Romanos 14 Estudo: Os Fortes e Fracos na Fé

Neste capítulo de Romanos 14 estudo, aprenderemos sobre comportamentos cristãos, classificados, basicamente, como fortes e fracos na fé. Sem julgamentos, pois Deus aceita ambos, apesar das suas diferenças.

Paulo nos ensinará muito sobre como devemos amar ao próximo, aceitando as diferenças e falhas, trazendo o entendimento das primeiras orientações sobre o cristianismo da igreja primitiva.

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Para muitos teólogos, o livro de Romanos é o mais importante do Novo Testamento, pois apresenta informações comportamentais do cristão, abordando assuntos como família, santidade e autoridades, e neste capítulo há uma orientação clara sobre a tolerância para com os fracos na fé, quem ainda não tem plena consciência de viver conforme os princípios de Deus.

Romanos 14 estudo: Contexto histórico

Após falar sobre nossa relação da sociedade com a igreja, aprendemos como nos relacionarmos com as autoridades. O estudo anterior é feito por muitos pregadores afim de reforçar o ensino sobre submissão aos governos.

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Aqui aprendemos que não importa nossa orientação política, o respeito com os governantes deve existir sempre.

O foco deve ser maior sobre a obediência às autoridades, e Paulo também escreveu sobre a importância de amar ao próximo, considerando isto como o maior mandamento dos cristãos. Ele abordou também o dia da salvação, que está próximo. 


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Romanos 14:1-15:13

 O exato contexto histórico do problema descrito nessa seção é desconhecido. Os cristãos em Roma tinham opiniões diferentes sobre determinadas práticas, pois eles vinham de vários contextos.

No caso de virem do paganismo, eles podiam considerar contaminadas as comidas e bebidas vendidas nos mercados. No caso de virem de algum culto pagão, eles até podiam ser vegetarianos.

De forma semelhante, as pessoas que hoje se convertem ao cristianismo, procedentes do Islã, do judaísmo e do hinduísmo, possuem uma história de práticas dietárias e de observância de dias especiais.

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Por essa razão, assuntos de alimentos ou de calendário podem ter importância especial para eles por questão de consciência.

Nessa passagem, muitos intérpretes entendem que o assunto vinha daqueles que buscavam observar (ou até impor) a parte cerimonial da Lei do Antigo Testamento.

Os teólogos têm chamado esses assuntos de “questões indiferente” (Gr. adiaphora), visto serem permitidas diferenças de opinião, mas é fácil perceber como alguns cristãos pensavam de outra forma.


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A igreja deve se empenhar em prol da tolerância e da compreensão a respeito dessas questões, enfatizando a unidade dos cristãos, a expressão de amor ao próximo e a pureza da mensagem do evangelho.

(Romanos 14:1) Recebei-os

v. 1 Recebei ao fraco na fé, mas não para discutir assuntos duvidosos.

O cristão que é fraco na fé excessivamente escrupuloso a respeito de questões não reguladas pela revelação cristã. Paulo ordenou que os cristãos aceitassem os crentes fracos, mas não para discutir assuntos duvidosos.

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(Romanos 14:2) Os vegetarianos

v. 2 Porque um crê que ele pode comer todas as coisas, e outro, que é fraco, come ervas.

Normalmente, os judeus não eram vegetarianos, mas alguns o eram (p. ex., Daniel; ver Dn 1:8-12).

(Romanos 14:3-4) Tolerância mútua

v. 3 Quem come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu. 


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v. 4 Quem és tu que julgas o servo de outro homem? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas ele estará firme, porque Deus é capaz de o fazer ficar em pé. 

A tolerância mútua é uma virtude cristã. Deus aceita cada cristão, com as questões provenientes de seu contexto e seu nível de maturidade, e é capaz de santificá-lo.

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Embora possamos ser usados por Deus para ajudar a instruir cristãos fracos, nunca devemos julgar o servo de outro homem.

(Romanos 14:5) Cada um considere

v. 5 Um homem considera um dia superior ao outro; e outro, considera todos os dias iguais. Seja cada homem completamente convicto em sua própria mente.

A observância de dias especiais é complexa (cp. as advertências de Paulo em Gl 4:10 e Cl 2:16 acerca de “dias de sábado”).

Lutero acreditava que o domingo não era o “sábado, mas um novo dia de adoração, enquanto Calvino acreditava que o sábado foi mudado para o domingo.

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Alguns grupos acreditam na observância de um sábado de sexta-feira/sábado. Ao considerarmos esse assunto, devemos levar em conta as implicações da ressurreição de Cristo na manhã de domingo e o novo pacto.

(Romanos 14:6) Convicção diante de Deus

v. 6 Aquele que considera o dia, considere para o Senhor; e aquele que não considera o dia, para o Senhor não considera; e quem come, para o Senhor come porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.

Nossas práticas religiosas devem ser efetuadas por convicção diante de Deus. A maneira como vivemos e morremos deve proceder da convicção de que pertencemos ao Senhor.


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(Romanos 14:7-9) Somos do Senhor

v. 7 Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum homem morre para si.
v. Porque se vivemos, para o Senhor vivemos; e se morremos, para o Senhor morremos. Portanto, vivendo ou morrendo, somos do Senhor.

v. 9 Porque para isto Cristo morreu, e ressuscitou, e tornou a viver, para que ele pudesse ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos. 

Não somos de nós mesmos. Cristo morreu e ressuscitou para ser Senhor de todos. Lutero afirmou de forma paradoxal: “Um cristão é um senhor perfeitamente livre de tudo, não sujeito a ninguém.

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Um cristão é um servo perfeitamente submisso, sujeito a todos”. Mas acima de tudo, pertencemos ao Senhor.

(Romanos 14:10-12) Conta de si mesmo

v. 10 Mas por que tu julgas o teu irmão? Ou por que tu desprezas teu irmão? Porquanto, todos nós compareceremos diante do tribunal de Cristo. 

v. 11 Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus.
v. 12 Assim, então, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.


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 O tribunal de Cristo (Gr. bema), muitos intérpretes fazem distinção entre esse tribunal e o julgamento do Grande Trono Branco em Ap 20:11-15.

O tribunal de Cristo” é onde os cristãos serão recompensados ou sofrerão a perda de recompensas (1Co 3:13) com base em suas ações e sua administração das responsabilidades dadas por Deus.

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De forma distinta disso, o julgamento do Grande Trono Branco é o lugar onde os incrédulos serão ressuscitados para juízo.

Os cristãos têm parte na primeira ressurreição e, para eles, não há condenação (Rm 8:1). Todas as pessoas se dobrarão diante de Deus e cada um dará conta de sua vida.

Os cristãos podem pensar que, por estarem isentos da condenação final, podem viver do jeito que quiserem, mas Cristo, o Senhor, avaliará os Seus servos.

(Romanos 14:13) Não faça seu irmão tropeçar

v. 13 Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; mas antes decidi isto, em não pordes tropeço ou escândalo no caminho do seu irmão.

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 Nosso alvo deve ser contribuir para o crescimento dos cristãos à maturidade espiritual e não impedir o seu progresso.

(Romanos 14:14) Não coisa alguma imunda, se não considerar

v. 14 Eu sei, e estou convencido no Senhor Jesus, que não  coisa alguma imunda em si mesma, mas para aquele que pensa que alguma coisa é imunda, para esse é imunda. 

Essa é uma das declarações mais surpreendentes de Paulo. Seu passado como fariseu o instruiu a enfatizar a distinção entre puro e imundo, mas Jesus o persuadiu de que essa distinção não era mais válida.

Portanto, Paulo adotou um novo ponto de vista, mas ele também reconhecia que alguns cristãos, especialmente aqueles originários de um contexto judaico, não tinham feito essa transição.

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Os cristãos maduros não deveriam imprudentemente empurrar os cristãos “fracos” (v. 1) para essa transição.

(Romanos 14:15) Entenda o seu irmão

v. 15 Mas, se teu irmão se entristecer com o teu alimento, tu já não andas em amor. Não destruas com o teu alimento aquele por quem Cristo morreu.

 Um cristão forte deve viver em amor e não violar a consciência de um cristão fraco. A consciência é a faculdade moral da mente.

Ela pode ser educada por Deus através do Espírito Santo, mas nunca devemos instruir alguém a ir contra sua consciência.

Não destrua significa que podemos causar a ruína espiritual de uma pessoa instruindo-a a ignorar ou violar sua consciência.

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(Romanos 14:16-17) Justiça, paz e alegria no Espírito Santo

v. 16 Não seja, pois, blasfemado o vosso bem.

v. 17 Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.

 A liberdade cristã ganhará má fama se o amor não governá-la. A comida nunca deve ser uma preocupação prioritária em nossas vidas, mas devemos promover justiça, e paz, e alegria nas igrejas.

(Romanos 14:18-19) Tenhamos união e comunhão

v. 18 Porque quem nestas coisas serve a Cristo, é aceitável a Deus, e aprovado pelos homens. 

v. 19 Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e as coisas que são para a edificação de uns para com os outros.

Nossas ações devem servir a Cristo e contribuir para o crescimento e desenvolvimento de outros cristãos.

(Romanos 14:20-21) Seja compreensivo e ame

v. 20 Não destruas por causa do alimento a obra de Deus. Todas as coisas são de fato puras, mas são más para o homem que come com escândalo. 

v. 21 Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem alguma coisa que teu irmão tropece, ou se ofenda, ou se enfraqueça.

Objetivamente, todas as coisas são de fato puras (“porque toda criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças”, 1Tm 4:4).

Alguns cristãos imaturos, no entanto, podem tropeçar por causa de comida e bebida (1Co 8:7-11).

(Romanos 14:22-23) Tens fé? Tem-na para ti mesmo

v. 22 Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Feliz é aquele que não se condena a si mesmo nas coisas que aprova.

v. 23 Mas aquele que tem dúvidas, é condenado se comer, porque ele não come por fé; pois tudo o que não provém de fé é pecado

 O senso de liberdade cristã nessas questões não deveria ser expresso em uma ação pública se outro cristão considera escandalosa essa liberdade.

Por exemplo, um muçulmano convertido, que nunca comeu carne de porco nem bebeu vinho, poderia tropeçar se visse um cristão fazendo alguma dessas coisas.

Conclusão

Concluindo mais um capítulo de Romanos, vemos Paulo ministrando sobre o respeito ao próximo em suas tradições e princípios, falando com amor dos novos convertidos que ainda são fracos na fé.

Ele nos ensina a compreender os costumes, e que de maneira alguma nós, maduros na fé, devemos colocar pedras de tropeço no caminho desses pequeninos.

Nosso amor precisa ser maior do que a nossa razão, respeitando os que não fazem algo/comem algo por ainda acreditarem em uma doutrina diferente da nossa.

Jesus morreu na cruz para salvar essa pessoa, a obra é muito maior do que um prato de carne ou uma bebida, o sacrifício por aquela alma foi alto demais, e nem fomos nós que pagamos essa dívida, então, esse irmão é uma ovelha de um bom pastor, e devemos amá-lo acima de todas as tradições e costumes. Sejamos compreensivos e misericordiosos, como Jesus nos ensinou a ser!

Romanos 14 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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