcios e preserva os israelitas. Os egípcios entregam vestes e objetos de ouro e prata aos israelitas e os expulsa do Egito, de forma que acabam despojados.

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(Êxodo 13:1) Recordações

v. 1 E o SENHOR falou a Moisés, dizendo:

Além de possuir a festa da Páscoa e a festa dos Pães Ázimos, os israelitas comemoravam o que o Senhor fizera para eles quando eles dedicaram, ou consagraram os primogênitos entre os homens e também entre os animais.

Em anos futuros, os israelitas deveriam representar certos eventos do êxodo. Eles comeriam uma refeição como a última deles no Egito, e comeriam pão ázimo, como tinham feito nos primeiros dias de sua jornada na saída do Egito (Ex 12:39).



Em virtude do Senhor ter distinguido e redimir Israel, o Seu primogênito, eles haveriam de redimir os seus filhos primogênitos (Ex 4:22-23).

Todas estas pessoas, animais e eventos, estavam incorporados à vida israelita como recordações da identidade do Senhor. Ele era conhecido por Seus atos deu significado à vida de Seu povo (Tt 2:14).

(Êxodo 13:2) Os primogênitos

v. 2 Santificai-me todos os primogênitos, todo o que abriu a madre entre os filhos de Israel, tanto do homem quanto do animal; este é meu.

Em outros lugares, o Senhor explicou que Ele tinha consagrado para si mesmo todos os primogênitos entre os homens de Israel quando Ele feriu os primogênitos do Egito (Nm 3:13).

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A importância dos primogênitos entre os filhos e os animais dos Israelitas estava ligada àquilo que o Senhor tinha feito e dito, e não a alguma coisa especial a respeito deles.

(Êxodo 13:3) Mão poderosa

v. 3 E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste dia, no qual saístes do Egito, da casa da servidão, pois com mão poderosa o SENHOR vos tirou desse lugar. Não se comerá pão levedado.


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O tema da mão poderosa de Deus surge repetidamente em instruções a respeito da comemoração (Ex 32:11) e usa formas da palavra hebraica para “forte” ou “força” que descrevem o endurecimento do coração do Faraó ao lhe fortalecer a decisão e fazê-lo mais firmemente determinado (Ex 7:13).

O que parecia impossível aos observadores egípcios tinha acontecido (Ex 3:19). O poder do Faraó tinha sido esmagado pela poderosa mão do Senhor.

(Êxodo 13:5) Os lugares a serem conquistados

v. 5 E será que, quando o SENHOR te houver introduzido na terra dos cananeus, e dos heteus, e dos amorreus, e dos heveus, e dos jebuseus, que ele jurou a teus pais que te daria, uma terra em que mana leite e mel, que guardarás este culto neste mês.

Sobre os grupos em Canaã que os israelitas haveriam de expulsar, ver 3:7-8; Dt 7:1.

(Êxodo 13:9) A lei do Senhor

v. 9 E te será por sinal sobre tua mão, e por memorial entre teus olhos, para que a lei do SENHOR esteja na tua boca, porque com uma mão forte o SENHOR te tirou do Egito.

Que a lei do SENHOR esteja na tua boca, enfatiza que os israelitas haveriam de aceitar, meditar a respeito, e cumprir aquilo que o Senhor prescreveu (Dt 30:14).

No contexto do ensino dado aos filhos, ela também descreve aquilo que os israelitas deveriam bem saber e falar a respeito para se lembrarem a si mesmos e uns aos outros (Dt 6:6-8).

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O efeito daquilo que o Senhor tinha feito deveria ser tão grande como se tudo estivesse manifesto na mão de cada pessoa (fácil para a pessoa ver) e entre teus olhos (fácil para outros verem).

Quando fosse esse o caso, a pessoa prontamente falaria daquilo que o Senhor tinha feito,meditava a respeito,reagiria consequentemente (Sl 50:16).

(Êxodo 13:12) Propriedade do Senhor

v. 12 que tu separarás para o SENHOR tudo o que abrir a madre, e todo primogênito que vier do animal que tiveres, o macho será do SENHOR.

A ordem separa para o SENHOR usar um verbo que se refere, em outros lugares, à transferência de propriedade (Gn 32:16).

Ele não é normalmente usado para descrever ofertas ao Senhor, mas ocorre de maneira proeminente em referências à prática pagã, proibida para Israel, de matar e queimar crianças como sacrifícios (Lv 18:21).

O seu uso em Êx 13:12(“passar algo para”/”transmitir a”) recorda o seu uso ao descrever as ações do Senhor, que “passou pelo” Egito (Ex 12:12). O que ele tinha feito deveria moldar o que o Seu povo faria.

(Êxodo 13:13) O resgate

v. 13 E todo o primogênito da jumenta resgatarás com um cordeiro; e se não o resgatares, quebrarás o seu pescoço. E todo o primogênito do homem entre teus filhos resgatarás.

O resgate trazia um animal ou uma pessoa de volta ao seu uso original ou habitual (Lv 25:23-28). Jumentos não podiam ser sacrificados, assim, a primeira cria de jumenta deveria ser resgatada para o uso normal mediante o oferecimento de uma ovelha ou um cabrito em seu lugar.


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Um primogênito humano deve ser resgatado (Nm 18:15-16). As exigências do Senhor de resgate de um primogênito humano contrastava com as práticas de adoradores pagãos que matavam crianças em rituais destinados a obter favor junto a seus deuses.

(Êxodo 13:17) O desvio

v. 17 E aconteceu que, quando Faraó havia deixado o povo ir, Deus não o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, embora esse fosse perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito.

O Senhor podia ter levado Seu povo em segurança por qualquer rota que Ele desejasse. A escolha da rota aqui e o comentário a respeito dela oferecem uma visão do pensamento do Senhor e também dos israelitas.

O Senhor Conhecia os israelitas melhor que o Faraó, que os considerava uma ameaça militar (Ex 1:10). Isso equilibra os relatos de que os israelitas adoraram e obedeceram (Ex 12:27-28) e prenuncia o comportamento futuro deles (Ex 14:10-12).

No processo do êxodo, Deus antecipou o pensamento tanto dos israelitas quanto dos egípcios, e o colocou a Seu próprio uso (Ex 14:3). salvação Tal como Sua escolha para manter vivo o Faraó (Ex 9:13-16), esta escolha de rota revela quem é o Senhor.

Como resultado dela, os israelitas veriam o Senhor lutar por eles. Eles experimentariam o Seu cuidado e a Sua disposição para trabalhar a despeito das debilidades deles (Sl 103:13-14).

Arqueologistas descobriram que o Egito possuía reforçadas fortalezas ao longo da rota norte junto à costa do Mediterrâneo. Embora essa rota levasse os israelitas pelo caminho mais direto a Canaã, pelo território dos filisteus, ela apresentava extremo perigo e constante oposição.

Os filisteus vieram para a costa leste do mar Mediterrâneo de ilhas no mar Egeu e mais tarde seriam frequentes inimigos de Israel. A oposição egípcia ou filisteia teria sido desanimadora para os israelitas nessa ocasião (Ex 6:9).

(Êxodo 13:18) A volta pelo deserto

v. 18 Mas Deus fez o povo rodear, pelo caminho do deserto do mar Vermelho, e os filhos de Israel subiram armados da terra do Egito.

O caminho pelo deserto levaria Israel para o leste à península do Sinai, para o deserto do Sul (1Sm 15:7). “Deserto” descreve áreas desabitadas com variadas quantidades de água e pasto, dependendo da área e do período do ano.

A descrição dos israelitas saindo preparados para lutar usa uma palavra rara (Js 1:14) e parece contrária à avaliação do Senhor. Talvez haja ironia a ser reconhecida na discrepância entre prontidão externa e interna.

(Êxodo 13:19) Os ossos de José

v. 19 E Moisés tomou consigo os ossos de José, porque havia jurado solenemente aos filhos de Israel, dizendo: Deus certamente vos visitará, e daqui levareis meus ossos convosco.

Deus estava fazendo exatamente aquilo que José tinha dito que Ele faria (Gn 50:24-25).

(Êxodo 13:21-22) A presença de Deus

v. 21 E o SENHOR ia adiante deles de dia numa coluna de nuvem, para conduzi-los pelo caminho, e à noite numa coluna de fogo, para lhes dar luz, para que fossem de dia e de noite.

v. 22 Ele não tirou a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo à noite, de diante do povo.

O Senhor tinha prometido acompanhar Moisés em seu confronto com o Faraó (Ex 3:12). Agora, ele representava Sua presença com os israelitas por meio de uma coluna de nuvem e uma coluna de fogo.

Por vezes, ela desceria e mostraria que o Senhor estava falando com Moisés (Dt 31:15); até mesmo outros povos ouviram a respeito dela (Nm 14:14).

Conclusão

Vemos, neste capítulo, apenas o início de uma grande peregrinação dos israelitas. Na verdade, grandes desafios os aguardavam, como resistência, mudança de mentalidade, conhecimento de Deus, guerras, dentre outras questões que veremos no decorrer das escrituras.

Ocorre que, independentemente do que viria ocorrer, durante o processo que os israelitas estavam vivendo, o Senhor requeria que jamais apartassem de suas memórias todo bem que receberam.

Por isso, vimos a instituição da primeira páscoa. A intenção de Deus é clara ao ensinar que os pais transmitissem às próximas gerações a razão pela qual celebravam aquela festa.

O Senhor lhes guiava e iluminava, sobrenaturalmente, pelo deserto, com uma coluna de nuvem, de dia, e, uma coluna de fogo, à noite. Esses maravilhosos feitos, não poderiam deixá-los esquecer da bondade de Deus.

Deus deseja que venhamos trazer a memória os Seus feitos para que seja possível prosseguir! Nossa natureza limitada, tende ao esquecimento. Por isso a importância de meditar dia e noite nas escrituras.

A fé vem pelo conhecimento de Sua palavra e, tão importante quanto conhecer, é meditar, para não esquecer de nem um só de Seus benefícios. Sem fé, será impossível suportar o processo.

Êxodo 13 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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