Lucas 22 Estudo: O Senhor Veio Para Servir

Neste capítulo de Lucas 22 Estudo, é contado os acontecimentos anteriores à prisão de Jesus, bem como, o momento que ela ocorreu. O Mestre estava próximo de cumprir o seu principal propósito na Terra e pela última vez passou uma ceia de páscoa com os discípulos.

Ele usou esse momento para falar de forma subliminar sobre sua morte e sobre quem iria traí-lo, além de dar instruções necessárias para os seus seguidores.

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Em seguida, o Senhor foi ao monte das oliveiras preparar-se em oração para o maior desafio de sua jornada, onde foi traído pelo seu discípulo Judas e preso pelas ordens dos mestres da lei e fariseus, o que deu início ao seu grande sofrimento.

Portanto, acompanhe este estudo e aprenda lições importantes sobre o maior Servo de todos.

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Lucas 22 Estudo: Contexto Histórico

O capítulo 22 de Lucas gira em torno dos eventos de dois ou três dias antecessores à prisão de Jesus Cristo até a manhã seguinte desse acontecimento.

O Senhor Jesus havia cumprido o ministério Dele ao longo de 3 anos e 6 meses, e foi a Jerusalém para entregar-se e ser crucificado para salvação da humanidade.


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Ele deixou sua posição de glória para cumprir exatamente esse desejo de Deus, porque sem esse sacrifício não haveria possibilidade alguma de Deus salvar sua criação da condenação eterna.

E, agora, próximo de passar pela maior parte das provações, o Mestre preparou seus discípulos e a si mesmo para tudo o que estava por vir.

(Lucas 22:1) A festa dos pães ázimos e a Páscoa

AVISO IMPORTANTE: Todas os versículos citadas abaixo na COR VERMELHA são palavras do próprio Salvador, Jesus Cristo, ou seja, tudo que Jesus disse em Lucas 22, com suas próprias palavras, estarão na cor vermelha.

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¹ Ora, aproximava-se a festa dos pães ázimos, que é chamada Páscoa.

Nos tempos do novo testamento, festa dos pães ázimos e Páscoa era praticamente a mesma coisa.

Para os judeus, a Páscoa era uma ceia que comemorava a noite em que o anjo da morte “passou sobre” a casa dos judeus no Egito cujos batentes das portas estavam cobertos com o sangue de um cordeiro pascal (Êx 12:1-14) e (Lv 23:5).


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A “festa dos pães ázimos” durava uma semana e vinha logo depois da Páscoa, comemorando a saída do Egito (Êx 12:14-20) e (Lv 23:6-8). Estas festas eram comemoradas no mês que corresponde março ou abril nos dias de hoje.

(Lucas 22:2-6) Os principais sacerdotes e os escribas

² E os principais sacerdotes e os escribas procuravam como o matariam, pois eles temiam o povo.

³ Então, entrou Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era o número dos doze.

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E ele foi no seu caminho, e comunicou aos principais sacerdotes e capitães como ele poderia traí-lo.

E eles se alegraram, e concordaram em lhe dar dinheiro.

E ele prometeu, e buscava uma oportunidade de traí-lo na ausência da multidão.

Os líderes religiosos (os principais sacerdotes e os escribas) estavam decididos a encontrar uma maneira de matar Jesus, mas temiam sua popularidade entre o povo.

A oportunidade perfeita bateu à porta deles quando Judas… Iscariotes, um dos apóstolos (ver nota em Lc 6:14-16), motivado por influência satânica e por dinheiro, concordou em trair o Mestre.

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(Lucas 22:7) Dia dos pães ázimos

Então, chegou o dia dos pães ázimos, em que se devia sacrificar a Páscoa.

Desde o início da semana da Páscoa e das festas dos pães ázimos, todo levedo e fermento eram excluídos dos lares judeus. Neste sentido, o “dia dos pães ázimos” era o dia em que o cordeiro pascal era sacrificado.

Os cordeiros eram sacrificados no meio da tarde até o final da tarde no pátio dos sacerdotes, no completo do templo. Isso aconteceu na quinta-feira da Semana da Paixão.

(Lucas 22:8-13) Jesus envia Pedro e João

E ele enviou a Pedro e João, dizendo: Ide, preparai-nos a Páscoa, para que nós possamos comer.

E eles lhe disseram: Onde tu queres que a preparemos?

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¹⁰ E ele lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem carregando um cântaro de água; segue-o até a casa em que ele entrar.

¹¹ E direis ao dono da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposento dos convidados, onde comerei a Páscoa com os meus discípulos?

¹² Então, ele vos mostrará um grande quarto superior mobiliado; ali fazei os preparativos.

¹³ E eles foram, e acharam como lhes tinha dito; e prepararam a Páscoa.

A impressão das palavras de Jesus é a mesma de quando ele enviou dois discípulos atrás do jumentinho que ele montou na entrada triunfal (ver nota em Lc 19:30-34).

Deus já havia preparado todos os detalhes. Um homem carregando um cântaro de água era algo estranho de se ver, já que essa tarefa costumava ser feita por mulheres.

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Muitas casa de Jerusalém tinham o quarto dos convidados no primeiro andar com acesso externo por uma escadaria, o qual poderia ser alugado para peregrinos que vinham comemorar a festa em Jerusalém.

O fraseado sugere que o dono deste salão conhecia Jesus, podendo até mesmo ser um discípulo.

(Lucas 22:14) O momento da ceia da Páscoa

¹⁴ E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e os doze apóstolos com ele.

A ceia da Páscoa começava ao pôr do Sol. Os participantes se deitavam de lado em sofás baixos, reclinando-se para comer sobre uma mesa também baixa.

(Lucas 22:15-18) Palavras de Jesus durante a ceia

¹⁵ E ele disse-lhes: Quão intensamente desejei comer convosco esta Páscoa, antes que eu sofra.

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¹⁶ porque eu vos digo que não mais comerei dela, até que se cumpra no reino de Deus.

¹⁷ E ele tomando o cálice, e tendo dado graças, disse: Tomai-o e dividi-o entre vós,

¹⁸ porque eu vos digo que não mais bebereis do fruto da videira até que venha o reino de Deus.

Ao dizer que desejara intensamente, comer convosco esta Páscoa com seus discípulos antes de sofrer (indo para a cruz), Jesus os encorajou a interpretar os eventos que se seguiriam à luz da simbologia da Páscoa.

Este cálice deve sido o primeiro ou o segundo cálice da tradicional cerimônia pascal judaica.

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(Lucas 22:15-19) Isto é meu corpo, que é dado por vós; fazei isso em memória de mim

¹⁹ E ele tomando o pão, e tendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isso em memória de mim.

Para instituir uma nova ceia memorial (a Ceia do Senhor), Jesus escolheu o pão ázimo da ceia da Páscoa para representar seu corpo físico, que seria partido na cruz assim como o pão era partido durante a ceia.

Sua morte seria oferecida (dados por vós)como substituição em lugar de pecadores. Todos eles mereciam morrer por seus pecados.

(Lucas 22:20) Novo significado ao cálice depois da ceia

²⁰ Semelhantemente também o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

A nova ceia memorial também deu novo significado ao cálice depois da ceia (provavelmente o terceiro dos quatro cálices da cerimônia pascal).

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O cálice foi reinterpretado, passando a indicar o sangue de Cristo, derramado como pagamento dos pecados pelo supremo e derradeiro Cordeiro de Deus (Jo 1:29).

A menção do novo testamento relacionada ao sangue derramado de Cristo significa que o novo pacto, há muito profetizado (Jr 31:31-34), se cumpriria na morte de Jesus na cruz.

(Lucas 22:21-22) Parte do plano de Deus

²¹ Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa.

²² E, na verdade, o Filho do homem vai conforme o que está determinado; mas ai daquele homem quem ele é traído!

Judas era culpado de trair Jesus (v 3-6), mas resta o caso de que tudo o que ele fez foi determinado (planejado, ordenado) por Deus como parte do plano que culminaria na crucificação de Jesus (At 2:23).

(Lucas 22:23-24) Contenda entre os discípulos de Jesus

²³ E eles começaram a perguntar entre si qual deles seria o que havia de fazer isso.

²⁴ E houve também uma contenda entre eles, sobre qual deles deveria se considerar o maior.

Lucas é tenaz e sincero acerca da imaturidade dos discípulos.

Depois de uma experiência espiritual tão tremenda como a ceia da Páscoa, dirigida pelo próprio Senhor, eles estavam discutindo entre eles quem era o maior. Será que eles entenderam tudo errado?

(Lucas 22:25-27) O maior entre vós será como o menor

²⁵ E ele lhes disse: Os reis dos gentios exercem senhoria sobre eles, e os que exercem autoridade sobre eles são chamados benfeitores.

²⁶ Mas não será assim com vós; mas o maior entre vós será como o menor; e quem governa, como quem serve.

²⁷ Porquanto qual é maior, quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Mas eu estou entre vós como aquele que serve.

O fraseado destes versículos é bem diferente do de Mt 20:25-28, sugerindo que os apóstolos discutiram sobre grandeza mais de uma vez.

A grandeza do mundo se baseia em poder e reconhecimento público, mas Jesus ensinou que a grandeza espiritual reque humildade e sacrifício.

Jesus é nosso exemplo, pois veio habitar entre nós como quem serve.

(Lucas 22:28-30) Jesus designa um reino

²⁸ Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações.

²⁹ E eu vos designo um reino, como meu Pai me designou,

³⁰ para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel.

Os apóstolos permaneceram ao lado de Jesus em suas tentações (ou “julgamentos”, em suas “provocações” em geral, e não nos “julgamentos” que em breve ele iria enfrentar perante as autoridades romanas e judaicas).

Por causa disso, eles seriam recompensados com os direitos e privilégios da liderança no reino por vir, o que inclui comunhão íntima com o Rei e domínio sobre o Israel escatológico (Mt 19:28).

(Lucas 22:31-34) Simão Pedro é dirigido por Jesus

³¹ E o Senhor disse: Simão, Simão, eis que Satanás tem desejado te ter, para vos peneirar como trigo;

³² mas eu orei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, fortaleça teus irmãos.

³³ E ele lhe disse: Senhor, eu estou pronto a ir contigo até a prisão e à morte.

³⁴ E ele disse: Digo-te, Pedro, o galo não cantará hoje, antes que tu negues por três vezes que me conheces.

Nestes versículos, Jesus se dirigiu a Simão Pedro como líder e porta-voz dos apóstolos. Satanás queria peneirar todos os apóstolos como trigo, ato rústico que simboliza tentá-los à ruína espiritual.

Pedro protestou, dizendo que nada o faria negar Jesus, mas o Mestre sabia mais do que ele.

Quando te converteres prova que Jesus também sabia que a negação de Pedro seria momentânea e que ele teria um papel importante na história da igreja.

(Lucas 22:35-38) Jesus instrui os apóstolos

³⁵ E ele disse-lhes: Quando eu vos enviei sem bolsa, alforje ou calçados, faltou-vos alguma coisa? E eles responderam: Nada.

³⁶ Então ele disse-lhes: Mas agora aquele que tiver bolsa, tome-a, como também seu alforje; e o que não tem espada, venda a sua veste e compre uma.

³⁷ Pois eu vos digo que é necessário que aquilo que está escrito se cumpra em mim: E ele foi contado entre os transgressores; porque as coisas que me dizem respeito têm um fim.

³⁸ E eles disseram: Senhor, eis que aqui estão duas espadas. E ele lhes disse: É o suficiente.

Sobre quando eu os enviei sem bolsa, ver notas em Lc 9:1-2. Por causa da rejeição que iriam enfrentar, Jesus enfatizou que os apóstolos deviam se preparar para cuidar de suas próprias necessidades (bolsa de dinheiro, alforje) e para se defender fisicamente (espada).

Estando armados, os apóstolos sem querer abriram caminho para que Jesus cumprisse a profecia de Is 53:12, que fala de transgressores.

Provavelmente Jesus pediu uma espada apenas de modo figurado, mas os apóstolos responderam que tinha duas espadas entre eles.

(Lucas 22:39-41) Jesus e os apóstolos passam todas as semanas da Paixão no monte das Oliveiras.

³⁹ E, ele saindo, foi, como costumava, para o monte das Oliveiras; e seus discípulos também o seguiram.

⁴⁰ E, ele chegando ao lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação.

⁴¹ E retirou-se deles cerca de um tiro de pedra, e, ajoelhando-se, orava,

Jesus e os apóstolos passaram todas as noites da Semana da Paixão no monte das Oliveiras (Lc 21:37.

João 26:16 diz que este evento ocorreu em um jardim e Mt 26:36 chama o lugar de Getsêmani.

Nesta ocasião, Jesus instruiu os apóstolos a se demorare em oração a fim de que não fossem tentados pelo Diabo e a fé deles não desfalecesse (Lc 22:32).

Em seguida, Jesus se encontrou com o Pai em oração, buscando forças para aquele momento de profundo sofrimento.

(Lucas 22:42) Jesus busca forças com o Pai

⁴² dizendo: Pai, se tu quiseres, remove de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua.

Este cálice se refere aos julgamentos e execução de Jesus na cruz prestes acontecer (Mt 20:22-23). Jesus se dirigiu a Deus como Pai, tal como ensinara a Seus discípulos (ver nota em Lc 11:1-4).

Se tu quiseres, remova de mim este cálice mostra que o Mestre, plenamente consciente do sofrimento que o aguardavam enfrentou grande luta para ir à cruz.

Em sua luta, Jesus decidiu fazer a vontade de Deus, que sempre foi seu foco principal (Jo 6:38).

(Lucas 22:43-44) Deus envia um anjo a auxiliar Jesus

⁴³ E apareceu-lhe um anjo do céu, fortalecendo-o.

⁴⁴ E, estando em agonia, ele orava mais intensamente; e o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue que caíam por terra.

Deus Pai não permitiu que Jesus deixasse de lado o sofrimento vindouro (v 42), mas enviou um anjo para servi-lo. Jesus, no entanto, continuou em agonia.

Ao orar, o suor de Jesus caía de seu corpo como se ele estivesse sangrando. Alguns acreditam que Lucas está descrevendo uma condição chamada de hematidrose, na qual sangue e suor se misturam em casos de extrema aflição, mas é mais provável que esta expressão seja apenas figurada.

(Lucas 22:45-46) Sobre fraqueza física

⁴⁵ E ele levantando-se da oração, veio para os seus discípulos, e ele encontrou-os dormindo de tristeza.

⁴⁶ e ele disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação.

A fraqueza física humana (fome, cansaço etc.) pode levar à fraqueza espiritual e à tentação (ver nota nos v 39-41).

(Lucas 22:47-48) Judas beija o rosto de Jesus

⁴⁷ E, estando ele ainda a falar, eis que uma multidão, e aquele que se chamava Judas, um dos doze, ia adiante dela, e aproximou-se de Jesus para o beijar.

⁴⁸ Mas Jesus lhe disse: Judas, com um jeito tu trais o Filho do homem?

Sabendo exatamente onde Jesus passaria a noite (ver nota em Lc 21:37-38), Judas Iscariotes trouxe um grupo de inimigos de Jesus para prendê-lo.

Esta multidão é descrita como uma “turba” (ver nota em Mt 26:47) porque levavam espadas e porretes.

O beijo na bochecha era uma saudação comum entre familiares e amigos. Portanto, Judas usou sua intimidade com Jesus e seus discípulos para trair o Filho do homem.

(Lucas 22:49-51) Pedro corta a orelha do servo do sumo sacerdote

⁴⁹ Quando os que estavam ao redor, viram o que ia acontecer, eles disseram-lhe: Senhor, feriremos com a espada?

⁵⁰ E um deles feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a sua orelha direita.

⁵¹ E, Jesus respondendo, disse: Permiti que eu chegue até este. E, tocando sua orelha, o curou.

O mal entendido dos apóstolos sobre portar espada (ver nota nos v 35-38) chegou ao clímax. Lucas não disse quem foi o apóstolo que cortou a orelha do servo do sumo sacerdote, mas Jo 18:10 revela que foi Pedro.

Permiti “que eu chegue” até este: estas três palavras (eáte héôs toútou) tão concisas quanto misteriosas na boca de Jesus têm-se prestado a diversas interpretações.

Uma delas, já bastante tradicional, é que Jesus está dizendo a quem o vem prender que não pretende fugir, ele quer apenas estender a mão até ao escravo, para curar a orelha cortada por Pedro.

(Lucas 22:52-53) Esta é a vossa hora, e o poder das trevas

⁵² E disse Jesus aos principais sacerdotes, e aos capitães do templo, e aos anciãos que tinham vindo contra ele: Viestes contra um ladrão, com espadas e varas.

⁵³ Eu tenho estado diariamente convosco no templo, não estendestes as mãos contra mim; mas esta é a novssa hora, e o poder das trevas.

O fato de Jesus ter sido visto como um criminoso cumpriu Is 53:12 (ver nota em Lc 22:35-38).

A presciência de Jesus da hora (esta é a nossa hora) e lugar (não no templo) de sua prisão indica que tudo estava saindo de acordo com o plano de Deus, mesmo que os principais sacerdotes e os anciãos estivessem adindo em conjunto com o domínio das trevas (Satanás e os demônios) ao prendê-lo.

(Lucas 22:54) Jesus é levado a casa do sumo sacerdote

⁵⁴ Então, tomando-o, levaram-no, e o trouxeram para a casa do sumo sacerdote. E Pedro seguia-o de longe.

João 18:13 diz que primeiro Jesus foi levado à casa de Anás, e o antigo sumo sacerdote, sogro do atual, Caifás (ver nota em Lc 3:2-3).

A maioria dos discípulos fugiu do Getsêmani, mas Pedro ficou dando voltas e seguiu a turba que predera Jesus, tendo sempre o cuidado de manter uma distância segura na escuridão.

João 18:15 indica que “outro discípulo” (provavelmente o próprio apóstolo João) também estava seguindo a Jesus.

(Lucas 22:55-62) Pedro nega a Jesus três vezes

⁵⁵ E, havendo-se acendido fogo no meio do pátio, estando todos sentados, assentou-se Pedro entre eles.

⁵⁶ Mas uma certa cerva vendo-o assentado ao lado do fogo, e olhando-o seriamente, disse: Este homem também estava com ele.

⁵⁷ E ele negou-o, dizendo: Mulher, eu não o conheço.

⁵⁸ E, um pouco depois, vendo-o outro, disse: Tu és também deles. E Pedro disse: Homem, eu não sou.

⁵⁹ E, passada quase uma hora, um outro com confiança afirmava, dizendo: Com certeza este individuo também estava com ele; pois ele é um galileu.

⁶⁰ E Pedro disse: Homem, eu não sei o que tu dizes. E imediatamente, enquanto ele falava, o galo contou.

⁶¹ E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe tinha dito: Antes do galo cantar, tu me negará três vezes.

⁶² E, Pedro saindo, chorou amargamente.

Em pouco mais de uma hora, Pedro renegou três anos de discipulado. Jesus havia predito que isso iria acontecer poucas horas atrás (ver nota em v 31-34) e, quando o galo cantou depois das negações de Pedro, Jesus virando-se o Senhor, olhou para ele.

No mesmo instante, Pedro lembrou-se da predição de Jesus e chorou, vertendo lágrimas de vergonha e remorso.

Como Jesus estava dentro da casa do sumo sacerdote (v 54), devia haver uma janela aberta ou uma porta onde ele pudesse olhar para o pátio e encontrar o olhar de Pedro.

(Lucas 22:63-65) A maneira horrível como Jesus foi tratado

⁶³ E os homens que guardavam Jesus zombavam dele, e feriam-no.

⁶⁴ E, vendando-lhe os olhos, batiam na sua face, perguntando-lhe: Profetiza, quem é que te bateu?

⁶⁵ E muitas outras coisas diziam contra ele, blasfemando.

A maneira horrível como Jesus foi tratado nas mãos dos soldados também é descrita nos textos em Mt 26:67 e Mc 14:65.

(Lucas 22:66) Inicio do julgamento de Cristo

⁶⁶ E logo que amanheceu, ajuntaram-se os anciãos do povo, os principais dos sacerdotes e os escribas, e o conduziram ao seu conselho, dizendo:

Via de regra, era obrigatório que o dia amanhecesse para que o Sinédrio (conselho de líderes dos judeus) pudesse fazer um julgamento no qual decidiriam por pena de morte *que só poderia ser executado pelo governo romano).

Isso explica por que eles esperaram pelo amanhecer. Todavia, este julgamento foi ilegal em vários outros aspectos:

  1. Não podia haver julgamentos na manhã de um dia festivo como a Páscoa;
  2. Não se ofereceu defesa formal a Jesus;
  3. O veredito foi dado em um único dia, e ão nos dois dias obrigatórios para crimes capitais.

(Lucas 22:67-69) Jesus se identifica como o Filho do Homem

⁶⁷ Se tu és o Cristo, dize-nos. E ele lhes disse: Se eu vo-lo disser, não o crereis;

⁶⁸ e se eu também vos perguntar, não me respondereis, nem me soltareis.

⁶⁹ De hoje em diante, o Filho do homem se assentará à direita do poder de Deus.

Numa manobra tática, provavelmente para que Roma não pensasse que Jesus queria subir ao trono vazio de Israel, Jesus não deu uma resposta direta quando lhe perguntaram se ele era o Cristo.

Sabendo que não podia esperar tratamento justo da parte dos membros do Sinédrio, Jesus se identificou como o Filho do homem que iria se assentar para julgá-los em um tribunal muito superior àquele, no céu (à direita do poder de Deus).

(Lucas 22:70-71) Jesus diz que é o Messias ao Sinédrio

⁷⁰ Então, todos disseram: És tu então o Filho de Deus? E ele lhes disse: Vós dizeis que eu sou.

⁷¹ E eles disseram: Por que ainda temos necessidade de outro testemunho? Porque nós mesmos o ouvimos da sua própria boca.

Explicação: O Sinédrio entendeu quando Jesus disse que era o Messias, mas quis apanhá-lo em uma blasfêmia mais direta: alegar que era o Filho de Deus.

A resposta de Jesus parece vaga aos olhos dos leitores de hoje, mas aqueles que estavam presentes na época entenderam que era uma confissão óbvia.

Tendo isso em mãos, eles concluíram que não havia necessidade de outro testemunho.

Conclusão

Por fim, o estudo de Lucas 22 conta o início do grande sofrimento do nosso Senhor. Cumprindo mais uma vez o seu papel de servo nessa Terra, Ele se entregou totalmente para o seu propósito.

Não se defendeu com palavras e nem com os seus poderes de Filho de Deus, e sofreu diversos tipos de humilhações para salvar a humanidade e dar mais uma chance para nos conectarmos verdadeiramente com o Pai.

O exemplo do Mestre deve sempre constranger os nossos corações e nos fazer repensar sobre o nosso comprometimento com o Eterno.

Obviamente, nunca teremos tanto amor como o Mestre porque somos maus, no entanto, podemos nos tornar cada vez mais próximos do Pai através do caminho de sangue feito pelo Senhor Jesus.

Então não seja raso em seu relacionamento com Deus, porque o Senhor mergulhou nas profundezas para cumprir o seu propósito com excelência e salvar você.

E, o mínimo que temos que fazer para corresponder esse favor imerecido é entregar o nosso melhor para ele.

Lucas 22 Estudo

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Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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