Lucas 2 Estudo: Crescimento em Sabedoria, Estatura e Graça de Jesus

Neste capítulo de Lucas 2 estudo, vemos que cada homem se dirigiu à localidade onde era conservado o registro de sua família paterna. De acordo com os costumes de Roma, todos estavam obrigados a isso, alistando-se para o recenseamento, na terra natal de sua família.

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Os costumes judaicos modificaram a exigência legal, requerendo que cada qual se dirigisse à localidade onde estava registrado a seu ancestral, e não ao local onde residia atualmente.

Após isso, vemos o nascimento de Jesus, Ele é apresentado no Templo, conforme está escrito em Êxodo 13.2. Na ocasião a criança era consagrada ao Senhor, circuncidada e era oficialmente nomeada.

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Do primogênito esperava-se consagração e responsabilidade de uma maneira diferenciada, assim como está escrito: “Consagre a mim todos os primogênitos. O primeiro filho israelita me pertence, não somente entre os homens, mas também entre os animais”.

Após apresentar o menino, Simeão profetizou para Maria sobre como seria o futuro, dizendo que ele viria para revelar os sentimentos dos corações e promover uma revolução em Israel e no mundo.

Além disso, deu uma prévia a ela sobre o sofrimento que a aguardava, certamente, como consequência da missão de seu Filho e da mesma maneira, a profetisa Ana.

Ao ver Jesus, ela dá graças e diz a todos que ali estavam que Ele era a redenção aguardada. O tempo passava, Jesus “crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” e todo ano, como de costume, seus pais celebravam a Páscoa em Jerusalém.

Quando Jesus estava com doze anos, algo diferente aconteceu, especialmente quando eles retornaram, após três dias de viagem, eles sentiram a falta dele e depois de procurarem, eles resolveram voltar e o encontraram no Templo.

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Ele estava ensinando os doutores da lei sobre as Escrituras e todos eles estavam maravilhados com suas respostas.

Embora sendo Deus, Jesus Cristo não menosprezava a autoridade de seus pais, José e Maria, sendo obediente a eles, não lhes causando desgosto, pelo contrário, o procedimento do Senhor, mesmo quando criança, honrava a seus pais.

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Lucas 2 estudo: Contexto histórico

O Evangelho de Lucas então fornece a única história da infância de Jesus nos quatro evangelhos. Quando Jesus tinha doze anos, sua família viajou para Jerusalém para o festival da Páscoa judaica.

Depois do festival, José e Maria partiram com um grande grupo de parentes e amigos, mas, depois de um dia, eles sentiram que Jesus não estava no grupo.

Voltaram então para Jerusalém e, depois de três dias procurando no Templo, o encontram entre os mestres que ensinavam lá.

Os dois o admoestaram, mas Jesus responde que eles deviam saber onde ele estaria. Naquele momento, sua família não entende sobre o que ele estava falando e todos voltam juntos para Nazaré.

(Lucas 2:1) O decreto de César

v. 1 E aconteceu que, naqueles dias saiu um decreto de César Augusto, para que todo o mundo fosse tributado.

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Augusto (“exaltado”, título aprovado pelo senado romano em 27 a.C.) foi César romano de 31 a.C. a 14 d.C.


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Este decreto para que todo o mundo fosse tributado foi um censo com o propósito de cobram impostos e convocar os habilitados para o serviço militar.

(Lucas 2:2) O recenseamento

v. 2 (E esta tributação foi realizada pela primeira vez quando Quirino era governador da Síria).

Acredita-se que Quirino teve dois mandatos como governador romano da Síria: de 6-4 a.C. e de 6-9 d.C. Jesus nasceu no período da primeira tributação, Também houve um recenseamento no segundo mandato de Quirino (At 5:37).

(Lucas 2:3-4) Nazaré

v. 3 E todos passaram a ser tributados, cada um à sua própria cidade.

v. 4 E José também subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, até a cidade de Davi, que é chamada Belém, (porque ele era da casa e da linhagem de Davi);

 Sua própria cidade não era a cidade onde José morava (Nazaré da Galileia), e sim a cidade de seus antepassados (Belém da Judeia), chamada de cidade de Davi porque foi ali que o rei de mesmo nome cresceu (1Sm 16:1).

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José era descendente de Davi. A viagem de Nazaré a Belém levava três dias e cobria uma distância de cerca de 145 quilômetros.

(Lucas 2:5-6) Maria grávida

v. 3 E todos passaram a ser tributados, cada um à sua própria cidade.

v. 4 E José também subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, até a cidade de Davi, que é chamada Belém, (porque ele era da casa e da linhagem de Davi);


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A essa altura, Maria continuava apenas prometida em casamento a José, como meses atrás em Lc 1:27, porque eles ainda não haviam consumado o casamento por meio da relação sexual. E mesmo assim, ela estava grávida (ver nota em Lc 1:31-33) que estava prestes a nascer.

(Lucas 2:7) O nascimento de Jesus

v. 7 E deu à luz ao seu filho primogênito, e envolveu-o em faixas de pano, e deitou-o em uma manjedoura, porque não havia quarto para eles na estalagem.

Seu filho primogênito obviamente indica que Maria teve outros filhos depois (Mt 13:55-56). Naquela época, os recém-nascidos eram envolvidos em faixas de pano para que seus braços e pernas se mantivessem retos.

O fato do bebê Jesus ter sido colocado numa manjedoura indica que a família foi obrigada a ficar em um estábulo, ou talvez numa caverna que servia de abrigo para animais, pois não havia outro lugar disponível em Belém.

(Lucas 2:8) Os pastores

v. 8 E havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, vigiando durante a noite o seu rebanho.

As ovelhas usadas nos sacrifícios do templo de Jerusalém eram mantidas em campos fora de Belém. O trabalho dos pastores era mais importante durante a noite, por causa da ameaça de predadores e ladrões.

(Lucas 2:9-10) O anjo Senhor os direciona

v. 9 E, eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor brilhou ao seu redor; e eles ficaram com medo. 

v. 10 E o anjo lhes disse: Não temais; porque eis que vos trago boa nova de grande alegria, que será para todo o povo.


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Apesar de não ter sido nomeado nesta passagem, este anjo do Senhor era Gabriel. A glória do Senhor foi uma luz resplandecente (no meio da escuridão da noite), indicando a presença gloriosa de Deus.

Se ficar “aterrorizado” ao ver um anjo era normal, quanto mais ao ver uma luz tremenda vinda do céu. O anjo acalmou os pastores e chamou sua atenção de volta para a proclamação do evangelho (boa nova).

Todo o povo poderia ser Israel, mas já que Lucas enfatiza o evangelho alcançando os gentios, a expressão provavelmente significa “todos os povos”.

(Lucas 2:11-12) Um salvador

v. 11 Porque vos nasceu neste dia, na cidade de Davi, um Salvador, que é Cristo, o Senhor.

v. 12 E isto vos será por sinal: Achareis o bebê envolto em faixas de pano, deitado em uma manjedoura.

Salvador (Gr. soter) significa “libertador, redentor”. Cristo (Gr. christos, que equivale ao Heb. meshigch) quer dizer “ungido”, e focaliza especialmente o ser “ungido como rei”.

Senhor (Gr. kurios) era um termo usado para governantes seculares, mas também é a tradução padrão de Yahweh, o principal nome de Deus no hebraico.

Os pastores devem ter ficado surpresos ao ouvir que o rei messiânico divino havia nascido, mas ouvir que Ele estava deitado em uma manjedoura e que nascera a um homem e uma mulher de poucos recursos deve ter parecido absurdo.

(Lucas 2:13-14) Exércitos celestes

v. 13 E, de repente, estava ali com o anjo uma multidão dos exércitos celestes, louvando a Deus, e dizendo:

v. 14 Glória a Deus nas alturas, e paz na terra, boa vontade para com os homens.

O hino cantado pelo coro de anjos (exércitos celestes) atualmente é conhecido como “Gloria in Excelsis Deo“, que vem das primeiras palavras do v. 14 na Vulgata latina: Glória a Deus nas alturas.

Dar “glória a Deus” não é dar a Ele algo que doutra sorte Ele não teria. Pelo contrário, é uma confissão da magnífica glória que Ele possui eternamente.

Esta paz a ser encontrada na terra não era a Paz Romana (a “paz universal” do Império Romano), e sim a paz com Deus, por meio da fé em Jesus Cristo (Rm 5:1).

O povo a quem Deus concede o Seu favor são aqueles que obtiveram o favor imerecido de Deus (isto é, Sua graça) por intermédio de Cristo.

(Lucas 2:15) Os pastores vão para Belém

v. 15 E aconteceu que, quando os anjos foram embora para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos agora até Belém, e vejamos estas coisas que aconteceram, e que o Senhor nos fez saber.

E aconteceu que se refere ao nascimento do Salvador, que é Cristo, o Senhor (ver nota nos v. 11-12).

(Lucas 2:16) A manjedoura

v. 16 E eles foram apressadamente, e acharam Maria, e José, e o bebê deitado na manjedoura.

Sobre deitado na manjedoura, ver nota no v. 7.

(Lucas 2:17) A criança

v. 17 E, vendo-o, divulgaram a palavra que lhes fora contada sobre esta criança.

Sobre o que foi contado sobre esta criança, ver nota nos v. 9-10.

(Lucas 2:18) Jesus nasceu

v. 18 E todos os que ouviram se maravilharam das coisas que foram contadas pelos pastores.

Todos os que ouviram foram todas as pessoas de Belém e arredores com quem os pastores tiveram a oportunidade de compartilhar tal história (v. 8-14).

(Lucas 2:19) A ponderação de Maria

v. 19 Mas Maria guardava todas estas coisas, ponderando-as em seu coração.

É possível que Lucas tenha obtido grande parte das informações sobre o que aconteceu nos cap. 1 e 2 conversando com Maria, que lembrava das coisas que tinha “guardado” (Gr. suntereo; “guardar, lembrar”) em seu coração.

(Lucas 2:20) O testemunho dos pastores

v. 20 E os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por todas as coisas que eles tinham ouvido e visto, como lhes fora contado.

Os pastores voltaram para os campos fora de Belém para cuidar de seus rebanhos. Eles estavam glorificando e louvando a Deus porque realmente encontraram em Belém tudo o que o anjo tinha dito (v. 10-12).

(Lucas 2:21) A circuncisão de Jesus

v. 21 E, ao completarem-se os oito dias para circuncidar o menino, seu nome foi chamado de Jesus, que pelo anjo lhe fora nomeado antes de ser concebido no ventre.

Sobre oito dias e circuncidar. Sobre o nome Jesus, ver nota em Lc 1:31-33.

(Lucas 2:22-24) Jesus é apresentado

v. 22 E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, eles o levaram para Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor,

v. 23 (conforme está escrito na lei do Senhor: Todo homem que abrir o ventre será chamado de santo ao ­Senhor);

v. 24 e para oferecerem um sacrifício de acordo com o que foi dito na lei do Senhor: Um par de rolinhas ou dois pombinhos.

Os dias da sua purificação eram de 33 dias após a circuncisão do menino (Lv 12:2-8). Todos os pais de Israel levavam seu primogênito para apresentá-lo ao Senhor (Êx 13:2). Sobre o sacrifício de rolas ou pombinhos, ver Lv 12:8 e respectiva nota.

(Lucas 2:25-26) A promessa de Simeão

v. 25 E, eis que havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e piedoso, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.

v. 26 E lhe fora revelado pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.

Assim como Zacarias e Elizabete, Simeão também era um homem justo. A consolação de Israel era o conforto e a esperança que o povo tinha em relação ao plano de Deus para Seu povo, especificamente em referência ao papel do Messias neste plano.

No antigo testamento, o Espírito Santo veio apenas sobre uns poucos escolhidos (Nm 24:2 – 1Sm 10:10). Após o Pentecostes, Ele passou a habitar em todos os cristãos (Jo 14:16-17 – 1Co 3:16).

O Espírito Santo encheu Zacarias, capacitando-o a profetizar acerca de João. Neste caso, o Espírito deu a Simeão a certeza de que ele viveria tempo suficiente para ver o Messias, a fim de que pudesse fazer o mesmo com Jesus.

(Lucas 2:27) Simeão é levado pelo espírito

v. 27 E pelo Espírito ele foi ao templo, e quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele segundo o costume da lei,

v. 28 então tomou-o em seus braços, e bendisse a Deus, e disse:

 O Espírito Santo levou Simeão em direção ao lugar certo (o templo) na hora certa (quando o menino Jesus foi trazido para fazerem com ele segundo o costume da lei). Ver notas nos v. 21 e Lc  22-24.

(Lucas 2:29-32) Deus cumpre promessas

v. 29 Senhor, agora despedes o teu servo em paz, de acordo com a tua palavra;

v. 30 porque os meus olhos têm visto a tua salvação,

v. 31 a qual tu preparaste perante a face de todos os povos;

v. 32 Uma luz para iluminar os gentios, e a glória de teu povo Israel.

Estas palavras de Simeão são tradicionalmente chamadas de “Nunc Dimittis“, que vem da tradução da Vulgata latina. Seu divino Senhor cumpriu a promessa de que Simeão viveria para ver o Cristo (i.e., a tua salvação), então ele já podia morrer (despedes o teu servo).

A salvação de Deus em Cristo (v. 30) é para todos os povos (Israel e os gentios). A abrangência universal do evangelho é o tema constante de Lucas em seus dois escritos (seu Evangelho e o livro de Atos).

(Lucas 2:33-35) O legado de Jesus

v. 33 E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que eram faladas sobre ele.

v. 34 E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino é posto para a queda e o levantamento de muitos em Israel, e para um sinal que será contraditado

v. 35 (sim, e uma espada traspassará também a tua própria alma), para que os pensamentos de muitos corações possam ser revelados.

Embora tenha sido o Espírito Santo quem fez Maria conceber, o pai de Jesus perante a lei era José (ver nota em Lc 3:23-38). Jesus seria um divisor espiritual na sociedade (um sinal… contraditado).

Ao considerar as boas-novas de Cristo, muitos em Israel “caíram” eternamente porque foram incrédulos e outros, pela fé, foram levantados para a vida eterna.

Maria sofreria uma profunda dor ao ver Jesus ser rejeitado e morto. A maneira como as pessoas reagem a Jesus é a única diferença entre elas serem perdoadas ou condenadas, entre passarem a eternidade no céu ou no inferno.

(Lucas 2:36-38) O cântico de Ana

v. 36 E estava ali Ana, a profetisa, filha de Fanuel, da tribo de Aser; ela era de idade avançada, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade;

v. 37 e era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo dia e noite a Deus, com jejuns e orações. 

v. 38 E, vindo ela naquele momento, também deu graças ao Senhor, e falava dele a todos os que aguardavam a redenção em Jerusalém.

 A repentina mudança de foco de Simeão, um profeta, para Ana, a profetisa, é uma das ênfases de Lucas nas mulheres. As outras profetisas citadas no novo testamento são as filhas de Filipe (At 21:8-9).

Se Ana esteve casada por sete anos e permaneceu viúva de quase oitenta e quatro anos, ela devia estar com bem mais que 100 anos.

O texto grego também pode ser traduzido como permanecera viúva até a idade de oitenta e quatro anos (“e tinha oitenta e quatro anos”), mas essa versão não se encaixa bem no contexto.

Além de ser profetisa, o outro ministério de Ana era a dedicação à oração. Como Jerusalém era a capital de Israel, a redenção em Jerusalém significa a redenção de todo o povo de Israel.

(Lucas 2:39) A volta para Nazaré

v. 39 E, havendo concluído todas as coisas segundo a lei do Senhor, eles voltaram à Galileia, para a sua própria cidade, Nazaré.

Lucas não mencionou vários eventos conhecidos que aparecem no Evangelho de Mateus, como a visita dos magos e a viagem para o Egito para escapar da tentativa de Herodes, o Grande, de matar o pequeno Messias (Mt 2:1-23).

(Lucas 2:40) Jesus cresce

v. 40 E o menino crescia, e se fortalecia no espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.

Esta descrição de Jesus quando menino é semelhante à de João Batista em Lc 1:80. Os elementos adicionais enfatizam que Jesus era cheio de sabedoria e que a graça de Deus estava sobre ele (ver a descrição semelhante de Estêvão em At 6:8).

(Lucas 2:41-42) A festa da Páscoa

v. 41 Ora, seus pais iam todos os anos para Jerusalém à festa da páscoa.

v. 42 E quando ele tinha doze anos, eles subiram para Jerusalém segundo o costume da festa.

 Este é o único evento da vida de Jesus entre Sua tenra infância e o batismo por João (Lc 3:21-22) que as Escrituras contam. Os homens judeus e suas famílias deveriam fazer uma peregrinação a Jerusalém para as festas anuais da Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos.

A cerimônia do Bar Mitzvah (Heb. “filho do mandamento”) aos 13 anos marcava o dia em que o menino judeu passava a ser visto como homem. Jesus estava com doze anos de idade; esta foi Sua última Páscoa antes da fase adulta.

(Lucas 2:43-45) Jesus se perde

v. 43 E quando haviam cumprido os dias, enquanto eles retornavam, o menino Jesus ficou para trás em Jerusalém, e José e sua mãe não souberam. 

v. 44 Mas, supondo que ele estivesse na companhia, andaram uma jornada de um dia, e procuravam-no entre os seus parentes e conhecidos.

v. 45 E não tendo-o encontrado, eles retornaram para Jerusalém em busca dele.

José e Maria andaram uma jornada de um dia antes de começar a se preocupar com Jesus, pois pensaram que Ele estava com o resto da caravana. Era definitivamente fora do caráter de Jesus (ver v. 51) não obedecer a seus pais em todos os aspectos. 

(Lucas 2:46-47) Jesus é encontrado no templo

v. 46 E aconteceu que, após três dias, eles o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e dirigindo-lhes perguntas.

v. 47 E todos os que o ouviam admiravam-se com o seu entendimento e com as suas respostas.

Três dias é a soma de um dia de viagem, um dia para voltar para Jerusalém e mais um procurando Jesus na cidade. Estes doutores eram rabinos, estudiosos da Lei de Moisés.

Já era extremamente raro um menino ser recebido por um grupo de rabinos, quanto mais surpreendê-los com um entendimento brilhante das Escrituras.

(Lucas 2:48-50) Seus pais o admoestam

v. 48 E quando eles o viram, ficaram perplexos; e disse-lhe sua mãe: Filho, por que tu fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu te procuramos angustiados.

v. 49 E ele lhes disse: Por que procurastes por mim? Não sabeis que eu devo estar sobre os negócios de meu Pai?

v. 50 E eles não entenderam as palavras que lhes dissera.

 José e Maria não entenderam que Jesus estava falando de Seu Pai celestial (sobre os negócios de meu Pai). Jesus também tinha que obedecê-Lo, mesmo que essa obediência envolvesse dar menor prioridade à preocupação de Seus país terrenos.

(Lucas 2:51) Todos voltam para Nazaré

v. 51 E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito; mas sua mãe guardava todos esses dizeres no seu coração.

Assim como no v. 19, a expressão guardava todos esses dizeres no seu coração sugere que a fonte de quem Lucas obteve a maior parte do material exclusivo dos capítulos 1 e 2 foi a própria Maria.

(Lucas 2:52) Em sabedoria e estatura

v. 52 E Jesus crescia em sabedoria e estatura, e no favor para com Deus e os homens.

Durante os anos em que viveu em obediência a José e Maria, Jesus cresceu continuamente em sabedoria (santidade intelectual e prática), estatura (tamanho adulto) e favor para com Deus (intimidade espiritual com o Pai) e dos homens (respeito social).

Quando era menino, a sabedoria de Jesus já era notável (ver nota no v. 40) e aos 12 anos os rabinos se maravilharam com Seu entendimento.

O progresso de Jesus deve ter sido incrível na época em que Ele começou Seu ministério.

Conclusão

A narrativa de Lucas termina reafirmando que Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de seu Pai celeste e diante da sua família terrena.

Reafirma também que a mãe de Jesus, Maria, guardava todos esses fatos em seu coração, sendo que é terceira vez que essa frase aparece nos dois primeiros capítulos de Lucas, nos levando a entender que “guardar” os fatos no coração é muito mais do que boas lembranças.

É manter viva a memória e a história, para que coisas ruins não se repitam mais e para que os bons ensinamentos permaneçam e produzam muitos frutos. É uma atitude, é saudade ativa e que assim possamos também nós sentir e agir.

Lucas 2 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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