João 4 Estudo: A Fonte de Água Viva

O João 4 estudo apresenta uma das conversas mais conhecidas e impactantes de todo o  evangelho, na qual o Mestre conversa com uma mulher samaritana.

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De maneira intencional, Jesus foi para um poço localizado na cidade de Samaria e pediu a uma mulher – que se aproximou dele com o intuito de tirar água do poço – que lhe desse um pouco para beber.

A reação dela foi de grande espanto, porque os Judeus e os samaritanos eram inimigos declarados e uma conversa amigável entre eles seria algo improvável.

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No entanto, Jesus rapidamente direciona o foco do diálogo para um tipo água capaz de saciar a sede de alguém de modo permanente.

Depois de mais algumas citações de ambos, a da mulher foi despertada e Jesus revelou quem ele era de fato.

O resultado? Toda cidade de Samaria foi evangelizada pela mulher e grandes lições foram deixadas para nós.

Além disso, o segundo sinal milagroso feito pelo nosso Senhor também é relatado neste capítulo, isto é, a cura do filho de um nobre, o que validou a autoridade de Jesus em relação às enfermidades. Acompanhe!

João 4 estudo: Contexto histórico

O contexto de João 4 se dá ainda na parte inicial do ministério de Jesus.

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Para sair do radar dos fariseus, Jesus saiu da Judéia e foi em direção a Galiléia, porém, ele precisava ir para Samaria e conversar com uma pessoa para mudar não só o rumo da história dela, mas de toda àquela cidade.

O objetivo principal dessa abordagem era espalhar a mensagem do evangelho do Reino para outros lugares.

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Por isso, ao chegar na galiléia, o Mestre também operou mais um sinal e reforçou o ato feito outrora – o milagre da água transformada em vinho.

(João 4:1) Fariseus

v. 1 Portanto, quando o Criador soube que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João,

Os fariseus tinham investigado as credenciais de João Batista (Jo 1:19), agora eles buscavam as de Jesus.

(João 4:2) Declaração

v. 2 (embora o próprio Jesus não tenha batizado, mas os seus discípulos),

O evangelista João, autor deste Evangelho, esclarece aqui a declaração anterior em (Jo 3:26).

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(João 4:3) Jesus saindo da Judeia para Galileia

v. 3 ele deixou a Judeia, e partiu novamente para a Galileia.


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Sobre Jesus saindo da Judeia para a Galileia, ver nota em (Jo 3:22).

(João 4:4) Samaria

v. 4 E era-lhe necessário passar por Samaria.

Era-lhe necessário passar pode indicar que o itinerário de Jesus estava fixado pelo plano soberano de Deus (Jo 9:4), (Jo 10:16), (Jo 12:34), (Jo 20:9).

Por Samaria era a rota mais direta da Judeia para a Galileia, no entanto, judeus rigorosos, querendo evitar impureza, contornavam Samaria, fazendo uma rota mais longa.

Isso envolvia cruzar o rio Jordão e viajar em frente de Samaria na margem oriental do rio.

(João 4:5) Jesus chega a Sicar

v. 5 Então ele chega a uma cidade de Samaria, que é chamada Sicar, perto das terras que Jacó deu a seu filho José.

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Sicar ficava localizada a leste dos montes Gerizim e Ebal.

A referência ás terras que Jacó deu a seu filho José reflete a habitual inferência a partir de (Gn 48:21-22) e (Js 24:32), de que Jacó deu ao seu filho José a terra em Siquém, a qual comprara dos filhos de Hamor (Gn 33:18-19) e que mais tarde, serviram de local para o sepultamento de José (Êx 13:13), (Js 24:32).

(João 4:6) Jesus se assenta ao poço de Jacó

v. 6 Ora, o poço de Jacó estava ali. Jesus, pois, cansado da sua viagem, assentou-se assim junto do poço, e era cerca da hora sexta.

Jesus estava cansado da sua viagem. Isso revela Sua humanidade genuína e completa.


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(João 4:7-8) Mulher de Samaria

v. 7 Então veio uma mulher de Samaria para tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.

v. 8 (Pois seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimento).

Jesus e Seus discípulos comumente levavam pouco ou quase nada para comer em suas viagens. Em vez disso, eles levavam dinheiro para comprar mantimentos ao longo do caminho (Jo 12:6), (Jo 13:29).

Comprar comida era uma atribuição comum dada a discípulos. Jesus não temia ser contaminado por alimento comprado em uma vila samaritana.

(João 4:9) Mulher Samaritana fala a Jesus

v. 9 Então, disse-lhe a mulher samaritana: Como é que tu, sendo um judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher de Samaria? Porque os judeus não se relacionam com os samaritanos.

O comentário do autor de que os judeus não se relacionam com os samaritanos explicava para os seus leitores da diáspora que os rabinos consideravam os samaritanos como estando em um contínuo estado de impureza.

(João 4:10) Jesus lhe responde

v. 10 Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.

As referências a Jesus como o doador de água viva envolve um duplo sentido (ver nota em Jo 3:3-8 e Jo 3:14). Literalmente, a expressão se refere a água fresca da fonte (Gn 26:19), (Lv 14:6).

Deus era conhecido como a fonte da vida (Gn 1:11-12), (Jo 2:7), e “a fonte de água viva” (Jr 2:13), (Is 12:3).

Em (Nm 20:8-11), a água jorrou da rocha, uma provisão muito necessária para os israelitas.


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(João 4:11) Poço de Jacó

v. 11 Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?

O poço de Jacó pode ter sido o mais fundo na Palestina. Atualmente, ele tem mais de 30 metros de profundidade e, provavelmente, era mais profundo nos dias de Jesus.

(João 4:12-13) Relato tradicional da mulher

v. 12 És tu maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e os seus filhos, e o seu gado?

v. 13 Jesus respondeu e disse-lhe: Qualquer que beber desta água terá sede novamente; 

O relato da mulher, de que Jacó deu o poço as samaritanos e que ele mesmo bebeu dele baseava-se em certa tradição e não se fundamentava na Escritura.

O livro de Gênesis não registra Jacó cavando um poço, bebendo dele e dando-o a seus filhos.

(João 4:14) Água

v. 14 mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, mas a água que eu lhe der, se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna.

A expressão se fará nele uma fonte de água a jorrar faz lembrar (Is 12:3), (Is 44:3), (Jo 55:1-3).

(João 4:15-17) Jesus sabia toda a verdade

v. 15 Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha sede e não venha aqui tirá-la.

v. 16 Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá.

v. 17 A mulher respondeu e disse: Eu não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Tu disseste bem: Eu não tenho marido;

Embora tecnicamente verdadeira, a declaração da mulher era potencialmente enganosa, uma vez que podia ser entendida como se ela fosse uma mulher separada e sem relação com homem algum. Jesus sabia toda a verdade.

(João 4:18) Relacionamento ilícito

v. 18 porque tu tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade.

A mulher havia tido cinco maridos-ou cinco “homens” tendo se envolvido em uma série de relacionamentos ilícitos, e também não era casada com o seu amante e atual.

Relações sexuais fora do casamento são proibidas nos dois Testamentos.

(João 4:19) A mulher se surpreende

v. 19 Disse-lhe a mulher: Senhor, Eu vejo que tu és um profeta.

A mulher percebeu que Jesus sabia das circunstâncias de sua vida, aparentemente, sem que alguém lhe contasse por essa razão, devia ser profeta (Lc 7:39).

(João 4:20-23) Obediência ao pacto

v. 20 Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde o homem deve adorar.

v. 21 Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.

v. 22 Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação é dos judeus.

v. 23 Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais para adorá-lo.

Os pais que adoraram neste monte é uma referência ao monte Gerizim (Dt 11:29), (Jo 27:12), cenário no antigo testamento do pronunciamento das bênçãos decorrentes da obediência ao pacto, e monte no qual Moisés ordenou a construção de um altar (Dt 27:4-6).

Além de Abraão (Gn 12:7) e Jacó (Gn 33:20), que construíram também altares nessa região.

(João 4:24) Adoração verdadeira

v. 24 Deus é um Espírito, e os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade.

Porque Deus é um Espírito, os israelitas não deviam fazer ídolos, ou seja, “nenhuma imagem de qualquer coisa”, como faziam as nações vizinhas (Êx 20:4).

O que Jesus queria salientar era que, uma vez que o Senhor é Espírito, a adoração apropriada de Sua pessoa é também uma questão de espírito e não de localização física.

(João 4:25) “Cristo”

v. 25 A mulher disse-lhe: Eu sei que vem o Messias, que se chama o Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas.

Sobre Cristo como um título de Jesus, ver nota em (Jo 1:38).

(João 4:26-27) Surpresa dos discípulos de Jesus

v. 26 Jesus disse-lhe: Eu o sou, o que fala contigo.

v. 27 E nisto vieram os seus discípulos e maravilharam-se de que ele estivesse falando com a mulher; todavia, nenhum homem lhe disse: O que tu procuras? Ou: Por que tu falas com ela?

A surpresa dos discípulos ao verem Jesus falando com a mulher procedia do ensino comum judaico de que conversar demais com alguém do sexo feminino, até mesmo com a própria esposa, era uma perda de tempo, distraindo a atenção da pessoa do estudo da Escritura e da meditação em Deus.

(João 4:28) Cântaro

v. 28 A mulher então, deixou o seu cântaro, e foi no caminho da cidade, e disse aos homens:

Provavelmente, o cântaro da mulher era um jarro de barro levado sobre o ombro ou quadril.

Ela abandonou o propósito original com o qual veio ao poço, e saiu para contar ao povo de sua cidade a respeito de Jesus.

(João 4:29) Não é este o Cristo?

v. 29  Vinde, vede um homem que me disse todas as coisas que eu tenho feito; não é este o Cristo?

Que me disse todas as coisas que eu tenho feito era um exagero-mas compreensível á luz de seu deslumbramento. Ver nota no versículo 39.

(João 4:30-31) Estado de espírito de Jesus

v. 30 Então, eles saíram da cidade e foram até ele.

v. 31 Enquanto isso os seus discípulos lhe suplicavam, dizendo: Mestre, come.

Mestre, come reflete o cuidado habitual dos discípulos com o bem-estar de seu Mestre.

Jesus tinha ficado exausto por causa da viagem que fizera antes de conversar com a mulher samaritana ( ver nota no v. 6). Ele ainda não havia comido nada.

(João 4:32-34) Suprimento da missão de Jesus

v. 32 Mas ele lhes disse: Eu tenho um alimento para comer, que vós não conheceis.

v. 33 Portanto, os discípulos diziam uns aos outros: Acaso algum homem lhe trouxe algo de comer?

v. 34 Jesus disse-lhes: O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra.

Para Jesus, o cumprimento de Sua missão era mais importante do que a comida física (Mt 6:25), (Mc 3:20-21). Sua declaração pode refletir (Dt 8:3), (Mt 4:4), (Lc 4:4). Sobre a obra de Jesus, ver nota em (Jo 17:4).

(João 4:35) Colheita

v. 35 Não dizeis vós: Ainda há quatro meses, e então virá a colheita? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede os campos, porque eles já estão brancos para a colheita.

Na agricultura, há sempre um considerável espaço de tempo entre a semeadura e a colheita.

Os discípulos precisavam compreender que, com a vinda de Jesus, a semeadura (pregação) e a colheita (conversões) coincidiam.

A referência imediata pode ser aos samaritanos que se aproximam (v. 39-42).

(João 4:36) Ditado

v. 36 E o que ceifa recebe salário, e ajunta fruto para a vida eterna; para que o que semeia e o que ceifa possam juntamente se regozijar.

Esse ditado faz lembrar (Am 9:13), que descreve a prosperidade da nova era. Assim, Jesus reivindicou que Ele estava introduzindo a era messiânica, um tempo de colheita rápida e abundante.

(João 4:37) Semeadura

v. 37 Porque nisto é verdadeiro o ditado: Um é o que semeia, e outro, o que ceifa.

Esse ditado pode aludir a (Mq 6:15). “Tu semearás, mais não colherás”. todavia, a adaptação de Jesus não menciona o julgamento.

Os outros que tinham trabalhado foram Jesus e os Seus antecessores, mais recentemente, João Batista, o profeta final associado á era do AT.

Os seguidores de Jesus eram os beneficiados do trabalho deles e iriam realizar a colheita.

(João 4:38-39) Referência a Sicar

v. 38 Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros homens trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.

v. 39 E muitos samaritanos daquela cidade creram nele, por causa da palavra da mulher, que testificou: Ele me disse tudo que eu tenho feito. 

Daquela cidade se refere a Sicar (ver nota no v. 5).

Embora as pessoas naturalmente desconfiassem de pronunciamentos religiosos feitos por uma mulher imoral como essa samaritana, a sinceridade dela (e talvez uma mudança perceptível em sua moralidade) convenceu o povo da cidade a considerar seriamente o que ela lhes falava acerca de Jesus.

(João 4:40) Jesus fica dois disa com os samaritanos

v. 40 Assim então os samaritanos foram até ele, e pediram-lhe que ficasse com eles; e ele ficou ali dois dias.

É óbvio que Jesus não partilhava do preconceito judico contra os samaritanos, pois Ele ficou dois dias com eles (ver notas nos v. 4 e 9).

(João 4:41-42) O Salvador

v. 41 E muitos mais creram por causa da sua própria palavra; 

v. 42 e diziam à mulher: Já não é pelo que disseste que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo.

Como outros haviam feito (Jo 1:40), a mulher trouxe pessoas a Jesus para que elas pudessem ver por si mesmas. Finalmente, foi com base em um encontro pessoal com Jesus que elas creram.

Sua grande colheita entre os samaritanos assinalou, pela primeira vez, o alcance universal da missão redentora de Jesus (Jo 10:16), (Jo 11:51-52).

A igreja primitiva também empreendeu uma missão samaritana (At 8:4-25), (At 1:8).

Na verdade, o padrão da missão de Jesus na Judeia (Nicodemos, Jo 3), em Samaria (Jo 4) e aos gentios (v. 46-54), (Jo 12:20-33) antecipou a missão da igreja primitiva após o Pentecoste (At 1:8).

Sobre João 4:43-54

A cura do filho de um oficial do rei completa o “ciclo de Caná” no Evangelho de João, que vai de (Jo 2:1 a Jo 4:54), começando e terminando com um “sinal” realizado por Jesus em Caná da Galileia (Jo 2:11), (Jo 4:54), ver nota em (Jo 2:11).

O presente sinal é um raro exemplo de cura a longa distância realizada por Jesus. A narrativa se assemelha á do centurião gentio em (Mt 8:5-13), mas esse não é o mesmo relato.

Todos os três sinais realizados no ciclo de Caná (a transformação de água em vinho, a purificação do templo e a cura do filho do oficial do rei) revelam Jesus como o Messias, que deu provas convincentes de Sua comissão divina.

(João 4:43) Jesus partiu de Sicar e chegou á Galileia

v. 43 Ora, após os dois dias, ele partiu de lá, e foi para a Galileia.

Jesus partiu de Sicar e chegou á Galileia. De Sicar a Caná o percurso era de aproximadamente 64 quilômetros, uma viagem de dois ou três dias.

(João 4:44) Honra na própria terra

v. 44 Porque Jesus mesmo testificou que um profeta não tem honra na sua própria terra.

Sobre um profeta não ter honra na sua própria terra, comparar (Mt 13:57).

(João 4:45) Boas vindas dos galileus

v. 45 Então, quando ele chegou à Galileia, os galileus o receberam, porque viram todas as coisas que fizera em Jerusalém no dia da festa; porque também eles foram à festa.

As boas-vindas dos galileus a Jesus deve ser estendida á luz dos versículos 44 e 48 (Jo 2:23-25).

(João 4:46) Centurião gentio

v. 46 Assim Jesus veio novamente a Caná da Galileia, onde ele da água fizera vinho. E havia ali um nobre, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum.

O nobre era provavelmente um centurião gentio, possivelmente a serviço de Herodes Antipas (Mc 6:14). A enfermidade de seu filho envolvia febre (Jo 4:52) e parece ter sido terminal (v. 47,49).

(João 4:47) O nobre pede a Jesus que cure seu filho

v. 47 Ouvindo este que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi até ele e pediu-lhe para descer e curar o seu filho, porque ele já estava à morte.

A distância de Cafarnaum a Caná era de aproximadamente 24 quilômetros. A viagem era em grande parte montanha acima (ver nota em Jo 2:12). Por outro lado, de Caná Jesus desceria até Cafarnaum.

(João 4:48) Sinais e maravilhas

v. 48 Então, Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e maravilhas, não crereis.

A expressão sinais e maravilhas provavelmente remonta á série de milagres realizados por Moisés no êxodo.

Jesus repreendeu as pessoas por depender tanto dos milagres. Para João, os milagres eram “sinais” que apontavam para a identidade messiânica de Jesus (ver nota em Jo 2:11).

(João 4:49-50) Milagre de Jesus a distância

v. 49 O nobre disse-lhe: Senhor, desce, antes que meu filho morra.

v. 50 Disse-lhe Jesus: Vai pelo teu caminho, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e ele foi em seu caminho.

Esse é um raro exemplo de milagre a distância. Um relato similar encontra-se em (Mt 8:5-13).

As palavras o teu filho vive podem lembrar a declaração de Elias em (1 Rs 17:23). Se for esse o caso, a atividade messiânica de Jesus é comparada ao ministério de cura de Elias.

(João 4:51-54) Segundo milagre

v. 51 E, enquanto ele descia, saíram-lhe ao encontro os seus servos e lhe contaram dizendo: O teu filho vive.

v. 52 Perguntou-lhes, pois, a que hora ele começara a melhorar; e disseram-lhe: Ontem à sétima hora a febre o deixou.

v. 53 Assim o pai reconheceu que foi na mesma hora em que Jesus lhe dissera: O teu filho vive; e creu ele, e toda a sua casa.

v. 54 Este foi o segundo milagre que Jesus fez, quando ele ia da Judeia para a Galileia.

O segundo milagre se refere a sinais feitos em Caná (ver nota em Jo 2:11), no intervalo, Jesus realizou sinais em Jerusalém (Jo 2:23), (Jo 3:2), (Jo 4:45).

Dessa forma João encerra o ciclo do primeiro circuito do ministério de Jesus, começando e terminando em Caná da Galileia (ver nota nos v. 43-54).

Conclusão

Por fim, o João 4 estudo faz com que pensemos na forma como temos adorado o Senhor – tanto em palavras quanto em ações.

Geralmente, as pessoas não tratam Jesus como o centro de suas vidas, pelo contrário, elas fazem de tudo para não depender dele ou pior: preferem as águas finitas de um poço do que a fonte de águas vivas.

Quando na verdade, a graça do Senhor só vem de forma plana sobre nós se colocarmos o Salvador como prioridade na nossa vida.

A mulher samaritana e o nobre desejaram aquilo que Jesus tinha para eles, além de confiarem em quem ele era, assim, o Senhor atendeu suas necessidades e lhes deu uma nova perspectiva.

Do mesmo modo, esse anseio deve brotar no nosso coração para que alcancemos não só a bênção, mas principalmente o abençoador.

Ainda duvidamos muito, por isso, vivemos aquém do que deveríamos. Porém, reconhecer é o primeiro passo para recomeçar e mudar a maneira como adoramos ao Senhor.

João 4 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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