Êxodo 34 Estudo: Deus Renova a Aliança com os Israelitas

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Neste capítulo de Êxodo 34 estudo, veremos que Deus manda que Moisés lavrasse duas tábuas de pedra, para que, novamente, subisse ao monte Sinais e escrevesse nelas.

Após, Deus renova Sua aliança com o povo de Israel, lhes admoestando que não fizessem aliança com os moradores de onde seriam colocados, que derribassem os altares erguidos para os falsos deuses, deles.

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Também, reiterou a determinação das três festas anuais, sendo a dos pães asmos, da sega e da colheita, devendo ser levada as primícias da terra. Ali esteve o Senhor com Moisés, quarenta dias e quarenta noites.

Quando Moisés descia do monte Sinai, seu rosto resplandecia. Então, colocava um véu para falar ao povo e, o retirava, para falar com Deus.

Êxodo 34 estudo: Contexto histórico

Deus comunica a Moisés que o Seu Anjo iria à frente do povo, mas que Sua presença não iria com eles, para que não os consumisse. O povo chora em decorrência disso.

Moisés arma uma tenda, para buscar ao Senhor, e o povo o observava de longe. Quando ele adentrava, uma nuvem pairava à entrada e, ali, o Senhor conversava com ele.



Moisés roga que a presença de Deus os acompanhasse. Moisés pede para ver a Deus e o Senhor se mostra a ele, de costas.

(Êxodo 34:6-7) A glória de Deus

v. 6 E o SENHOR passou diante dele e proclamou: O SENHOR, O SENHOR Deus, misericordioso e gracioso, longânimo e grande em bondade e verdade,

v. 7 que guarda a misericórdia em milhares, perdoando a iniquidade e a transgressão e o pecado, e que de forma alguma inocenta o culpado, e que visita a iniquidade dos pais sobre os filhos, e sobre os filhos dos filhos, até a terceira e quarta geração.

Em vez de prover uma nova descrição visual (em contraste com os caps Ex 3;13-14), o relato da manifestação do Senhor de Sua glória oferece desta vez a Sua lista de uma série de qualidades invisíveis.

O Senhor tem a capacidade de ser misericordioso, gracioso, longânimo e perdoador, além de exigir punição (Nm 14:18).

(Êxodo 34:9) Moisés clama pelo perdão

v. 9 E ele disse: Se agora encontrei graça aos teus olhos, ó Senhor, que o meu Senhor, rogo-te, vá entre nós, pois é um povo obstinado; e perdoa a nossa iniquidade e o nosso pecado, e toma-nos pela tua herança.


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Em parte alguma das orações de Moisés pelos israelitas, ele indicou o arrependimento deles ou alguma promessa de melhoria; o futuro deles dependeria do Senhor em Seu contínuo favor (graça), perdão e fidelidade.

(Êxodo 34:14) Deus zeloso

v. 14 Porque não adorarás a outro deus, porque o SENHOR, cujo nome é Ciumento, é um Deus ciumento,

A expressão traduzida como cujo nome é Ciumento é [lit.) “Yahweh Ciumento é o Seu nome”. Ela reflete a estreita relação entre traços de caráter e o conceito de nome ou reputação.

Ela pode também ser traduzida, “Seu nome é Zeloso” ou “Yahweh é zeloso por Seu nome”. Que o Senhor ciumento protege a integridade de Suas relações é uma vigorosa afirmação (cp. Ex 20:5).

(Êxodo 34:15-16) Adoração exclusiva

v. 15 para que não faças pacto com os habitantes da terra, e eles não se prostituam após os seus deuses e façam sacrifícios aos seus deuses, e te convidem, e tu comas do seu sacrifício,

v. 16 e tomes das suas filhas para os teus filhos, e as suas filhas se prostituam após os seus deuses, e façam teus filhos se prostituírem após os seus deuses.


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A maneira depreciativa de se referir à adoração pagã e à possível participação israelita nela revela que ela era errada para ambos (Nm 25:1-13).

O Senhor era o único Deus que qualquer pessoa devia adorar, mas os israelitas eram especialmente responsáveis diante dele em razão de sua relação pactual com Ele (Ex 34:10).

(Êxodo 34:33-35) O véu

v. 33 Assim que Moisés terminou de falar com eles, colocou um véu sobre a sua face.

v. 34 Mas quando Moisés entrava diante do SENHOR para falar com ele, tirava o véu, até quando saía. E saía, e falava com os filhos de Israel aquilo que lhe fora ordenado.

v. 35 E os filhos de Israel viam a face de Moisés, e que a pele da sua face resplandecia. E Moisés colocava novamente o véu sobre a sua face, até que entrava para falar com ele.

O véu que Moisés colocou sobre a sua face era como os limites postos ao redor do monte Sinai (Ex 19:21-22), como o véu que pendia entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo (Ex 26:31-33), e como a mão do Senhor colocada sobre a fenda na rocha onde Moisés estava oculto (Ex 33:20-23).

Todas eram provisões graciosas para proteger as pessoas de uma exposição casual e mortal à glória de Deus.

O brilho (a sua face resplandecia) e o véu demonstravam o sucesso da intercessão de Moisés; o Senhor tinha concordado em ir com os israelitas de um modo tão gracioso que eles poderiam seguramente ver a Sua glória entre eles, a despeito de sua arrogante debilidade (2Co 3:13-14).

Conclusão

Vemos o Senhor, neste capítulo, renovando a aliança com os israelitas. Deus orienta que Moisés lavrasse novas tábuas, em pedra, para, novamente, escrever os mandamentos nela.

Após, Deus apresenta os votos de fidelidade desta aliança, exigindo que, assim como Israel seria Seu povo exclusivo, Ele, também, deveria ser Seu Deus, exclusivamente.

Vemos, no decorrer de toda a escritura, o Senhor como noivo e, a igreja, Israel, como Sua noiva. Neste relacionamento é preciso fidelidade, por isso que, aqui, vemos o Senhor trazendo um alerta importante aos israelitas: não façam aliança com os povos das terras que os estou enviando, para que não te sejam cilada, denotando, com isso uma propensão do homem em se prostituir, ser infiel, ceder ao mal e ser influenciado.

Paulo, menciona vários pecados que são obras da carne, dentre eles: idolatria, feitiçaria, libertinagem, imoralidade sexual, orgias, embriaguez, entre outros, além de coisas semelhantes a estas.

Quem as pratica, não entrará no Reino. (Gálatas 5:19-21). Então, é como se Deus estivesse expondo ao povo Sua tendência em praticar todas essas obras da carne, mas, logo, dá a solução que, se colocada em prática, os manteria fiéis na aliança: derrubar os altares, não fazer alianças erradas.

Neste mesmo sentido, Paulo aconselha que nos afastemos de toda a aparência de mal (1 Tessalonicenses 5:22).

De igual forma, o salmista expõe como é feliz aquele que não se assenta com o ímpio, não ouve seu conselho e não se detém em seu caminho (Salmo 1:1).

A amizade com o mundo, é inimizade com Deus (Tiago 4:4), revelando, assim, uma incompatibilidade. Por isso, resta indubitável, pelas escrituras, que a única blindagem do homem é o afastamento de todo tipo de influência.

Na prática, podemos aplicar essa verdade evitando alianças, amizades e ambientes que não se pautam pelos princípios de Deus.

Não significa um isolamento, até porque somos sacerdotes, contudo, significa evitar relacionamento, habitualidade, frequência.

O inimigo é como um leão, pronto para nos tragar (1 Pedro 5:8). O pecado está à porta, e cumpre-nos dominá-lo (Gênesis 4:7).

Êxodo 34 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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