1 Samuel 1 Estudo: O Autor da Vida

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No primeiro capítulo de 1 Samuel inicia-se contanto a história de Ana, mãe do profeta Samuel. Elcana, seu marido, tinha ela e Penina como esposa. Penina possuía filhos, porém Ana, não.

Todo ano, quando Elcana subia ao templo, em Siló, para adorar ao Senhor, ele dava porções dobradas do sacrifício a Ana, de modo que Penina a atormentava por não possuir filhos e Ana chorava e não comia.

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Em determinada ocasião, Ana se levanta e ora ao Senhor, chorando abundantemente e, então, faz um voto, aduzindo que, se Deus a abençoasse com um filho, ela o daria a Ele, novamente, por todos os dias de sua vida e navalha não passaria em sua cabeça.

Quando o sacerdote observa Ana, apenas mexendo os lábios, a repreende, por pensar que estava embriagada. Ana, então, explica sua amargura ao sacerdote e que, portanto, apenas estaria orando.

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Ele, deste modo, a abençoa, rogando que Deus a ouvisse. As escrituras relatam que Deus ouve a Ana e esta concebe a Samuel.

Quando Elcana se levanta para ir adorar, em Siló, Ana informa que não subiria, pois desmamaria Samuel para, então, o entregar ao Senhor, no templo.


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Elcana consentiu com isso. Após o desmame, ela o levou com um novilho de três anos. Após imolar o animal, trouxeram a Samuel e entregaram ao sacerdote, de modo que adoraram ao Senhor.

1 Samuel 1 estudo: Contexto histórico

O capítulo final, do livro de Rute, narrou como Boaz conseguiu ser seu resgatador. Ao encontrar-se com o primeiro resgatador de Rute, após informa-lo sobre a venda dos bens de Elimeleque e, sobre a necessidade de resgate de Rute, ele consegue o direito de resgatá-la e, então, casa-se com ela.

O livro termina narrando que tiveram um filho chamado Obede, o qual viria a ser pai de Jesse, pai de Davi.

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(1 Samuel 1:1) Ramataim-Zofim

v. 1 Ora, havia um certo homem de Ramataim-Zofim, do monte Efraim, e o seu nome era Elcana, o filho de Jeroão, o filho de Eliú, o filho de Toú, o filho de Zufe, um efrateu. 

A localização exata de Ramataim-Zofim (zufita) é desconhecida, mas é distinta de Ramá, localizada no território da tribo de Benjamim (v. 19).

É provável que essa designação indique o lar dos antepassados de Elcana. O nome Elcana significa “Deus conquistou”. Efrate denota o local da residência de Elcana, não a sua origem tribal, que era a de Levi (1Cr 6:25-28).


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(1 Samuel 1:2) Ana

v. 2 E ele tinha duas esposas; o nome de uma era Ana, e o nome da outra Penina; e Penina tinha filhos, mas Ana não tinha filhos. 

O nome Ana significa “graça”. Ela não tinha filhos, uma condição geralmente vista com desgosto ou até mesmo angústia (Gn 16:4-5).

(1 Samuel 1:3) Siló

v. 3 E esse homem subia de sua cidade anualmente para adorar e sacrificar ao SENHOR dos Exércitos em Siló. E os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, os sacerdotes do SENHOR, estavam . 

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Siló estava localizada de maneira central cerca de 48 quilômetros ao norte de Jerusalém. Era o local no qual Josué dividiu a terra entre as tribos (Js 18:1-10).

(1 Samuel 1:5) Porção dupla

v. 5 mas para Ana ele dava uma porção digna; pois ele amava Ana; mas o SENHOR havia fechado o seu ventre.

 A porção digna era a quantia da herança que o primogênito recebia (Dt 21:17). É provável que aqui denote o amor especial de Elcana por Ana. A expressão o Senhor havia fechado o seu ventre e literalmente: “Yahweh tinha cerrado a madre” (cp. v. 6).


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(1 Samuel 1:6) Penina

v. 6 E a sua adversária também a provocava severamente, para afligi-la, porque o SENHOR havia fechado o seu ventre. 

 A rivalidade entre Ana e Penina encontra paralelo nos relatos de Sara e Hagar (Gn 16:4-5) e de Lia e Raquel (Gn 30:14-16).

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(1 Samuel 1:10) A amargura de Ana

v. 10 E ela estava em amargura de alma, e orava ao SENHOR, e chorava sobejamente.

As palavras em amargura de alma podem ser traduzidas mais literalmente como “com ou em amargura” usando a mesma palavra hebraica que Noemi usou a alma (mara; Rt 1:20).

(1 Samuel 1:11) O voto de Ana

v. 11 E ela fez um voto, e disse: Ó SENHOR dos Exércitos, se tu, verdadeiramente, atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e não te esqueceres da tua serva, mas desejares conceder à tua serva um menino, então eu o darei ao SENHOR todos os dias da sua vida, e nenhuma navalha virá sobre a sua cabeça.

Ana fez um voto a Deus de que se Ele lhe desse lili menino, ela o devolveria a Ele, segundo a lei do nazireu (Nm 6:1-21).

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(1 Samuel 1:12-14) A equivocada interpretação de Eli

v. 12 E sucedeu que, enquanto ela continuava a orar diante do SENHOR, Eli observava a sua boca. 

v. 13 Ora, Ana falava em seu coração; somente os seus lábios se moviam, mas a sua voz não era ouvida; por isso Eli pensou que ela estivesse ébria. 
v. 14 E Eli disse a ela: Por quanto tempo ficarás ébria? Afasta de ti o teu vinho. 

Eli interpretou mal a angústia de Ana como se ela estivesse embriagada e a repreendeu por sua aparente desconsideração pelo local sagrado.


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(1 Samuel 1:15-16) Ana se explica ao sacerdote

v. 15 E Ana respondeu e disse: Não, meu senhor, sou uma mulher de espírito pesaroso; não bebi nem vinho, nem bebida forte, mas tenho derramado a minha alma diante do SENHOR. 

v. 16 Não consideres tua serva como uma filha de Belial; pois da profusão da minha queixa e angústia tenho falado até aqui. 

 Imediatamente, Ana explicou a situação para Eli. A abundância da queixa e angústia de Ana em razão de sua situação tinha chegado à superfície.

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(1 Samuel 1:18) Eli abençoa Ana

v. 18 E ela disse: Que a tua serva ache graça à tua vista. Assim, a mulher tomou o seu caminho, e comeu, e o seu semblante não estava triste. 

A palavra hebraica para graça (Tua serva achou graça perante os teus olhos!) A resposta de Ana era uma forma abreviada de seu próprio nome.

(1 Samuel 1:19) O Senhor abençoa Ana

v. 19 E eles se levantaram cedo pela manhã, e adoraram diante do SENHOR, e retornaram, e chegaram à sua casa em Ramá; e Elcana conheceu Ana, sua esposa; e o SENHOR se lembrou dela. 

Ramá ficava ao longo da principal via norte-sul, oito quilômetros ao norte de Jerusalém, no território de Benjamim.

As ternas palavras que o SENHOR se lembrou dela recordam ao leitor que, no final das contas, é Deus quem faz surgir a nova vida no útero.

No antigo testamento, “lembrar-se” não significa simplesmente pensar a respeito de alguém, mas agir em seu favor (ver nota em Gn 8:1).

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(1 Samuel 1:20) Samuel

v. 20 Portanto sucedeu que, quando chegou o tempo, depois de Ana ter concebido, ela deu à luz um filho, e chamou o seu nome Samuel, dizendo: Porque eu o pedi ao SENHOR. 

 O nome Samuel pode ser um trocadilho que significa pedido a Deus”. Uma segunda possibilidade é o significado ouvido por Deus (1 Samuel 1:21).

A expressão sacrifício anual significa literalmente “sacrifício dos dias” e provavelmente designa uma das três festas exigidas – festa dos pães ázimo, e na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos.

A palavra voto pode denotar um voto particular que Elcana tinha feito, ou talvez indique o voto de Ana do qual Elcana participou com ela depois de ouvir a seu respeito (Nm 30:10-15).

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(1 Samuel 1:22) Desmame

v. 22 Porém, Ana não subiu; pois ela disse ao seu marido: Não subirei até que o menino esteja desmamado e, então, eu o trarei, para que ele possa aparecer diante do SENHOR, e lá habitar para sempre. 

O livro apócrifo de 2 Macabeus (1 Sm 7:27) sugere que as crianças israelitas eram desmamadas por volta dos três anos de idade, um costume comum em sociedades onde as casas não possuíam água corrente e onde a pureza da água potável era difícil de manter.

(1 Samuel 1:23) O consentimento de Elcana

v. 23 E Elcana, seu marido, disse-lhe: Faz o que te parecer bem; espera até que o tenhas desmamado; somente o SENHOR estabeleça a sua palavra. Assim, a mulher ficou, e amamentou seu filho até que o desmamou. 

 O Verbo hebraico traduzido como estabelecer significa literalmente “fazer ficar em pe”. Elcana desejava que a bênção de Deus continuasse sobre o menino Samuel.

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(1 Samuel 1:24) Ana leva Samuel a Siló

v. 24 E quando ela já o tinha desmamado, ela o fez subir consigo, com três novilhos, e um efa de farinha, e uma garrafa de vinho, e o trouxe à casa do SENHOR em Siló; e a criança era pequena. 

O texto massorético, de ponta a ponta, a mais confiável tradição hebraica manuscrita, traz “três novilhos”.

Outras versões adotaram “novilho de três anos de idade”, por causa da referência a um único novilho no versículo 25 e por causa do testemunho de outros manuscritos antigos.

Se, no entanto, o texto massorético estiver correto, pode ser que um novilho constituía o sacrifício de ação de graças de Élcana pelo nascimento de Samuel, enquanto os outros dois faziam parte de seu sacrifício anual, e assim, não foram mencionados no versículo 25.

(1 Samuel 1:25) O novilho do sacrifício

v. 25 E eles mataram um novilho, e trouxeram a criança até Eli. 

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Sobre o novilho, veja nota no versículo 24.

(1 Samuel 1:26-27) O testemunho de Ana

v. 26 E ela disse: Ó meu senhor, como vive a tua alma, meu senhor, sou eu a mulher que aqui se pôs de pé diante de ti, orando ao SENHOR. 

v. 27 Por esta criança eu orei; e o SENHOR concedeu a minha petição que a ele eu fiz; 

Ana considerou ser importante dar testemunho a Eli, o sumo sacerdote de Israel, da maneira como Deus lhe responderá a oração.

(1 Samuel 1:28) Ana cumpre seu voto

v. 28 portanto eu também o concedi ao SENHOR, enquanto viver, ele será emprestado ao SENHOR. E ali ele adorou o SENHOR. 

As palavras hebraicas traduzidas como concedidas e concedidas estão relacionadas com a palavra hebraica para “pedido”, que também tem a ver com o significado do nome de Samuel (v. 20).

Elas significam literalmente “fornecer” ou “conceder” aquilo que foi pedido. Ana tinha recebido o filho que pedira; agora, ela o concede ao SENHOR para o Seu serviço.

Conclusão

Ana é um exemplo de perseverança e fidelidade ao Senhor pois, mesmo em meio a situações humilhantes e de total falta de perspectiva, ela creu e decidiu esperar em Deus.

As escrituras fazem questão de mencionar, detalhadamente, a pressão pela qual Ana passou, dentro do próprio lar, além de mencionarem seu estado emocional, o descrevendo como amargoso, de modo que ela chorava e sequer tinha fome.

Diante de tamanha aflição, Ana se mostrou uma mulher honrada e fiel a Deus. Não há menção de que ela tenha se revoltado ou buscado se vingar de sua “inimiga” Penina, no entanto, as escrituras expõem que ela se ocupou em chorar perante o Senhor e, para Ele, derramar seu coração.

A oração de Ana demonstra que ela conhecia o Deus de Israel e Sua vontade, vez que fez um voto, uma promessa, que, na realidade, era uma determinação divina.

Ela promete que, caso o Senhor lhe concedesse um filho, varão, ela O obedeceria consagrando esse filho a Ele.

Elcana era da tribo de Levi, de modo que, se tivesse um filho homem, segundo a lei, ele deveria pertencer a Deus (Êxodo 22:29).

Ana foi além e fez o voto de nazireu, para seu filho e, ainda, para toda vida. O resultado da fé desta mulher foi o nascimento do profeta Samuel, o qual seria grandemente usado por Deus em Israel.

Ana nos ensina a solução eficaz para todos os problemas da vida: colocar tudo nas mãos do Criador! Penina usava da esterilidade de Ana para a atormentar, pois sabia que essa era sua “ferida”.

Pela descrição do emocional de Ana, podemos crer que as palavras de Penina não doíam tanto quanto sua infertilidade e, esta questão, apenas o autor da vida poderia resolver e, como vimos, assim o foi.

1 Samuel 1 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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