Lucas 19 Estudo: A Conversão de Zaqueu Através de Jesus

Neste capítulo de Lucas 19 estudo, o Senhor mostra o quão bondoso e misericordioso ele é, e diante de uma visita que é feita por Zaqueu coisas maravilhosas acontecem!

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Zaqueu naquele momento era pecador, mas ficou imensamente feliz com a presença de Jesus e pôde perceber a diferença entre o pecado e a santidade.

Os frutos dessa visita foram muitos e de imediato Zaqueu decide se converter.

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As palavras de Jesus Cristo sacramentam isso: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão. Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido”.

Detalharemos o estudo completo. Acompanhe!

Lucas 19 Estudo: Contexto histórico

No contexto histórico desse momento, ocorreu em uma cidade fronteiriça, e se tratava de uma das cidades mais ricas da Palestina.

Jericó também estava localizado em uma das partes mais férteis da Judeia, havia palácios e era a residência de muitas famílias ricas.

Com isso, é evidente que Zaqueu poderia ter ficado rico de qualquer maneira, mas ele optou por trapacear para enriquecer e por essa razão ele caiu em pecado, mas tudo isso acabou após conhecer Jesus. Veja a seguir!

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(Lucas 19:1-2) A passagem de Jesus por Jericó

v. 1 E Jesus entrou e passou por Jericó.

v. 2 E eis que havia ali um homem, chamado Zaqueu, que era chefe entre os publicanos, e ele era rico.

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Jericó é uma das cidades mais antigas do mundio. Atualmente, suas ruínas têm mais de 10.000 anos.

A cidade ficava 8 quilômetros a oeste do rio Jordão, 16 quilômetros a noroeste do mar Morto e a 27 quilômetros da sinuosa estrada de Jerusalém.

O chefe entre os publicanos era o supervisor dos demais coletores de impostos em um certo distrito de arrecadação.

Zaqueu era rico porque havia se aproveitado de sua posição para extorquir dinheiro (ver nota nos v. 5-9).

(Lucas 19:3-4) Jesus em meio a multidão

v. 3 E ele procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, porque ele era de pequena estatura.

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v. 4 E ele correndo adiante, subiu em uma árvore de sicômoro para vê-lo; porque ele estava por passar naquele caminho.


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Uma árvore de sicômoro pode atingir 9 a 12 metros de altura. Ao mesmo tempo, ela tem galhos baixos e longos em que até um homem de pequena estatura poderia subir, e eles aguentavam seu peso.

(Lucas 19:5-9) Jesus chama Zaqueu

v. 5 E Jesus ao chegar naquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje eu devo pousar em tua casa.

v. 6 E, apressando-se, ele desceu e recebeu-o com júbilo.

v. 7 E, vendo isto, todos murmuravam, dizendo: Ele foi ser hóspede de um homem que é pecador.

v. 8 E Zaqueu, ficando em pé, disse ao Senhor: Senhor, eis que a metade dos meus bens eu dou aos pobres, e se alguma coisa eu tenho tomado de algum homem por falsa acusação, restituo quadruplicado.

v. 9 E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, porque este também é filho de Abraão. 

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Eu devo (Gr. dei, “é necessário”, conforme BTX) indica necessidade divina na fala de Jesus sobre ficar na casa de Zaqueu.

Os judeus tinham muito rancor dos publicanos, porque eles trabalhavam para o governo romano que invadira Israel, sujeitando-a.

Portanto, a decisão de Jesus de passar a noite na casa de um homem pescador como Zaqueu, que vendera e maltratava seu próprio povo, parecia ultrajante.

Contudo, as palavras e ações de Zaqueu agora eram de um homem transformado.


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Era extremamente generoso uma pessoa dar um quinto de seus bens aos pobres, mas Zaqueu disse que daria a metade.

Além disso, em casos de extorsão, devia-se devolver 20% a mais do valor extorquido, mas Zaqueu prometeu devolver quatro vezes mais.

Zaqueu se tornara um filho de Abraão e ganhara a salvação por meio da fé em Jesus Cristo (Gl 3:7).

(Lucas 19:10) A missão de Jesus

v. 10 Porque o Filho do homem veio para buscar e salvar o que estava perdido.

Filho do Homem era um título messiânico de Jesus e indicava Sua perfeita humanidade. Sua missão era buscar e salvar quem estava perdido.

(Lucas 19:11) O reino de Deus

v. 11 E, ouvindo eles essas coisas, ele prosseguiu e falou uma parábola, porque ele estava perto de Jerusalém, e porque eles pensavam que o reino de Deus havia de aparecer imediatamente.

De acordo com a expectativa messiânica daquela época, os discípulos achavam que assim que Jesus chegasse a Jerusalém.

Ele seria declarado rei e destronaria os romanos. Então o reino de Deus viria em Sua glória.

(Lucas 19:12-13) A parábola de Jesus

v. 12 Portanto ele disse: Certo homem nobre partiu para uma terra distante, para receber um reino e retornar. 

v. 13 E ele chamando os seus dez servos, deu-lhes dez minas, e disse-lhes: Negociai até que eu venha.

Esta parábola é parecida com a de (Mt 25:14-30), em alguns aspectos, mas ao mesmo tempo diferente, a ponte de se ter quase certeza de que ela foi contada em um momento diferente do relato de Mateus.

Jesus contou essa história para enfatizar que era necessário que Ele partisse para receber um reino (ver Mt 28:18).

Só depois Ele irá retornar na plenitude de Seu Reino e Sua glória. Uma mina valia 100 dracmas. Uma dracma era o salário de um dia de um trabalhador comum.

Portanto, cada mina correspondia ao salário de 100 dias, mais ou menos o salário de quatro meses.

A ordem negocial até que eu venha mostra que o nobre (Jesus) ficaria ausente por tempo indeterminado. Isso é coerente com os mais de 2.000 anos que já se passaram desde que Jesus foi assunto aos céus (Lc 24:50-53).

(Lucas 19:14) Os avisos de Jesus

v. 14 Mas os seus cidadãos odiavam-no, e enviaram um mensageiro após ele, dizendo: Não queremos que este homem reine sobre nós.

Jesus avisou os judeus das sérias consequências deles rejeitarem Seu reinado como Messias.

(Lucas 19:15-19) O acerto de contas

v. 15 E aconteceu que, ele retornando depois de ter recebido o reino, ordenou que fossem chamados os servos a quem ele entregara o dinheiro, para que ele pudesse saber quanto cada homem ganhara negociando.

v. 16 Então, veio o primeiro, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu dez minas.

v. 17 E ele lhe disse: Muito bem, servo bom; porque tu foste fiel sobre o pouco, tu terás autoridade sobre dez cidades.

v. 18 E veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.

v. 19 E ele disse da mesma forma a este: Sê tu também sobre cinco cidades.

Dez servos receberam uma mina cada um, mas apenas três foram questionados quanto ao que ganharam enquanto o novo rei estava fora.

O primeiro ganhou outras dez minas e sua felicidade fez com que ele recebesse autoridade sobre dez cidades do Reino.

O segundo ganhou mais cinco minas e também recebeu grande autoridade. Ambos ilustram o princípio do v. 26: “que todo aquele que tiver lhe será dado”.

(Lucas 19:20-25) O temor a Deus

v. 20 E veio outro, dizendo: Senhor, aqui está a tua mina, que guardei em um lenço;

v. 21 porque eu tive medo de ti, porque és homem severo; tiras o que não puseste, e colhes o que não semeaste.

v. 22 E ele disse-lhe: Pela tua própria boca eu te julgarei, servo mau. Sabias que eu sou homem severo, que eu tomo o que não pus e colho o que não semeei;

v. 23 por que então tu não pusestes o meu dinheiro no banco, pois na minha vinda, eu poderia ter exigido o meu com a usura?

v. 24 E disse aos que estavam com ele: Tomai dele a mina e dai-a ao que tem dez minas.

v. 25 (E eles disseram-lhe: Senhor, ele tem dez minas).

O terceiro servo escondeu sua mina porque tinha medo de seu senhor. Ou talvez ele achasse que o rei não iria voltar.

Neste caso, o dinheiro seria seu. Mas o senhor não aceitou suas desculpas, dizendo que até os mínimos juros obtidos em uma conta bancária teriam sido mais úteis.

O fato de o servo mau ter tido que entregar sua mina ao servo que tinha dez minas demonstra o princípio do v. 26: “mas ao que não tiver até o que ele tem lhe será tomado”.

(Lucas 19:26-27) Fidelidade a Deus

v. 26 Pois eu vos digo: Que todo aquele que tiver lhe será dado, mas ao que não tiver até o que ele tem lhe será tomado.

v. 27 Mas estes meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim.

Há grande recompensa para a fidelidade ao Senhor. Da mesma fora, a má mordomia é punida com grande prejuízo.

Aqueles que não querem que o Senhor reine em Suas vidas serão duramente castigados. É provável que matai-os se refira profeticamente á destruição de Jerusalém em 70 d. C.

Lucas 19:28-44 – Jesus em Jerusalém

Estes versículos descrevem a “entrada triunfal” de Jesus em Jerusalém.

Embora Jesus não fosse aceito como Messias pela maioria dos judeus, Sua entrada foi realmente “triunfal”, visto que:

  1. Os ramos de palmeiras (Jo 12:13) agitados e colocados no chão simbolizavam realeza e vitória, e
  2. Sua entrada em Jerusalém representava o cumprimento da profecia do Antigo Testamento (Zc 9:9) e o triunfo do plano de redenção de Deus.

(Lucas 19:28) A subida até Jerusalém

v. 28 E, tendo dito isto, ele prosseguiu adiante, subindo para Jerusalém.

Ap longo do trajeto de 27 quilômetros de Jericó (ver nota nos v. 1-2) a Jerusalém a altitude sobe cerca de 1.000 metros.

Portanto, viajar por aquele caminho era estar subindo em média 37 metros a cada quilômetro.

(Lucas 19:29) O monte das Oliveiras

v. 29 E aconteceu que, chegando ele perto de Betfagé e de Betânia, ao monte chamado monte das Oliveiras, ele enviou dois dos seus discípulos,

Betfagé e Betânia eram pequenas aldeias próximas á estrada de Jericó a Jerusalém.

Betânia, cidade natal de Lázaro, Maria e Marta (Jo 11:1), ficava apenas 3 quilômetros a leste de Jerusalém, no monte… das Oliveiras, cuja serra partia do templo de Jerusalém e atravessava o Vale do Cedrom.

Nenhum evangelho cita os nomes desses dois… discípulos.

(Lucas 19:30-34) A missão dada ao jumentinho

v. 30 dizendo: Ide à aldeia que está defronte de vós, e aí, ao entrardes, achareis amarrado um jumentinho em que nenhum homem jamais montou; soltai-o e trazei-o.

v. 31 E, se algum homem vos perguntar: Por que o soltais? Assim lhe direis: Porque o Senhor precisa dele.

v. 32 E, indo os que haviam sido enviados, acharam como ele lhes havia dito.

v. 33 E, soltando o jumentinho, seus donos lhes disseram: Por que soltais o jumentinho?

v. 34 E eles disseram: O Senhor precisa dele.

Naquela época, era comum líderes religiosos e políticos pegarem emprestado algum pertence (um jumentinho) por curto período, como em (Mt 21:7) diz que a mãe do jumentinho também foi requisitada.

Esta ação cumpriu a profecia de (Zc 9:9), “Jerusalém! Eis que o teu Rei virá a ti… humilde e montado sobre um jumento, sobre um potro, cria de jumenta”.

(Lucas 19:35-36) As vestes

v. 35 E trouxeram-no a Jesus; e lançando suas vestimentas no jumentinho, eles puseram Jesus em cima.

v. 36 E, enquanto ele ia, eles estendiam no caminho as suas vestes.

Os dois discípulos e a multidão é que estenderam suas vestimentas (roupas que ficavam em cima de outras).

Estender no caminho as suas vestes era uma forma de honrar dignitários especiais.

O povo fez isso quando Jeú foi aclamado rei de Israel (2Rs 9:13).

(Lucas 19:37-38)

v. 37 E, quando ele já chegava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as poderosas obras que eles tinham visto,

v. 38 dizendo: Abençoado seja o Rei que vem em nome do ­Senhor; paz no céu, e glória nas alturas.

Enquanto Jesus transpunha o monte das Oliveiras (ver nota no v. 29) e começava a descer para Jerusalém, a multidão dos discípulos louvava a Deus por todas as poderosas obras que eles tinham visto.

O Evangelho de João relata que Jesus acabara de fazer o milagre de ressuscitar Lázaro dos mortos em Betânia, perto do ponto onde a entrada triunfal começou (Jo 11:1-44). A multidão estava gritando (Sl 118:26), passagem messiânica.

Além disso, eles acrescentaram a palavra Rei á citação da Escritura do Antigo testamento, mostrando que acreditavam que Jesus era o Messias.

(Lucas 19:39-40) Os fariseus e os discípulos

v. 39 E alguns dos fariseus, do meio da multidão, disseram-lhe: Mestre, repreende os teus discípulos.

v. 40 E, ele respondendo, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras imediatamente clamarão.

Os fariseus disseram a Jesus que repreendesse Seus discípulos porque entendiam que repetir (Sl 118:26) confessava que Jesus era o Messias e o rei de direito de Israel.

Jesus respondeu que, ainda que Seus discípulos se calassem, Deus tornaria a verdade conhecida de outra maneira (as pedras imediatamente clamarão), mesmo que fosse necessário fazer um milagre.

(Lucas 19:41-44) O pertencimento e paz

v. 41 E, quando ele ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela,

v. 42 dizendo: Se tu conhecesses, ao menos neste teu dia, as coisas que pertencem à tua paz! Mas agora isso está encoberto aos teus olhos.

v. 43 Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos lançarão uma trincheira sobre ti, e te sitiarão, e te manterão em cada lado,

v. 44 e te derrubarão no chão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem, e eles não deixarão em ti uma pedra sobre outra, pois tu não conheceste o tempo da tua visitação.

Jesus já havia chorado diante do sepulcro de Lázaro (Jo 11:35) e aqui Ele chorou ao pensar em Sua rejeição pela cidade de Jerusalém. A verdadeira e duradoura paz com Deus vem por meio da fé em Jesus Cristo (Rm 5:1).

Os judeus gozavam de uma paz incompleta e passageira debaixo do governo romano, mas não havia como garantir que essa paz iria durar para sempre, como provaram os eventos terríveis de 70 d. C.

Por causa de sua incredulidade, muitos judeus não abriram seus olhos para ver Jesus como o Messias (2Co 4:4), nem reconheceram Sua vinda como o tempo (Gr. kairos, “tempo oportuno”) da tua visitação e da oferta da salvação de Deus.

(Lucas 19:45-46) O templo de oração

v. 45 E, ele entrando no templo, começou a expulsar todos os que ali vendiam e compravam,

v. 46 dizendo-lhes: Está escrito: Minha casa é a casa de oração; mas vós a fizestes covil de ladrões.

Era no pátio dos gentios, no complexo do templo, que animais para o sacrifício eram vendidos por preços absurdos. De acordo com (Is 56:7), o templo (minha casa) deveria ser uma casa de oração.

A outra citação (covil de ladrões) é de (Jr 7:11), que lembra um tempo em que a corrupção da nação e seu sistema religioso estavam prestes a ser julgados por Deus no cativeiro babilônico.

Agora tendo Jesus observado a corrupção do templo e a oposição organizada contra Ele, a nação sofreria uma fase de juízo ainda maior.

(Lucas 19:47-48) A tentativa de destruição do templo

v. 47 E ele ensinava diariamente no templo. Mas os principais sacerdotes, e os escribas, e os principais do povo procuravam destruí-lo,

v. 48 e não encontravam como fazê-lo, porque todo o povo ficava muito atento ao ouvi-lo.

Os principais religiosos de Israel estavam cada vez mais desesperados para se livrar de Jesus, mas ao mesmo tempo estavam receosos de agir porque Jesus alcançara considerável popularidade entre as massas.

Conclusão

Desse modo, podemos observar que para que Zaqueu pudesse ver o Senhor ele precisou subir em uma árvore.

E para muitos parece ridícula sua atitude, pois ele um homem rico e estava fazendo isso para ver Jesus.

E isso nos mostra que foi sua vontade junto com a misericórdia de Deus e seu arrependimento que o salvou.

Portanto, conosco funciona da mesma forma, devemos ter fé e buscar ao senhor independente dos erros que um dia cometemos, pois quando há arrependimento real, o Senhor é misericordioso e nos dá seu perdão!

Lucas 19 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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