Gálatas 5 Estudo: As Obras da Carne e os Frutos do Espírito

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Neste capítulo de Gálatas 5 estudo, veremos que Paulo defenderá de forma enérgica a liberdade dada aos cristãos em Jesus, ensinando que não importa o que vier acontecer, devemos permanecer na graça de Deus.

No entanto, os advertirá que essa liberdade não pode ser pretexto para o pecado, sendo que a liberdade em Jesus deve ser dirigida pelo Espírito Santo, guiada por Ele. Por fim, ele faz uma lista, apresentando quais são as obras da carne e qual é o fruto do Espírito.

Gálatas 5 estudo: Contexto histórico

Paulo acaba de falar sobre a nossa adoção, através de Cristo. A graça manifesta nele vale muito mais que a lei e que não devemos voltar mandamentos dela.

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Paulo é totalmente sincero com os Gálatas, lhes mostrando que em Jesus, Sara passa ser a nossa mãe e não Agar, nascemos livres e não escravos, debaixo da benção de Abraão.

(Gálatas 5:1) Liberdade de Cristo

v. 1 Firmemo-nos, portanto, na liberdade com que Cristo nos libertou; não nos submetamos outra vez ao jugo da escravidão.

Paulo acreditava que, embora os gálatas, por decisão recente, tivessem abraçado o falso evangelho (Gl 1:6-7) de ser justificado pela “prática da Lei” (Gl 2:16), eles ainda podiam permanecer firmes e rejeitar essa visão.


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Paulo queria que eles considerassem: “na liberdade com que Cristo nos libertou; não nos submetamos outra vez ao jugo da escravidão”.

(Gálatas 5:2-3) Toda a lei

v. 2 Eis que eu, Paulo, vos declaro, que se vós vos circuncidardes, de nada vos servirá Cristo.

v. 3 E testifico novamente, a todo homem que for circuncidado, ele está obrigado a observar toda a lei. 

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A questão principal era se os gálatas tinham adotado a perspectiva dos judaizantes de forma tão completa que agora, seguindo essa visão, se deixariam circuncidar.

Talvez tenha sido esse o dilema que moveu Paulo a ressaltar anteriormente que Tito, um gentio como os gálatas, não foi “obrigado a circuncidar-se” em Jerusalém, embora os judaizantes tenham feito pressão nesse sentido.

Paulo lembrou aos gálatas que aqueles que se deixarem circuncidar estão obrigados a cumprir toda a Lei.


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(Gálatas 5:4) Decaídos da graça

v. 4 Cristo torna-se sem efeito para vós que procurais a justificação pela lei; vós decaístes da graça.

Procurar ser justificado pela lei era o oposto de ser justificado pela graça de Deus por meio da fé em Cristo. Nos libertou (Gr. katargéo) significa “ser cortado”.

Ao se deixarem circuncidar, buscando justificação diante de Deus pela lei, os gálatas estariam se separando de Cristo.

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Nesse contexto, decaístes da graça se refere a abandonar, ou perder, a perspectiva da salvação pela graça por meio da fé.

(Gálatas 5:5-6) Esperança em Cristo

v. 5 Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça pela fé.

v. 6 Porque, em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão valem alguma coisa, mas a fé que opera pelo amor.


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Paulo afirma que a esperança por uma justiça permanente diante de Deus nos é dada através de uma vida de fé no poder do Espírito Santo.

(Gálatas 5:7-10) O fermento na massa

v. 7 Corríeis bem; quem, pois, vos impediu para que não obedecêsseis à verdade?
v. 8 Esta persuasão não vem daquele que vos chama.
v. 9 Um pouco de fermento leveda toda a massa.

v. 10 Tenho confiança em vós, por meio do Senhor, que de maneira alguma mudareis de opinião; mas aquele que vos perturbar será julgado por isto, seja quem for.

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Os gálatas tinham começado correr bem a carreira da vida cristã, mas os mestres judeus os impediram de continuar.

A implicação da declaração proverbial, um pouco de fermento leveda toda a massa, é que, embora o ensino dos judaizantes fosse aceito inicialmente por apenas algumas igrejas da Galácia, ele logo se espalharia.

(Gálatas 5:11-12) Paulo é perseguido por causa da circuncisão

v. 11 E eu, irmãos, se ainda prego a circuncisão, por que, então, ainda sofro perseguição? Assim, a ofensa da cruz teria cessado.
v. 12 Bom seria que fossem cortados, aqueles que vos perturbam.

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Parece que um rumor difundido pelos lideres judeus afirmava que Paulo ainda pregava a circuncisão em determinadas circunstâncias, evidentemente uma compreensão errônea de atos de Paulo que visavam torná-lo “tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns” (1Co 9:22).

Foi nesse espírito que Paulo circuncidou Timóteo (At 16:3). Mas Timóteo foi circuncidado para tornar-se um judeu no sentido étnico, para que pudesse ministrar a judeus.

Isso não tinha nada a ver com tornar-se um cristão. Aqueles que vos perturbam eram os mestres judeus que enfatizavam a circuncisão.


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(Gálatas 5:13-14) Não useis a liberdade para o pecado

v. 13 Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Apenas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, mas para servir uns aos outros em amor.
v. 14 Porque toda a lei é cumprida em uma só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

Paulo expressou preocupação com o oposto de escravidão na área do comportamento: a licenciosidade (ocasião à carne; ver nota nos v. 19-21).

Ele também expandiu sua referência inicial ao amor (ver nota nos v. 5-6). Embora fosse insensatez deixar-se “submeter novamente a um jugo de escravidão” (v. 1) tentando cumprir a lei, é correto servir a outros cristãos “mediante o amor”. Paulo afirma que amar o próximo como a ti mesmo cumpre toda a lei.

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(Gálatas 5:15) As obras da carne os destruirão

v. 15 Mas se vos mordeis e vos devorais uns aos outros, vede que não acabeis por vos destruirdes uns aos outros.

A expressão se vos mordeis e vos devorais uns aos outros provavelmente olha atrás para “ocasião à vontade da carne” (v. 13) e olha adiante para partes da lista das ‘obras da carne” (v. 19-21).

Paulo, aparentemente, ouviu que havia graves dissensões nas igrejas da Galácia. Ele os adverte dizendo que esse tipo de atitude e de comportamento os destruiria (Gr. analisko; “consumir, devorar”).


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(Gálatas 5:16-18) Andeis no Espírito

v. 16 Isto vos digo: Andeis no Espírito, e não satisfareis os desejos da carne.
v. 17 Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e os do Espírito contra os da carne, pois opõem-se um ao outro, a fim de que não consigais fazer o que quereis.
v. 18 Porém, se deixardes que o Espírito vos guie, já não estais sob a lei.

Os cristãos da Galácia viviam em inimizade espiritual. Essa luta continuada de fortes desejos (Gr. epithumiq; “anseio”, desejo”) é a razão pela qual se faz necessário viver conscientemente pelo Espírito na fé (v. 5).

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Esse era o único modo para não satisfazer os desejos da carne. A evidência de ser guiado pelo Espírito é “o fruto do Espírito” (v. 22-23).

(Gálatas 5:19-21) Paulo lista as obras da carne

v. 19 Ora, as obras da carne são manifestas e aqui estão: Adultério, fornicação, impureza, lascívia,
v. 20 idolatria, feitiçaria, ódio, discórdia, rivalidade, ira, porfia, rebeliões, heresias,

v. 21 invejas, homicídios, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. A respeito dessas coisas vos falo, como já vos falei outrora, que os que praticam tais coisas não hão de herdar o reino de Deus.

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A “carne” é comumente entendida como a natureza pecaminosa do ser humano, a qual continua mesmo após a pessoa tornar-se cristã.

Alguns intérpretes entendem que se trata do ser humano em seu estado não-salvo com seus pensamentos e padrões comportamentais pecaminosos continuando após a conversão.

Quando o desejo da carne predomina, as obras da carne são manifestas (Gr. phonerós; “evidente, visível”). Algumas dessas obras são pecados indecentes, entretanto, muitas são vistas normalmente como um comportamento “aceitável”.

O ponto de Paulo é que esse tipo de comportamento como um padrão de vida (praticam) é suficiente para fazer com que uma pessoa não herde o reino de Deus (ver a lista em 1Co 6:9-10).

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Desse modo, um legalista não pode ser justificado pelas “obras da Lei” e uma pessoa licenciosa está excluída do reino de Deus pela obras da carne.

(Gálatas 5:22-23) O fruto do Espírito

v. 22 Mas o fruto do Espírito é: Amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fé,
v. 23 brandura, temperança; contra essas coisas não há lei.

A ilustração do fruto faz lembrar a videira e os ramos que produzem fruto (Jo 15:1-5). A menção do amor em primeiro lugar na lista recorda v. 6.

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Esse comportamento amoroso é resultado do poder do Espírito Santo mediante a fé. A temperança (Gr. egkroteig; “refreamento de paixões e desejos”) é colocado por último na lista para ênfase, porque todas as obras da carne refletem uma falta de domínio próprio.

Não há necessidade de lei proibitiva quando a vida das pessoas exibe amor e temperança.

(Gálatas 5:24-26) Se vivemos pelo Espírito, andemos pelo Espírito

v. 24 Pois aqueles que são de Cristo já crucificaram a carne com as paixões e concupiscências.

v. 25 Se vivemos pelo Espírito, andemos também no Espírito.

v. 26 Não sejamos ávidos da vanglória, provocando uns aos outros, invejando uns aos outros.

Os cristãos pertencem a Cristo Jesus e foram crucificados com Ele juntamente com as suas paixões e concupiscências.

Essa crucificação é seguida por uma vida ressurreta, pelo Espírito (2Co 5:17) o modo lógico de viver é seguir o Espírito e não ceder às paixões e desejos da carne.

Conclusão

Concluindo, o apóstolo sente que a igreja da Galácia ainda tinha brigas e divisões, assim como hoje, em nosso meio, na igreja atual.

Diante disso, ele demonstra sua preocupação e lhes diz que esse tipo de atitude iria destruir a unidade do corpo, e esse conselho ainda prevalece sobre nós.

Ele acaba nos ensinando que esse comportamento tem origem nos pecados da carne e os lista, deixando claro quais são e que devemos abandoná-los.

Do mesmo modo, ele pontua o fruto do Espírito, algo singular mas com um desenvolvimento, um a um, como se fossem gomos do mesmo fruto.

Que assim seja em nossa vida, um processo, um desenvolvimento, um passo atrás do outro, indo para longe das obras da carne e buscando desenvolver o fruto do Espírito, um gomo de cada vez.

Gálatas 5 estudo.

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Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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