Filipenses 2 Estudo: Mantendo o Exemplo de Jesus

Nesse capítulo de Filipenses 2 estudo, Paulo reforça a importância da comunhão entre os irmãos utilizando Jesus como exemplo para estimular os filipenses a confiar e resplandecer a luz do Senhor.

Paulo convida a todos que busquem comunhão, propósitos e discernimento para que a união seja unanime.

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Com isso, aprendemos que muitas vezes temos que ceder para o bem comum da situação ou do ambiente, para evitar brigas e atritos com nossos irmãos.

Filipenses 2 Estudo: Contexto histórico

Dentro do contexto, a maior luta dos filipenses era contra suas circunstâncias internas, suas questões interiores que destroem e separam.

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Paulo deixou claro que sempre buscou um equilíbrio a fim de que as situações não controlassem seus atos.

As escrituras nos ensinam a importância da comunhão, e da nossa proximidade com Deus que nos dá direcionamento, força e calma para manter a unidade intacta. Acompanhe!


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(Filipenses 2:1-2) O consolo está em Cristo

v. 1 Se há, portanto, qualquer consolo em Cristo, se algum conforto de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e misericórdias,

v. 2 completai a minha alegria, para que sejais de semelhante pensamento, tendo o mesmo amor, sendo de um acordo, de uma mente.

Neste versículo, quatro frases condicionais formam a base do argumento de Paulo. São condições supostas com a finalidade de argumentação.

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Tanto Paulo como seus leitores estavam inclinados a acreditar que estas condições eram verdade.

Completai a minha alegria, e não “façam-me feliz”, lembra os filipenses de que sua firmeza completava o chamado de Deus na vida de Paulo.

Quatro ações da parte dos filipenses explicam o que Paulo queria dizer. O verbo que traduz a palavra grega phroneõ é pensamento.


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Mas phroneõ vai além do simples “pensar”, significa “dar valor”. Os filipenses deveriam dar valor ao de uma mente (“a mesma coisa”). Entre estes dois, Paulo incluiu o mesmo amor e o mesmo sentir (“a mesma alma”).

(Filipenses 2:3-4) A importância de evitar a contenda

v. 3 Que nada seja feito por contenda ou por vanglória, mas com humildade na mente; cada um considere os outros melhores do que a si mesmo.

v. 4 Não atente cada um para suas próprias coisas, mas cada qual também para as coisas dos outros.

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Estas quatro ações habituais se revelam coletivamente através de outros quatro atributos.

Contenda e vanglória lembra o problema criticado por Paulo em (Fp 1:15) e 17. A humildade, o antídoto das condutas erradas, faz com que consideremos os outros melhores a nós mesmos.

A humildade também leva em consideração as coisas dos outros. Bons relacionamentos sempre têm o contraste “não só… mas também”.


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Devemos levar em conta nossas responsabilidades pessoais, mas o interesse dos outros tem a mesma importância.

Filipenses 2:5-11 – Introdução

Esta é uma das passagens mais difíceis da Bíblia, criando várias teoria na tentativa de descrever o que Jesus deixou para trás ao vir para a terra.

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O texto ilustra a humildade de Cristo. Por seu caráter rítmico, esta passagem costuma ser considerada um hino da igreja primitiva, com duas estrofes-uma nos v. 6-8 (sobre humildade de Cristo) e outra nos v. 9-11 (sobre Suas ascensão).

(Filipenses 2:5) Que a nossa mente se assemelhe a de Cristo

v. 5 Que haja em vós a mesma mente que houve também em Cristo Jesus: 

A expressão Que haja em vós a mesma mente (v. 2) manda que a igreja valorize e imite o caráter de Cristo.

(Filipenses 2:6) Devemos dominar nossas ações, e não o contrário

v. 6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. 

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A ideia chave deste versículo é que Jesus não considerou Seus próprios interesses, permitindo assim que eles dominassem Suas ações.

Sendo (existindo originalmente”) deveria ser “apesar de existir”, pois parece um obstáculo a ser vencido para que Jesus se tornasse homem.

Forma sugere a completa divindade de Jesus. Em forma de Deus indica que Jesus era igual a Deus, mas tinha uma personalidade separada (a segunda pessoa da Trindade).


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Usurpação tem duas conotações. Uma delas á “pegar” (roubar), mas Jesus já é Deus, logo o sentido provavelmente é “agarrar” (agarrar-se áquilo a todo custo).

(Filipenses 2:7-8) A reputação

v. 7 Mas fez-se sem reputação, tomando sobre si a forma de um servo, fazendo-se semelhante aos homens. 

v. 8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz.

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A expressão fez-se sem reputação é muito debatida. Os teólogos se perguntam de quê Jesus Se esvaziou É certo que Ele não Se despiu da divindade e seus atributos. Duas afirmações acompanham o verbo.

Primeiro assumindo a forma de escravo indica que Deus filho se tornou servo. “Forma” indica verdadeira condição de servo, assim como a palavra “escravo”.

Segundo, semelhante aos homens explica a condição de servo. “Semelhança” é diferente de “forma” (v. 6-7).


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Duas afirmações explicam o verbo humilhou-se. Primeiro, achado na forma de homem provê o tempo de Sua humilhação.

“Forma” contrasta com a forma de Deus (v. 6). Apesar de ter vindo á terra em forma de homem, Jesus era mais do que um simples homem.

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Segundo, Jesus mostrou humildade quando foi obediente. Servos e escravos obedecem; Jesus obedeceu a Deus, até ao ponto de morrer em uma cruz.

(Filipenses 2:9-11) A exaltação de Deus

v. 9 Pelo que também Deus o exaltou altamente e lhe deu um nome que está acima de todo nome,

v. 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho das coisas nos céus, e coisas na terra, e coisas debaixo da terra, 

v. 11 e para que toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus o Pai.

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Estes versículos mostram Deus agindo. Mais uma vez, dois verbos organizam o raciocínio.

Primeiro Deus o exaltou soberanamente sugere que Deus deu a Jesus uma nova posição, apesar de alguns a considerarem superlativa.

Segundo, Deus lhe deu um nome. Este nome que está acima de todo nome é Senhor (v. 11).

Se dobre todo joelho e toda língua confesse só têm um resultado: a glória de Deus. Esta postura e confissão denotam uma reverência submissa.

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“Todo” abrange dimensões espaciais: céus… terra e debaixo da terra. Juntas, estas dimensões indicam os vivos e os mortos (abençoados e condenados). Todos darão glória a Deus.

Isso ensina que Jesus é Mediador entre Deus e os homens. Ele é o foco da adoração (Senhor) e o administrador da vontade de Deus na terra.

Filipenses 2:12-18 – Introdução

Em seguida, temos três aplicações nesta seção: cristianismo prático (v. 12-13), firmeza positiva (v. 14-16) e alegria pessoal (v. 17-18).

(Filipenses 2:12-13) O temor e a salvação

v. 12 Por isso, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, trabalhe sua própria salvação com temor e tremor.

v. 13 Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. 

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Esta obediência é a Deus, e não a Paulo, que esperava que sua possível morte não extinguisse o entusiasmo cristão.

Operai a vossa salvação significa por a salvação em prática, e não ganhá-la. Com temor e tremor significa ter o devido respeito, em resposta à bênção de Deus.

A verdadeira obediência é resultado da reverência, e não do medo.

Deus é o que opera é um incentivo ainda maior: os cristãos são alvo da iniciativa de Deus de motivar e capacitar.

(Filipenses 2:14-16) Evite as murmurações

v. 14 Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas. 

v. 15 Para que sejais inocentes e inofensivos, filhos de Deus, sem repreensão, no meio de uma nação corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luzes no mundo.

v. 16 Retendo a palavra da vida, para que possa gloriar-me no dia de Cristo, de não ter corrido em vão, nem trabalhado em vão. 

Contendas e murmurações vêm de orgulho e egoísmo (Fp 1:15-17), (Dt 32:5). Irrepreensíveis (perfeito caráter cristão) e inofensivos (vida inocente) introduzem duas metáforas.

Primeiro, os cristãos devem ser moralmente inculpáveis em um mundo de gente corrupta e perversa por não entender a palavra de Deus.

Os cristãos são modelos retos para vidas tortas. Segundo, eles devem brilhar como luzes, cujo resplendor contrasta com o mundo em trevas.

(Filipenses 2:17-18) Alegrai e regozijai

v. 17 E, ainda que seja oferecido sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, me alegro e regozijo com todos vós.

v. 18 Por esta mesma causa vós também alegrai-vos e regozijai-vos ­comigo. 

Oferecido sobre o sacrifício faz lembrar o sistema sacrificial do Antigo Testamento. Paulo era o elemento que seria oferecido em benefício desses cristãos.

O sacrifício era a oferta; o serviço de Paulo cumpria a cerimônia. Tudo isso trazia a Paulo-e aos cristãos filipenses-alegria.

Filipenses 2:19-30 – Introdução

Nesta seção, Paulo mostrou sua esperança de visitar os filipenses um dia, mas ele planejava enviar-lhes Timóteo e Epafrodito imediatamente.

(Filipenses 2:19-24) A confiança no Senhor

v. 19 Mas confio no Senhor Jesus que em breve vos mandarei Timóteo, para que também eu esteja de bom ânimo, sabendo do vosso estado. 

v. 20 Porque não há nenhum homem  como ele, que sinceramente cuide do vosso estado. 

v. 21 Porque todos buscam o que é seu e não as coisas que são de ­Cristo ­Jesus. 

v. 22 Mas também conheceis o caráter dele, e que, como filho ao pai, tem servido comigo no evangelho.

v. 23 De modo que espero enviá-lo a vós logo, assim que eu descobrir o que irá acontecer comigo. 

v. 24 Mas confio no Senhor que também eu mesmo irei ter convosco em breve. 

Sobre Timóteo. De bom ânimo (“bem de espirito”) significa “alegre”. Como ele (“de mesmo espírito”) significa “parceiro de espírito” no serviço.

Paulo descreveu Timóteo de três maneiras: ele realmente se importava com o bem dos filipenses, valorizava as coisas de Jesus Cristo e os outros, e tinha um caráter (“provado pelo fogo”), refinado nas exigências do trabalho do evangelho.

Leia também:

(Filipenses 2:25-30) O companheiro de luta

v. 25 Contudo, julguei ser necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão e companheiro de trabalho, companheiro de lutas, e vosso mensageiro, para prover as minhas necessidades.

v. 26 Porquanto ansiava por todos vós, e estava muito angustiado, porque tínheis ouvido que ele estivera doente.

v. 27 E, de fato, esteve doente e quase à morte, mas Deus teve misericórdia dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. 

v. 28 Portanto, enviei-o a vós com mais cuidado, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e para que eu tenha menos tristeza.

v. 29 Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e tratai-o com grande estima;

v. 30 porque, pela obra de Cristo, chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da sua vida, para suprir a falta do vosso serviço para comigo.

Epafrodito compartilhava o ministério de Paulo (irmão, companheiro de trabalho, companheiro de lutas) e representava a igreja.

Mensageiro (“apóstolo”) e para prover as minhas necessidades (ministro, “servo religioso”) indicam que a igreja de Filipenses esperava que Epafrodito cuidasse de Paulo em Roma.

Na viagem para Roma, Epafrodito sofreu uma enfermidade quase fatal. Ele sentiu que tinha desapontado Paulo e sua igreja.

As palavras recebei-o (“adequadamente”) e alegria revelam que Epafrodito não falhou. Ele deu seu melhor para a obra de Cristo.

As palavras para suprir a falta do vosso serviço se referem ao cuidado das igrejas por Paulo. Epafrodito tomou sobre si a responsabilidade de fazer o que eles não podiam.

Conclusão

Portanto, podemos observar que mesmo diante de nossas provações, devemos evitar as murmurações e confiar no Senhor.

Além disso, deixa clara a importância do temor a Deus para nossa salvação, assim como nosso autocontrole sobre as ações.

Devemos sempre orar e pedir sabedoria e direcionamento a Deus, para saber quando recuar e evitar atritos com nossos irmãos, mantendo assim a paz e a unidade do nosso meio.

Filipenses 2 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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