Mateus 16 Estudo: Os Fariseus Pedem um Sinal dos Céus

Nesta passagem de Mateus 16 estudo, é falado sobre quando os fariseus e saduceus pediram a Jesus que fizesse milagres apenas para satisfazer seu ego.

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No entanto, os milagres do Filho de Deus não foram para esse propósito e por essa razão, o Senhor lhes respondeu que deveriam prestar atenção a esses sinais, pois como a nuvem diz se vai chover, o milagre mostra que o reino de Deus chegou.

Além disso, o Senhor instruiu seus discípulos a tomarem cuidado com os falsos ensinamentos dos fariseus, pois suas crenças religiosas e legalismo nada mais eram do que gratificação própria e pessoal, não para a glória de Deus.

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Mateus 16 estudo: Contexto histórico

De acordo com o contexto, Mateus 16 é o capítulo 16 do Evangelho de Mateus no Novo Testamento da Bíblia e conta os acontecimentos do ministério de Jesus em Judas, quando ele já estava em sua última viagem a Jerusalém.

(Mateus 16:1) Os fariseus pedem um sinal

v. 1 Vieram também os fariseus com os saduceus, para o tentarem, pediram que lhes mostrasse algum sinal do céu.

Os fariseus e os saduceus discordavam com relação a importantes pontos teológicos e políticos. Eles se unem apenas por causa de sua oposição conjunta a João Batista e a Jesus (Mt 3:7).


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(Mateus 16:2-3) Jesus enxerga os sinais

v. 2 Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro.

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v. 3 E, pela manhã: Haverá tempo ruim hoje, pois o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, podeis discernir a face do céu, mas não podeis discernir os sinais dos tempos?

Os oponentes de Jesus podiam habilmente ler os sinais para previsão do tempo, mas não enxergavam os sinais mais óbvios (os milagres de Jesus) acerca da vinda do reino de Deus.

(Mateus 16:4) O Senhor não dará sinais aos pecadores

v. 4 Uma geração perversa e adúltera procura um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, ele os deixando, partiu.

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A descrição feita por Jesus dos líderes religiosos de Israel lembra (Dt 32:5), ondem Moisés censurou Israel por rejeitar Yahweh. Deste modo, Jesus comparou a rejeição de Israel a Deus á rejeição de Israel a Ele.

Ao fazer isso, Ele equiparou a Deus. O contexto de (Dt 32:5) usa termos meteorológicos como céus, chuva, orvalho ” o céu e a terra como testemunhas” contra o Israel rebelde (Dt 4:26).

Jesus usou uma ilustração meteorológica a fim de encaixar o texto do Antigo Testamento. Sobre o sinal do profeta Jonas, (Mt 12:39-40).

(Mateus 16:5-7) Os discípulos não levam o pão

v. 5 E, passando seus discípulos para o outro lado, tinham-se esquecido de levar pão.

v. 6 Então Jesus disse-lhes: Cuidai-vos e guardai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.

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v. 7 E eles arrazoavam entre si, dizendo: É porque nós não trouxemos pão.


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Os discípulos deveriam ter recolhido as sobras do milagre da alimentação a fim de levarem sustento para sua próxima jornada.

O fato de deixarem de assim fazer pode ter sido um ato de Jesus realizasse sinais e maravilhas em todas as ocasiões, tal como fizeram os líderes dos partidos (v. 1 e 4).

O verbo esquecido frequentemente implica descuido intencional (Ez 23:35). Fermento era uma metáfora para algo aparentemente insignificante que podia ter enorme influência (Mt 13:33).

Ele podia ser usado para indicar influência positiva, mas aqui é usado negativamente.

Fariseus e saduceus discordavam a respeito de muitas doutrinas, por esta razão uma referência a seu ensino comum provavelmente se refere ao seu ceticismo conjunto com respeito ao messiado de Jesus.

(Mateus 16:8-12) Jesus questiona a ausência de fé

v. 8 Quando Jesus percebeu isso, disse: Oh pequena fé, por que arrazoais entre vós por não terdes trazido pão?

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v. 9  Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães e dos cinco mil, e de quantos cestos recolhestes?

v. 10 Nem dos sete pães e dos quatro mil, e de quantos cestos recolhestes?

v. 11 Como não compreendestes que eu não vos falei a respeito do pão, mas que tivessem cuidado do fermento dos fariseus e dos saduceus?

v. 12 Então compreenderam de que não dissera que se guardassem do fermento do pão, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus.


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A recordação dos milagres de alimentação de Jesus deveria ter sido suficiente para sustentar a fé dos discípulos.

Seu constante desejo por milagres comparava-se á exigência dos fariseus e saduceus por um “sinal do céu” (v. 1) e demonstrava que eles eram pessoas de pequena fé.

(Mateus 16:13) A cidade de Cesareia

v. 13 Vindo Jesus às regiões de Cesareia de Filipe, perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens, que eu, o Filho do homem, sou?

Duas cidades no antigo Israel tinham nome de Cesareia. A Cesareia Marítima estava localizada na costa do Mar Mediterrâneo.

A Cesareia de Filipe era uma cidade do interior localizada a aproximadamente 40 quilômetros ao norte do Mar da Galileia.

Ela era o lugar de adoração de um deus da natureza conhecido como Pã e o lar de um templo dedicado a César Augusto.

O fato da identidade de Jesus como Messias ter sido anunciada aqui demonstra que o reino de Jesus é superior ao de César e que Ele é igualmente superior a todos os ídolos e deuses míticos.

Sobre o significado de Filho do homem, (Mt 8:20).


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(Mateus 16:14) Os milagres de Jesus

v. 14 E eles disseram: Alguns dizem que és João, o Batista; outros Elias, e outros Jeremias, ou um dos profetas.

Muitos contemporâneos de Jesus reconheceram seu papel profético. Herodes suspeitava que Ele fosse João, o Batista ressuscitado (Mt 14:2).

Alguns dos milagres de Jesus eram similares aos de Elias (1Rs 17:9-16), levando o povo a crer que Ele era o cumprimento do retorno prometido de Elias (Ml 4:5).

Tal como Jeremias, Jesus era um pregador de julgamento muito rejeitado.

(Mateus 16:15-16) O filho do Deus vivo

v. 15 Disse-lhes ele: Mas vós, quem dizeis que eu sou?

v. 16 E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

Sobre os títulos Cristo e Filho do Deus vivo, (Mt 1:1). Apesar de Mateus já ter chamado Jesus de Cristo esta é a primeira vez que os discípulos O chamam assim.

Pedro usou o título “Deus vivo” para contrastar Yahweh com as divindades pagãs sem vida, tal como o falso deus Pã que estava representado em um templo pagão próximo dali.

(Mateus 16:17-18) Jesus identifica Pedro como rocha

v. 17 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Abençoado és tu, Simão Barjonas, pois carne e sangue não revelaram isso a ti, mas o meu Pai que está no céu.

v. 18 E eu também te digo que tu és Pedro, e sobre esta rocha eu edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

Simão reconheceu a identidade Jesus por meio da revelação divina (Mt 11:25-27), e essa é a razão pela qual Jesus lhe deu o nome de Pedro.

Apesar de Mateus já ter se referido a Simão como Pedro, esta é a primeira vez no Evangelho que Jesus fez assim. Jesus identificou Pedro como rocha sobre a qual a Sua igreja seria estabelecida.

A proclamação, por Pedro e pelos demais apóstolos, do messiado de Jesus pôs o fundamento para a igreja (Ef 2:19-20).

Edificarei demonstra que Jesus é o responsável pelo crescimento e expansão da igreja. A palavra igreja era usado no Antigo Testamento para descrever assembleias judaicas sagradas.

O uso que Jesus faz desse termo designa que Seus seguidores constituem o novo Israel, o verdadeiro povo de Deus que se submete ao Seu domínio real.

(Mateus 16:19) O Senhor Deus nos dará a chave

v. 19 E eu te darei as chaves do reino do céu; e tudo quanto tu ligares na terra será ligado no céu, tudo quanto tu desligares na terra será desligado no céu.

As chaves são um símbolo de autoridade. Os rabinos usavam as palavras ligares e desligares para denotar decisões acerca do que era ou não era permitido.

Observe que Pedro permitirá ou proibirá, somente aquilo que já tiver sido permitido ou proibido no céu.

(Mateus 16:20) Jesus pede segredo

v. 20 Então ele ordenou aos seus discípulos que não contassem a nenhum homem que ele era Jesus, o Cristo.

Os contemporâneos de Jesus, mesmo os Seus discípulos, eram vagarosos para compreender a natureza de Seu messiado.

(Mateus 16:21-22) Jesus mostra que precisa ir a Jerusalém

v. 21 Desde esse tempo começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que ele deveria ir a Jerusalém, e sofrer muitas coisas dos anciãos, e dos principais sacerdotes e escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia.

v. 22 E Pedro, tomando-o, começou a repreendê-lo, dizendo: Longe de ti, Senhor; isso não será para ti.

Sobre o significado das palavras desde esse tempo começou Jesus a, ver “Estrutura” na introdução a Mateus. Jesus se referiu anteriormente a Sua morte e ressurreição, mas agora Ele o fez de maneira mais persistente e clara.

Pedro não podia aceitar o aviso porque suas expectativas messiânicas não incluíam um Messias sofredor e executado.

(Mateus 16:23) A cruz e os propósitos de Jesus

v. 23 Mas ele, virando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás; tu és uma ofensa a mim; porque não tens gosto das coisas que são de Deus, mas das que são dos homens.

A cruz era central aos propósitos de Jesus sobre a terra. Visto que a declaração de Pedro serviu essencialmente de tentação para que Jesus evitasse a cruz, sem o perceber Pedro se tornou um porta-voz de Satanás.

(Mateus 16:24-26) Todo aquele que perder a vida por Jesus será recompensado

v. 24 Então disse Jesus aos seus discípulos: Se algum homem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.

v. 25 Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por minha causa, achá-la-á.

v. 26 Pois que vantagem tem o homem em ganhar o mundo inteiro, e perder a sua própria alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?

Tome a sua cruz refere-se á marcha da morte do discípulo cristão, que é figuradamente sentenciado á crucificação por causa de sua decisão de seguir a Cristo.

O cristão deve estar preparado para dar sua vida por Jesus. Siga-me requer do discípulo que sia o exemplo de seu Mestre, imitando o caráter e o comportamento de Jesus.

(Mateus 16:27) O filho do homem virá na glória de seu pai

v. 27 Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então recompensará a cada um segundo as suas obras.

Jesus aplicou a Si mesmo (Sl 62:12), declarações que se referiam a Deus Yahweh. Sobre o título Filho do homem, (Mt 8:20).

(Mateus 16:28) A transfiguração de Jesus

v. 28 Em verdade eu vos digo, alguns dos que aqui estão não provarão a morte até que vejam o Filho do homem vindo em seu reino.

Esta promessa se refere á transfiguração de Jesus que prefigurou Sua ressurreição e glorificação (2Pe 1:16-18).

Conclusão

Portanto, falando por seus discípulos, Pedro pronunciou suas agora famosas palavras: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.

Como “Cristo”, ele é o Messias. É a contraparte do Novo Testamento do Messias do Antigo Testamento, que significa “ungido”.

No entanto, nele, todas as promessas de Deus para a comunidade de Israel foram cumpridas.

Por essa razão, Pedro então reconheceu a divindade de Jesus como o Filho de Deus Visível e os discípulos observaram o Senhor Jesus por um tempo, testemunharam os milagres do Senhor Jesus com seus próprios olhos e ouviram as palavras do Senhor Jesus, e só então entenderam.

Mateus 16 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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