Êxodo 25 Estudo: O Santuário

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Neste capítulo de Êxodo 25 estudo, veremos que o Senhor manda que fosse falado, ao povo de Israel, que lhe levassem ofertas, conforme seus corações se movessem para tanto, as quais deveriam ser destinadas ao santuário que fariam.

O Senhor, ainda, aponta quais ofertas desejava. Após, o Senhor especifica os utensílios desse santuário, os quais deveriam ser feitos com os materiais da oferta, conforme o Senhor havia mostrado a Moisés, no monte. Os itens são: a arca, o propiciatório, a mesa e o candelabro.

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Êxodo 25 estudo: Contexto histórico

No capítulo 24, de Êxodo, vemos que Moisés revela ao povo tudo o que o Senhor lhe falara, no monte, sobre seus estatutos. Então, os israelitas, em uma só voz, se comprometem a obedecer.

Moisés asperge o sangue de um sacrifício sobre o povo, como sinal da aliança. Após, Moisés sobe o monte, o qual é coberto por uma nuvem e, no sétimo dia, Deus lhe fala, do meio da nuvem, o chamando. Moisés permaneceu naquele lugar por quarenta dias e quarenta noites.

(Êxodo 25:1) Instruções do Senhor

v. 1 E o SENHOR falou a Moisés, dizendo:

Estes capítulos contêm instruções para o tabernáculo e sua mobília e para as vestes sacerdotais que os israelitas deveriam fazer. Grande parte da informação é repetida nos capítulos 35-40, que relatam a construção do tabernáculo.

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Teria sido possível colocar todos os detalhes necessários a respeito do tabernáculo no relato sobre a sua construção e ir quase imediatamente dos eventos no final do capítulo 24 para os eventos em torno da adoração do bezerro de ouro no capítulo 32.

A atenção dada aos detalhes nos capítulos 25-31 torna lento o relato, forçando os leitores a aguardar o que acontecerá em seguida. Ela também ressalta a catástrofe da adoração do bezerro de ouro contra um pano de fundo da preocupação com a adoração adequada.

É irônico que, enquanto o Senhor dava instruções sobre o culto apropriado, os israelitas o realizavam à sua própria maneira.

A declaração o SENHOR falou a Moisés divide os capítulos 25-31 em sete segmentos desiguais, encerrando com instruções a respeito do shabat, como se para mostrar uma conexão entre a criação e esta nova edificação onde Deus se encontraria com os seres humanos (Ex 25:1).

O registro das instruções conforme vieram pela voz do próprio Senhor, em vez de um resumo narrativo, ajuda a reforçar o interesse pessoal de Deus nestas questões e Sua ofensa pessoal com a adoração do bezerro de ouro.

(Êxodo 25:2) Uma oferta

v. 2 Dize aos filhos de Israel, para que me tragam uma oferta; de todo homem que a der voluntariamente com seu coração tomareis a minha oferta.



Esta oferta seria o resultado de uma compulsão interna e não externa – como com taxas ou pressão pública. A disposição do povo foi tão ampla que os artífices obtiveram material mais que o suficiente (Ex 36:3-7).

(Êxodo 25:7) O éfode

v. 7 pedras de ônix, e pedras de engaste para colocar no éfode e no peitoral.

O éfode e o peitoral são descritos mais completamente no capítulo 28, junto com outras vestes sacerdotais.

(Êxodo 25:8) Um santuário

v. 8 E me façam um santuário, para que eu habite entre eles.

A construção pelos israelitas de um santuário para o Senhor habitar continua o tema da Sua presença com o Seu povo e o Seu objetivo em retirá-lo do Egito – fazer-se conhecido como o seu Deus, e conceder-lhe uma identidade única como o Seu povo (Ex 6:6-7).

A palavra traduzida como “habite” é traduzida como permaneceu  na declaração de que a glória do Senhor permaneceu sobre o monte Sinai” em Ex 24:16.

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Ela está intimamente ligada à palavra “shekinah”, usada em discussões pós-bíblicas sobre a presença do Senhor. Ela também está associada por som e conceito ao verbo grego em Jo 1:14 que é traduzido como “viveu”.

Ao ordenar a edificação do tabernáculo, um centro de adoração portátil, o Senhor mostrou que Ele pretendia viver entre os israelitas de maneira mais próxima do que quando se encontrou com eles no monte Sinai.

Retornando à comparação suserano-vassalo, o suserano habitualmente vivia distante dos vassalos, usando o seu tributo recolhido exclusivamente para o seu próprio prazer.

O melhor que uma nação vassala podia esperar era que o seu suserano provesse segurança e uma arrecadação previsível de impostos em vez de esporádicas incursões devastadoras.

No entanto, o Senhor estava falando com Moisés a respeito de habitar entre os israelitas como o Seu próprio povo.

(Êxodo 25:9) O modelo

v. 9 Conforme tudo o que eu te mostrar, segundo o modelo do tabernáculo, e o modelo de todos os seus instrumentos, assim o fareis.

As tentativas para imaginar ou construir uma réplica do tabernáculo e sua mobília só podem prosseguir com a desvantagem de não terem visto aquilo que o Senhor mostrou a Moisés, além das dificuldades apresentadas pelas palavras raras na descrição de itens desconhecidos.

O próprio tabernáculo e uma completa descrição de todos os seus detalhes não constituíam aquilo que as gerações subsequentes precisavam.

Êxodo 25:10-22 – A Arca

A arca, uma caixa retangular de madeira revestida de ouro, por dentro e por fora, era colocada na área mais sagrada do tabernáculo.

Ela simbolizava a presença do Senhor com os israelitas de, pelo menos, três modos:

  1. Ela era um repositório para as tábuas de pedra dadas a Moisés, as tábuas, que constituíam um testemunho das exigências anuladas pelos israelitas.
  2. No dia anual da Expiação, o sumo sacerdote aspergia sangue sobre a tampa, ou propiciatório, a cobertura da arca, conforme a provisão do Senhor para lidar com os pecados do povo (Lv 16:13-15).
  3. A arca também era o lugar onde o Senhor se encontrava com Moisés e lhe falava (Nm 7:89). Isso estava de acordo com Sua garantia anterior de Sua presença com Moisés (Êx 3:11-12).

(Êxodo 25:10) As medidas

v. 10 E farão uma arca de madeira de acácia; dois côvados e meio será o seu comprimento, e um côvado e meio a sua largura, e um côvado e meio a sua altura.

Muitas medidas para o tabernáculo e sua mobília usavam uma unidade chamada amooh em hebraico, tradicionalmente traduzida como “côvado”, uma versão aportuguesada do latim cubitus.

A palavra hebraica também significava “antebraço”, e um olho médio da ponta do dedo até o cotovelo de um homem, aproximadamente 45 centímetros.

(Êxodo 25:16) A arca do testemunho

v. 16 E colocarás na arca o testemunho que eu te darei.

O registro de um pacto em tábuas e sua colocação num santuário na presença de uma divindade eram práticas comuns para a preservação de pactos. Alguns documentos pactuais hititas mencionam essa prática.

(Êxodo 25:18) Os querubins

v. 18 E farás dois querubins de ouro, de obra batida os farás, nas duas extremidades do propiciatório.

A coberta da arca deveria ser decorada com dois querubins. Em outros lugares, o Senhor é descrito como entronizado acima dos querubins, de modo que a arca era o Seu estrado (1Sm 4:4).

“Cherubim”é o plural de “cherub”, e ambos são formas latinas de palavras hebraicas. Seres alados deste tipo foram incumbidos de guardar “o caminho para a árvore da vida” (Gn 3:24), e foram descritos pelo profeta Ezequiel, que os viu transportando o trono de Deus (Ez 10).

(Êxodo 25:29) Os utensílios

v. 29 E farás os seus pratos, e suas colheres, e as suas cobertas, e as suas tigelas com que serão cobertos; os farás de ouro puro.

Para apresentar ofertas de bebidas, um sacerdote derramou um líquido – vinho, por exemplo – para ser queimado junto com alguns sacrifícios de animais (Lv 23:9-13).

(Êxodo 25:30) O pão da preposição

v. 30 E colocarás sobre a mesa o pão da proposição diante de mim sempre.

O pão da proposição consistia em 12 pães feitos de farinha e dispostos em duas fileiras na mesa revestida de ouro localizada exatamente ao lado da área mais sagrada do tabernáculo (Lv 24:5-9).

Diferentemente dos alimentos que eram colocados em templos pagãos para os deuses comerem, este pão era para os sacerdotes israelitas comerem como uma provisão simbólica para eles da mesa do Senhor.

(Êxodo 25:31-37) A amendoeira

v. 31 E farás um candelabro de ouro puro; de trabalho batido será feito o candelabro. O seu pé, e suas hastes, os seus copos, os seus botões e suas flores serão do mesmo.

v. 32 E seis hastes sairão de seus lados; três hastes do candelabro de um lado, e três hastes do candelabro do outro lado.

v. 33 Três tigelas feitas como amêndoas, com um botão e uma flor em uma haste; e três tigelas feitas como amêndoas em outra haste, com um botão e uma flor; assim nas seis hastes que saem do candelabro.

v. 34 E no candelabro haverá quatro tigelas feitas como amêndoas, com seus botões e suas flores.

v. 35 E haverá um botão debaixo de duas hastes que saem dele, e um botão debaixo de duas hastes que saem dele, e um botão debaixo de duas outras hastes que saem dele, de acordo com as seis hastes que saem do candelabro.

v. 36 Seus botões e suas hastes serão do mesmo; tudo será uma obra batida de ouro puro.
v. 37 E lhe farás sete lâmpadas; e elas acenderão as suas lâmpadas, para que iluminem defronte dele.

O candelabro altamente decorado (Heb. menorgh) assemelhava-se a uma amendoeira, notável por sua floração adiantada.

A palavra hebraica para “amendoeira” está ligada a um verbo que significa “cuidar” ou “vigiar”, de modo que as flores de amêndoa parecem uma decoração adequada para um item, que lhe aumentava a visibilidade.

A vara de Arão era feita da madeira da amendoeira (Nm 17:8).Em Jr 1:11-12, ela é um símbolo da vigilância de Deus sobre a Sua palavra para cumprir o Seu propósito.

Conclusão

O Senhor havia anunciado ao povo que os tiraria do Egito para o adorarem. Ele estava separando um povo para ser Seu, para cultuá-lo, engrandece-lo. Neste momento, vemos o Eterno colocando mais uma etapa de Seu plano em ação.

Deus manda que Moisés pedisse que o povo levasse, conforme fosse movido em seus corações, ofertas específicas, as quais serviriam para adornar e aparelhar o tempo.

Neste ponto, chama-nos atenção que o Senhor manda que isso fosse falado a todo o povo, mas que, as ofertas a serem recebidas, seriam daqueles em que o coração se movesse para isso.

As escrituras revelam que uma oferta deve ser realizada de coração e que o Senhor ama aqueles que o fazem com alegria (2 Coríntios 9:7).

O Eterno, naquele momento, estaria ensinando aos israelitas os princípios da adoração. Ofertar, é um dos componentes da adoração e, uma oferta, uma adoração, somente seria agradável, se realizada de coração (Isaias 29:13).

Ainda, vemos o Senhor especificando os itens que seriam utilizados para realizar a arca, o propiciatório, a mesa e o candelabro.

Vemos Deus cuidando dos detalhes de cada objeto, como na mesa, a qual deveria conter uma moldura ao redor, com bordadura de ouro.

O candelabro, ainda, deveria conter seis hastes, sendo que em uma deveria haver cálices com formato de amêndoas, uma maçaneta e uma flor e, assim por diante.

Adiante, veremos o Senhor, ainda, apontando a forma correta de serem realizados os sacrifícios. Deus estaria ensinado que Ele possuía uma vontade específica para todas as coisas.

As escrituras revelam que a adoração exala um aroma (Levítico 6:15). Quando a adoração é feita, à Sua maneira, ela possui um cheiro agradável.

O Senhor não se compraz em sacrifícios, sem obediência (1 Samuel 15:22), tampouco adoração associada a iniquidade (Isaías 1:13). Para adorá-lo, é necessário reverência e temor (Hebreus 12:28-29).

Êxodo 25 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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