João 5 Estudo: Por meio de Jesus há vida

Neste capítulo de João 5 estudo é descrito dois eventos da execução do ministério de Jesus, são eles: a cura do paralítico no tanque de Betesda e o discurso do Mestre contra os Judeus.

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Ambos momentos trazem lições importantes sobre como Deus age nas nossas vidas e a respeito do nosso tratamento com o próximo.

Ao realizar o terceiro milagre relatado no evangelho de João, curando um homem paralítico há 38 anos, Jesus expressa sua compaixão àqueles que por vezes são marginalizados pelas pessoas.

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Como o próprio paralítico enfatiza, absolutamente ninguém o ajudava em sua tentativa de ser curado, o que talvez estava o deixando com cada vez menos esperança.

Contudo, o Mestre foi exatamente onde o homem estava e bastou uma palavra para que ele voltasse a andar.

Além disso, diante da indignação dos judeus por causa da cura, Jesus explica como o seu Pai, Deus, valida o seu ministério tanto em palavras quanto em ações.

Por meio da vida que há em Jesus podemos ser curados, transformados e principalmente salvos e ninguém pode impedi-lo de fazê-lo.


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João 5 estudo: Contexto histórico

O contexto de João 5 estudo se dá quando Jesus estava indo para um festival em Jerusalém em um dia de sábado.

Intencionalmente, o Mestre vai ao tanque de Betesda para curar o paralítico e ordena após o milagre que ele carregue seu próprio leito.

Desse modo, os Judeus ficaram indignados porque essa ação em um dia de sábado infligiu a lei de Moisés.

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Ao passo que, Jesus quebra alguns paradigmas da lei, além de explicar também qual é a sua relação com Deus, desencadeando a constante perseguição dos Judeus a ele, dali em diante.

(João 5:1) Festa dos judeus

v. 1 Depois disso, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém.

Depois disso marca a passagem de um intervalo indefinido de tempo.

Pode ter passado até um ano e meio desde a última festa registrada, a Páscoa, quando Jesus purificou o templo e se encontrou com Nicodemos.

A festa dos judeus, cujo nome não é mencionado, pode ter sido a festa das cabanas. Sobre Jesus subiu para Jerusalém, ver nota em João 2:13.

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(João 5:2) Betesda

v. 2 Ora, em Jerusalém, próximo ao mercado das ovelhas, há um tanque, que é chamado na língua hebraica Betesda, o qual tem cinco alpendres.

Betesda pode significar “casa de misericórdia”, um termo apropriado em razão da situação desesperada das pessoas que ali ficavam à espera de uma cura miraculosa; ver nota em Jo 1:13.

(João 5:3) Judaísmo oficial

v. 3 Nestes jazia grande multidão de pessoas enfermas, cegos, mancos e paralíticos, esperando o movimento da água.

É bem provável que o judaísmo oficial não aprovasse a superstição associada aos supostos poderes de cura do tanque de Betesda (ver nota no v. 7).

(João 5:5) O homem com enfermidade a 38 anos

v. 5 E ali estava um certo homem, que tinha uma enfermidade há trinta e oito anos.

É provável que enfermidade signifique aqui “paralisado” ou “coxo” (a palavra graga expressa “inválido”).

Não sabemos a idade do inválido ou quanto tempo estava ali, mas fazia trinta e oito anos que era aleijado, o que representava mais do que muitas pessoas viviam na antiguidade e quase o mesmo tempo das peregrinações de Israel no deserto (Dt 2:14).

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Sobre a propensão de João para escolher milagres “difíceis” e surpreendentes, ver nota em Jo 2:11. Para uma cura semelhante, ver Mt 9:1-8.

(João 5:6) Jesus fala com o enfermo

v. 6 E Jesus, vendo este deitado e sabendo que ele estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Tu queres ficar são?

Sabendo provavelmente indica conhecimento sobrenatural (ver notas em Jo 1:48 e Jo 4:19).

A conversa de Jesus com o homem pode ter sido ocasionada por seu pedido de esmola (ver At 3:1-5).


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(João 5:7) O homem informo lhe responde

v. 7 O homem enfermo respondeu-lhe: Senhor, eu não tenho homem algum que me coloque no tanque quando a água é agitada; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.

A superstição local atribuía a agitação da água alguma ação de um anjo.

(João 5:8-9) Milagre de Jesus

v. 8 Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda.

v. 9 E, imediatamente o homem ficou são, e tomou o seu leito, e andou; e aquele dia era o shabat.

Um leito (Gr. krabattos; diferente de “cama”, Gr klinarion, ex At 5:15) era o leito do pobre homem. Feito de palha, ele podia ser enrolado e carregado.

Não nos é dito que esse dia era shabat senão após a realização do milagre. Isso estabelece o contexto para as tensões com os judeus incrédulos.

(João 5:10) Judeus e o Shabat

v. 10 Então, os judeus disseram àquele que tinha sido curado: É dia do shabat, não te é lícito carregar teu leito.

Com uma demonstração mesquinha de legalismo religioso, os líderes judaicos censuraram o homem por carregar seu leito em dia de shabat.

Embora na verdade não violasse nenhuma regra bíblica relativa ao shabat, o homem estava transgredindo um código rabínico que proibia a condução de um objeto “de um domínio para outro”.

Por essa razão, Jesus foi acusado de incitar o homem a pecar.


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(João 5:14) Jesus reencontra o enfermo no templo

v. 14 Depois, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: Eis que tu já estás são; não peques mais, para que te não aconteça coisa pior.

Jesus encontrou novamente o homem no templo (ver nota em Jo 2:14), perto do local de sua cura.

As palavras de Jesus podem implicar que o sofrimento do homem fosse em razão de seu pecado, mas não sugere que todo sofrimento seja causado por algum pecado pessoal (ver nota em Jo 9:2).

Coisa pior pode se referir ao juízo eterno por conta do pecado (v. 22-30.

(João 5:15-17) Jesus responde a acusação dos judeus

v. 15 O homem partiu, e contou aos judeus que era Jesus o que o curara.

v. 16 E por isso os judeus perseguiam a Jesus, e buscavam matá-lo, porque ele fazia essas coisas no dia do shabat.

v. 17 Mas Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu também trabalho.

Embora Gn 2:2-3 ensine que Deus descansou (Heb. shabbath) no sétimo dia da criação, os rabinos judeus concordavam que o Eterno continuamente sustentava o universo, contudo sem violar o shabat.

Se Deus esta acima das regras do shabat, Jesus também estava (Mt 12:1-14).

E ainda mais, mesmo os judeus faziam exceções à regra que proibia trabalho no sétimo dia da semana, principalmente em casos onde a circuncisão ocorria em dia de shabat (Jo 7:23).

(João 5:18) “Fazendo-se igual a Deus”

v. 18 Portanto, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o shabat, mas também dizia que Deus era seu Pai, fazendo-se igual a Deus.

Fazendo-se igual a Deus parecia violar o ensino do antigo testamento de que há somente um Deus (Dt 6:4).

Assim, os líderes judeus acusaram Jesus de blasfêmia, e essa foi a principal denúncia levantada contra Jesus perante Pilatos (Jo 19:7).

João 5:19-26

Sobre a relação de Jesus com o Pai nesses versículos, ver nota em Jo 3:16-18.

(João 5:19) Reivindicação de Jesus

v. 19 Então, respondeu Jesus e disse-lhes: Na verdade, na verdade eu vos digo: O Filho não pode fazer nada por si mesmo, a não ser o que vê o Pai fazendo; porque todas as coisas que ele faz, o Filho também da mesma forma o faz.

A reivindicação de Jesus de que o Filho não pode fazer nada por si mesmo reflete a afirmação de Moisés de que “o Senhor me enviou a fazer todas estas coisas, porque não as fiz por minha própria vontade” (Nm 16:28).

(João 5:21) O Filho vivifica aqueles que quer

v. 21 Porque assim como o Pai levanta os mortos e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer.

A declaração de Jesus de que o Filho vivifica aqueles que quer é significativa, pois só Deus tem a prerrogativa de ressuscitar os mortos e dar vida (Dt 32:39), (1Sm 2:6), (2Rs 5:7).

(João 5:22) Julgamento

v. 22 Porque o Pai a nenhum homem julga, mas confiou ao Filho todo o julgamento;

Assim como a vida (v. 21), o julgamento é prerrogativa exclusiva do Criador (Gn 18:25), (Jz 11:27).

(João 5:23) Para que todos honre o filho

v. 23 para que todos os homens honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou.

Jesus descreve a Si mesmo como o mensageiro autorizado de Deus. É como no caso de Moisés e dos profetas, que serviram como agentes e porta-vozes do Criador.

De mensageiros designados (Heb. shaliach), os judeus sustentavam que “o agente de um homem é como o próprio homem”.

A declaração para que todos os homens honrem o Filho, assim como honram o Pai estabelece, de fato, o direito de Jesus de ser adorado e equivale a uma reivindicação de divindade.

(João 5:25) Na verdade…

v. 25 Na verdade, na verdade eu vos digo: Vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e s que a ouvirem viverão.

As palavras de Jesus lembra a visão de Ezequiel do vale dos ossos secos (Ez 37).

(João 5:26) Vida

v. 26 Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, assim deu ao Filho ter vida em si mesmo.

A reivindicação de que Jesus tem vida em si mesmo reflete a afirmação no prólogo do Evangelho de João de que “Nele (Jesus) estava a vida” (ver nota em Jo 14:6).

Ela é apoiada também pela declaração de Jesus: “Eu sou a ressureição e a vida” (Jo 11:25).

Por ser Ele “a vida” e ter vida em si mesmo, Jesus é capaz de dar vida (vida abundante agora; vida eterna no futuro) a todo aquele que depositar sua confiança Nele (Jo 3:16), (Jo 10:10).

(João 5:31) Testemunho

v. 31 Se eu der testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro.

Jesus não negou a fidedignidade do Seu testemunho.

Ele faz alusão à importância de se ter várias testemunhas (Dt 17:6), (Jo 19:15), (Nm 35:30).

(João 5:32) O Pai

v. 32 Há outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro.

Jesus fala de Deus, o Pai (v. 37) quando diz: há outro que dá testemunho de mim. Evitar o nome de Deus era uma forma comum de se mostrar reverência.

(João 5:33) Testemunho verdadeiro

v. 33 Vós mandastes a João, e ele deu testemunho da verdade.

Sobre Jesus como a verdade, ver nota em Jo 14:6 e o eco dessa passagem diante de Pilatos (Jo 18:37). Comparar com 3Jo 3 e 3Jo 12.

(João 5:35) Descrição que Jesus faz de João Batista

v. 35 Ele era a luz que iluminava e resplandecia, e vós quisestes alegrar-vos por um pouco de tempo com a sua luz.

A descrição que Jesus faz de João Batista como uma luz que iluminava e resplandecia parece refletir Sl 132:17, onde Deus afirma que preparará “uma lâmpada” para o Seu ungido.

João era uma “candeia” mas não a Luz (Jo 1:7-9); seu testemunho era comparativamente pequeno e temporário.

O tempo passado pode significar que João já estivesse morto ou na prisão. Ver notas em Jo 3:29-30.

(João 5:37) O Pai… tem dado testemunho de mim

v. 37 E o próprio Pai, que me enviou, tem dado testemunho de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes a sua forma.

O Pai… tem dado testemunho de mim pode referir à voz no batismo de Jesus (Mt 3:17), uma passagem não mencionada explicitamente em João, embora a referência primária possa ser ao testemunho de Deus na Escritura (Lc 24:27-44), (At 13:27), (1Jo 5:9).

A afirmação de Jesus de que seus ouvintes nunca ouviram a voz de Deus nem viram a sua forma parece aludir a Israel no deserto, que recebeu a Lei no monte Sinai sem ouvir a voz de Deus e sem ver a Sua forma.

(João 5:38) E a sua palavra não permanece em vós

v. 38 E a sua palavra não permanece em vós, porque vós não credes naquele que ele enviou.

E a sua palavra não permanece em vós faz lembrar a descrição de uma pessoa que teme a Deus e tem a Sua palavra viva no coração (Js 1:8-9), (Sl 119:11).

(João 5:39) Examinem as escrituras

v. 39 Examinai as escrituras; porque nelas pensai que tendes a vida eterna; e são elas que testificam de mim.

A própria Escritura não comunica vida, mas testemunha a respeito daquele que faz isso, Jesus.

(João 5:43) Jesus veio em nome do Criador

v. 43 Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, a esse recebereis.

Jesus predisse a proliferação de falsos cristos como um sinal do fim dos tempos (Mt 24:5).

Josefo, historiador judeu do primeiro século, fez referência a uma série de pretendentes messiânicos nos anos que antecederam 70 d.C.

(João 5:45-47) Crer em Jesus

v. 45 Não penseis que eu hei de acusar para o Pai; há um que vos acusa, Moisés, em quem vós confiais.

v. 46 Porque se vós crêsseis em Moisés, teriam crido em mim, porque de mim ele escreveu.

v. 47 Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?

O apelo de Jesus a Moisés prepara o caminho para o capítulo 6, seção no qual Jesus é apresentado como o novo Moisés, que provê o novo “pão do céu”.

A referência ao mais destacado líder dos israelitas como aquele que testemunha contra os judeus, ou os acusa, pode aludir a Dt 31:26-27, onde a Lei foi invocada como testemunha contra o povo do pacto.

A referência a Moisés escrevendo a respeito de Jesus, pode aludir ao Pentateuco (atribuído a Moisés) ou à predição de um “profeta como” ele em Dt 18:15.

Conclusão

João 5 estudo nos permite refletir sobre a bondade do Senhor Jesus em acolher todos nós com sua graça.

Como também, sobre a maneira que temos replicado o que vemos no Salvador com o outro, com o nosso próximo.

O Senhor Jesus dá vida para quem quer, ele mudou a realidade daquele homem no tanque de Betesda e de muitas outras pessoas ao longo de seu ministério.

Ele continua trabalhando em favor daqueles que Nele esperam e nada e nem ninguém pode fazê-lo desistir de transformar a vida de mais alguém.

Os Judeus afirmavam ter fé em Deus, mas suas obras não eram coerentes com o seu discurso.

Apesar de não se saber ao certo se aquelas águas realmente curariam o paralítico, eles poderiam tentar ajudá-lo, mas não o fizeram.

Principalmente, porque não estavam nem um pouco preocupados com essas pessoas que eram debilitadas de algum modo.

Assim, valorize ainda mais o nosso Senhor pela sua grande misericórdia e bondade, continuando sua obra, amando pessoas e dando bons frutos para expansão do seu Reino.

A fé é evidenciada pelas obras e todas elas são feitas para promover o bem ao outro.

João 5 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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