Josué 24 Estudo: Fidelidade ao Senhor

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Em Josué 24, veremos que Josué se reúne, em Siquém, com os principais de Israel, os quais se apresentaram diante de Deus. Ele, então, relembra o povo de toda sua trajetória, até ali, desde Tera, pai de Abraão, até a conquista de Canaã.

Josué orienta que Israel temesse ao Senhor e se apartasse dos deuses de seus pais e dos deuses do Egito, vindo a adorar somente ao Senhor. O povo renova sua aliança de fidelidade a Deus.

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Josué, então, erige uma pedra, a qual seria por testemunha daquele novo pacto. Por fim, Josué falece, aos cento e dez anos e é sepultado nas terras de sua herança. Após, falece, também, Eleazar, o qual é sepultado em Gibeá.

Contexto histórico

Israel e as demais nações, a seu redor, se encontravam em repouso, há muito tempo e Josué já se encontrava avançado em dias.



Então, Ele orienta que os israelitas pelejassem contra as nações que, ainda, não haviam sido desapossadas, vez que o Senhor estaria com eles e as entregariam em suas mãos.

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Por fim, ele chama atenção deles a obediência, vez que, se assim não procedessem e, se se aliançassem com as nações estrangeiras, sofreriam a ira de Deus. Acompanhe a seguir o estudo de todos os versículos de Josué 24.

(Josué 24:1) O discurso de Josué

v. 1 E Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém, e convocou os anciãos de Israel, e os seus cabeças, e os seus juízes, e os seus oficiais; e eles se apresentaram diante de Deus.

Neste capítulo final do livro, Josué celebrou com Israel uma cerimônia de renovação do pacto. Josué reuniu todas as tribos e seus líderes para comparecerem diante de Deus em Siquém, assim como ele tinha feito no monte Ebal, próximo a Siquém, em Js 8:30-35.

(Josué 24:2) A trajetória de Israel

v. 2 E Josué disse a todo o povo: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Em tempos antigos, os vossos pais habitaram no outro lado do rio, a saber, Terá, o pai de Abraão, e pai de Naor; e eles serviam a outros deuses.

A resenha de Josué começou introduzindo o Deus soberano que era SENHOR sobre Israel e, assim, capaz de estabelecer um pacto com eles.

(Josué 24:3) A lembrança da promessa

v. 3 E eu tomei o vosso pai Abraão do outro lado do rio, e o guiei através de toda a terra de Canaã, e multipliquei a sua semente, e lhe dei Isaque.

Esta é a seção da recapitulação histórica do pacto. Seu propósito é demonstrar os atos de Deus de proteção e libertação para com Israel no passado e motivar Israel a permanecer fiel a Deus no presente.


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Terá, o pai de Abraão, que viveu no outro lado do rio (Eufrates) em Ur e Harã (Gn 11:26-32). Naor, filho de Terá, também viveu em Ur.

Em Gênesis, não se menciona que eles adoraram outros deuses, no entanto, a arqueologia mostra que isso era comum ali. A história introduz o modo pelo qual Deus libertou Abraão da terra de muitos deuses e o trouxe a Canaã.

(Josué 24:4) Jacó

v. 4 E eu dei a Isaque, Jacó e Esaú, e dei a Esaú o monte Seir, para que o possuísse; porém Jacó e os seus filhos desceram ao Egito.

Já na geração de Jacó e Esaú, Deus estava concedendo terras a pessoas. Assim Ele deu Seir ou Edom a Esaú. Visto que ainda não era época de Jacó receber sua herança, ele desceu para o Egito, longe da terra que haveria de ser sua (Gn 46:6).

(Josué 24:5) A retirada do Egito

v. 5 Eu também enviei Moisés e Arão, e afligi o Egito, segundo aquilo que fiz no meio deles; e depois vos tirei de lá.

Como Deus tinha tirado Abraão de uma terra pagã (v. 3), assim Ele tirou a nação de Israel do Egito por intermédio de Moisés e Arão e das pragas.

(Josué 24:6-7) O êxodo

v. 6 E retirei os vossos pais do Egito, e vós viestes até o mar; e os egípcios perseguiram os vossos pais com carruagens e cavaleiros até o mar Vermelho.


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v. 7 E, quando eles clamaram ao SENHOR, ele colocou escuridão entre vós e os egípcios, e trouxe o mar sobre eles, e os cobriu; e os vossos olhos viram o que eu fiz no Egito; e habitastes no deserto por um longo tempo.

O êxodo foi outro milagre de Deus pelo qual Ele protegeu o Seu povo. Embora se observe que os israelitas habitavam no deserto por um longo tempo, nenhuma menção se faz do pecado deles.

O propósito desta história não era repetir os fracassos de Israel mas ressaltar os êxitos de Deus na preservação da nação a fim de encorajá-los a adorá-Lo.

(Josué 24:8) A vitória sobre os amorreus

v. 8 E eu vos trouxe à terra dos amorreus, os quais habitavam no outro lado do Jordão; e eles lutaram convosco, e eu lhes entreguei na vossa mão, para que pudésseis possuir a terra; e eu os destruí diante de vós.

 As vitórias na Transjordânia contra os amorreus continuam o tema da poderosa libertação de Deus.

(Josué 24:9-10) Balaão

v. 9 Depois, Balaque, o filho de Zipor, rei de Moabe, levantou-se e guerreou contra Israel, e mandou chamar a Balaão, o filho de Beor, para vos amaldiçoar;

v. 10 porém eu não atentei a Balaão; portanto, ele ainda vos abençoou; assim, eu vos livrei da sua mão.

 Balaão foi mencionado em Js 13:22 como um adivinho. Aqui, sua contratação por Balaque, o filho de Zipor, rei de Moabe para amaldiçoar Israel, foi apenas outra oportunidade para Deus libertar o Seu povo.

(Josué 24:20) A advertência

v. 20 Se abandonardes o SENHOR, e servirdes a deuses estranhos, então ele se virará e vos ferirá, e vos consumirá, depois daquilo que tem vos feito de bom.

Se o povo agora escolher a Deus e mais tarde mudar de ideia, Deus os consumirá, assim como eles fizeram aos seus inimigos nas terras em que agora habitavam (Js 2:10).Esta advertência é o mais próximo que o capítulo 24 chega de pronunciar maldições.

Para um vassalo que se sujeitou às obrigações de um tratado e mais tarde o violou, sua atitude era considerada uma traição digna de morte. Aqui, o caso é o mesmo para Israel.

(Josué 24:23) Deuses estranhos

v. 23 Agora, portanto, colocai de lado, disse ele, os deuses estranhos que estão no meio de vós, e inclinai o vosso coração ao SENHOR Deus de Israel.

Josué ordenou aos israelitas: colocai de lado… os deuses estranhos que estão no meio de vós. O povo fez suas promessas, mas o relato não indica se os israelitas se despojaram de seus deuses, diferentemente de seu ante  passado Jacó.

Ele enterrou os deuses em sua propriedade em Siquém, a mesma localidade na qual os seus descendentes agora se encontravam (Gn 35:2-4).

(Josué 24:26-27) Josué erige uma pedra

v. 26 E Josué escreveu estas palavras no livro da lei de Deus, e tomou uma grande pedra, e a ergueu ali debaixo de um carvalho que estava junto ao santuário do SENHOR.

v. 27 E Josué disse a todo o povo: Eis que esta pedra será uma testemunha para nós, pois ela ouviu todas as palavras do SENHOR, as quais ele nos falou; portanto ela será uma testemunha para vós, para que não negueis o vosso Deus.

Josué declarou que este pacto seria escrito no livro da lei de Deus. Isto sugere que o pacto foi preservado no lugar mais sagrado e santo possível. Ele jamais seria  mudado.

A pedra que Josué ergueu, como aquelas na travessia do Jordão (Js 4:1-7), permaneceria como testemunha para as futuras gerações de todas as pessoas que nesse lugar concordavam.

Israel poderia ser tentado a mudar, mas a pedra permaneceria sempre como lembrança à nação de seu compromisso com o único Deus verdadeiro.

(Josué 24:29-30) A morte de Josué

v. 29 E, sucedeu que, depois destas coisas, faleceu Josué, o filho de Num, o servo do SENHOR, tendo cento e dez anos de idade.

v. 30 E o sepultaram no limite da sua herança em Timnate-Sera, que está no monte Efraim, no lado norte do outeiro de Gaás.

Estes versículos são idênticos a Jz 2:9-10, onde a narrativa dos juízes começa como continuação à de Josué e sua geração. Josué é aqui chamado de servo do SENHOR.

Como Moisés, que recebeu este nome somente por ocasião de sua morte, a honra de Josué de recebê-lo indica uma vida de fidelidade (Dt 34:5).

A idade de José ao morrer foi também de 110 anos (Gn 50:22), o que também sugere uma vida de fidelidade.

Como José preservou Israel num tempo de fome, assim também Josué o preservou em meio ao desafio da conquista da terra. Para a herança de Josué e seu local de sepultamento, ver nota em Js 19:49-51.

(Josué 24:31) A obediência de Israel nos dias de Josué

v. 31 E Israel serviu ao SENHOR todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que viveram além de Josué, e que haviam conhecido todas as obras do SENHOR, as quais ele tinha feito por Israel.

Apesar de alguma incerteza a respeito do grau de seu compromisso (v. 23), Israel permaneceu fiel a Deus durante todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que tinham experimentado os milagres e a direção de Deus. A geração seguinte seria diferente como Jz 2:10-13 o atesta.

(Josué 24:32) Os ossos de José

v. 32 E os ossos de José, os quais os filhos de Israel trouxeram do Egito, eles sepultaram em Siquém, em um pedaço de terra que Jacó adquiriu dos filhos de Hamor, o pai de Siquém, por cem peças de prata; e ele se tornou herança dos filhos de José.

A menção de José, já sugerido na idade de Josué ao morrer aos 110 anos (v. 29), é aqui associada aos seus ossos (Gn 50:24-26) e à compra do local de sepultamento (Gn 33:18-20). Isto liga a geração que deixou a terra prometida àquela que retornou e ali se estabeleceu.

(Josué 24:33) A morte de Eleazar

v. 33 E faleceu Eleazar, o filho de Arão; e o sepultaram em um outeiro que pertencia a Fineias, o seu filho, o qual lhe foi dado no monte Efraim.

Tanto Eleazar, filho de Arão como Fineias, o seu filho tinham ajudado na divisão da terra (Js 14:1). Eleazar representava a liderança religiosa do sacerdócio. Ele era da geração de Josué.

Fineias representava a geração seguinte (ele apareceria em seguida em Jz 20:28 em um contexto muito diferente).

Diferentemente de Josué, cuja família não é mencionada e que não teve sucessor na liderança, a linha sacerdotal haveria de continuar. Ela permaneceria como testemunho de Deus para o Seu povo, os israelitas.

5 principais lições que aprendemos no estudo de Josué 24

  1. Escolha entre Deus e os Ídolos: Josué convoca o povo de Israel a decidir entre servir a Deus ou aos ídolos, destacando a importância da lealdade e devoção exclusiva a Deus em nossas vidas.
  2. Memória da Provisão de Deus: O capítulo recorda a fidelidade de Deus ao longo da história de Israel, desde a promessa feita a Abraão até a libertação da escravidão no Egito. Isso nos lembra de lembrar e valorizar as bênçãos e provisões de Deus em nossas vidas.
  3. Responsabilidade da Escolha: Josué enfatiza a responsabilidade do povo de Israel em escolher obedecer a Deus, advertindo sobre as consequências da desobediência. Isso nos desafia a reconhecer nossa própria responsabilidade em fazer escolhas que honrem a Deus em nossa vida diária.
  4. Compromisso com a Aliança: O povo de Israel renova sua aliança com Deus, comprometendo-se a servi-lo fielmente. Isso nos lembra da importância de renovar continuamente nosso compromisso com Deus e sua vontade para nossas vidas.
  5. Testemunho Diante das Nações: Ao se comprometerem com Deus, Israel se torna um testemunho para as nações ao seu redor. Isso nos desafia a viver vidas que glorificam a Deus diante do mundo, a fim de atrair outros para o conhecimento de Deus e sua graça.

Conclusão

Neste momento, vemos Josué relembrando os israelitas de toda sua trajetória. Ele traz a memória que seus antepassados adoravam a deuses estranhos, mencionando Tera, pai de Abraão, o qual habitou dalém do Eufrates. Com mão poderosa e misericordiosa, Deus, então, elege Abraão para dar início a Seu plano redentor.

Após, vemos Josué conclamando o povo a renovar sua aliança com Deus, os advertindo a lançarem fora os falsos deuses, aos quais serviam os pais deles.

Ele ainda os chama a escolher a quem servir, naquele momento, sendo que Israel faz o compromisso de servir ao Senhor.

Neste momento, chama atenção que, mesmo um povo eleito, pelo próprio Deus, para ser bem-aventurado, para ser propriedade exclusiva, é chamado a escolher.

Fica claro que o Criador não tem a intenção de obrigar ninguém, mesmo seus eleitos, a o servirem. Esse ato deve ser uma livre disposição do coração. Contudo, Ele os adverte que, a escolha por Ele está atrelada a obediência.

As escrituras ensinam que o Senhor não divide Sua glória com falsos deuses (Isaias 42:8). No novo testamento, vemos que Jesus, ao falar sobre o amor ao dinheiro, como se um deus fosse, ele ensina que é impossível adorar a dois senhores, vez que, certamente, se amará a um mais que ao outro (Mateus 6:24).

Nota-se que ele usa o termo “impossível”, para tratar sobre o assunto. Portanto, se alguém pensa estar servindo a Deus, enquanto ama outro “senhor”, está se engando.

Importante observar que, o falso senhor, tratado, aqui, não se trata de imagens de escultura, mas de dinheiro, ou seja, daquilo em que colocamos nossa confiança, daquilo que nos governa.

Josué 24 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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