Marcos 5 Estudo: Os Milagres da Fé

Neste capítulo de Marcos 5 estudo, podemos entender a autoridade de Jesus sobre várias situações distintas, seja na cura dos enfermos, na libertação dos cativos por espíritos malignos e até mesmo sobre o “sono” da filha de Jairo.

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Sua soberania se estende sobre qualquer circunstância, e sua autoridade é reconhecida por todos, até mesmo pelos demônios.

Marcos 5 estudo: Contexto histórtico

Jesus e seus discípulos tinham acabado de desembarcarem em terra gentia, vindos da Galileia, onde Jesus realizara curas e milagres.

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Na travessia do mar, aqueles homens tiveram uma experiência extraordinária, Jesus acalmou uma tempestade apenas com a palavra, levando-os a temer aquele ordena e a natureza obedece, mas não imaginavam o que presenciaram no desembarque, nas terras de Gadara.

Este estudo está dividido em duas importantes partes e seus respectivos acontecimentos.

PARTE 1 – Marcos 5:1-20

A cura do endemoninhado é registrada em Mt 8:28-34 de forma resumida e em Lc 8:26-39. Jesus trouxe tranquilidade a um homem violento assim como trouxe calmaria ao mar enfurecido.

(Marcos 5:1) A terra de Gadara

v. 1 E eles chegaram ao outro lado do mar, à terra dos gadarenos.

A terra onde Jesus e Seus discípulos desembarcaram é incerta.

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(Marcos 5:2) O Gadareno

v. 2 E, saindo ele do barco, imediatamente veio ao encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo,

Em Mt 8:28, diz-se que havia “dois homens possuídos por demônios” em vez de um homem. Sobre espírito imundo, ver nota em Mc 1:23-24.

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(Marcos 5:3-5) O poder do maligno

v. 3 o qual tinha sua morada nos sepulcros; e nenhum homem podia prendê-lo, não, nem com correntes;

v. 4 porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e correntes, e as correntes foram arrancadas em pedaços, e os grilhões quebrados em partes, e nenhum homem podia amansá-lo.

v. 5 E sempre, noite e dia, ele estava nos montes, e nos sepulcros, gritando, e cortando-se com pedras.

 A descrição de Marcos é a mais detalhada nos evangelhos. Ele mencionou três vezes os sepulcros onde o endemoninhado vivia.

Estes sepulcros eram cavados em rochas ou eram cavernas naturais dos montes. Sepulcros, cemitérios e itens associados aos mortos eram impuros para os judeus.

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Embora repetidamente usassem grilhões e correntes… e nenhum homem podia amansá-lo. “Amansá-lo” pode indicar o ato de domar um animal selvagem (Tg 3:7).


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A força sobrenatural do homem é ressaltada pelo fato de que as correntes foram arrancadas em pedaços e os grilhões quebrados em partes.

Noite e dia o homem andava gritando, seus gritos agudos ecoavam nos montes, e nos sepulcros. Ele era um perigo para si mesmo e para outros.

(Marcos 5:6) A autoridade de Jesus

v. 6 Mas quando ele viu Jesus ao longe, correu e adorou-o,

De longe não indica divergência entre os v. 2 e 6. O v. 6 resume a história do v. 2, após a descrição do endemoninhado.

(Marcos 5:7-8) O filho de Deus atormenta o espírito maligno

v. 7 e, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes.

v. 8 Pois ele lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.

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O que tenho eu contigo praticamente repete as palavras do espírito imundo em Mc 1:24. A identificação de Jesus como o Filho do Deus Altíssimo respondeu a pergunta dos discípulos em Mc 4:41 e ressaltou que os espíritos sabiam quem Jesus era.

Ironicamente, os espíritos pediram a Jesus que não os atormentasse como eles haviam atormentado o endemoninhado.


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(Marcos 5:9) “Meu nome é Legião”

v. 9 E ele perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Meu nome é Legião, porque somos muitos.

Meu nome é Legião mostrou a força dos demônios. Uma legião militar romana era composta de cerca de 6000 soldados.

Deste modo, o nome “Legião” serve para indicar um número grande (porque somos muitos), além de explicar a força sobrenatural do homem e magnificar o fato de Jesus ser o “mais poderoso” (Mc 1:7). Jesus era Aquele que podia “entrar na casa de um homem forte” e amarrá-lo (Mc 3:27).

(Marcos 5:10) Os demônios imploram a Jesus

v. 10 E pedia-lhe muito que não os enviasse para fora daquela terra.

 Fora daquela terra pode fazer referência à falsa ideia de que os demônios eram territoriais.

(Marcos 5:11) Jesus incomodou os corruptos

v. 11 Ora, estavam ali perto nos montes, uma grande manada de porcos se alimentando.

Porcos eram impuros para os judeus. Pastorear porcos era proibido (Lv 11:7 – Dt 14:8). A grande manada lembra que este evento ocorreu em território gentio.

(Marcos 5:12) O pedido dos demônios

v. 12 E todos os demônios lhe pediram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que possamos entrar neles.


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 No v. 10, os espíritos imundos pediram a Jesus que não os mandasse sair daquela região. Neste versículo, eles pediram que fossem mandados para animais impuros.

(Marcos 5:13-14) A permissão de Jesus

v. 13  E imediatamente Jesus lhes deu permissão. E os espíritos imundos saíram, e entraram nos porcos; e a manada desceu violentamente pelo declive para o mar, (eram cerca de dois mil); e eles se afogaram no mar. 

v. 14 E os que apascentavam os porcos fugiram, e o anunciaram na cidade e nos campos; e eles saíram para ver o que havia acontecido.

Se afogaram diz respeito à manada de porcos, não aos espíritos (Mt 12:43-44). Nenhum dos evangelistas comenta a perda da vida dos animais ou seu impacto econômico.

A ação dos porcos possuídos enfatiza novamente o impulso autodestrutivo da possessão demoníaca (Mc 5:5).

(Marcos 5:15-16) O milagre traz temor aos corruptos

v. 15 E eles foram até Jesus, e viram aquele que fora possuído pelo demônio, e tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo; e eles ficaram com medo.

v. 16 E os que tinham visto isso, contaram-lhes o que acontecera ao possuído pelo demônio, e também acerca dos porcos.

Assentado, vestido é em perfeito juízo prova que o homem foi curado. Ficaram com medo lembra a reação dos discípulos em Mc 4:41.

Ironicamente, as pessoas tinham muito mais medo daquele que expulsa os demônios do que dos próprios demônios.

(Marcos 5:17-18) As súplicas por Jesus

v. 17  E eles começaram a suplicar-lhe para que saísse das suas regiões.

v. 18 E, entrando ele no barco, suplicava-lhe o que fora possuído pelo demônio que pudesse estar com ele.

Os espíritos imploraram a Jesus (v. 10,12), o povo da região suplicou a ele (v. 17) e agora o homem curado suplicava-lhe por ficar com Jesus.

(Marcos 5:19-20) “Quão grandes coisas o Senhor te fez”!

v. 19 Todavia, Jesus não o permitiu, mas disse-lhe: Vai para casa, para teus amigos, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve compaixão de ti.

v. 20 E ele partiu, e começou a divulgar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos os homens se maravilharam.

Jesus disse ao homem que contasse a seus amigos… grandes coisas o Senhor te fez por ele. As pessoas transformadas por Jesus devem contar ao mundo sobre Suas obras milagrosas.

Decápolis (Dez Cidades) se refere a um conjunto de dez cidades gregas espalhadas pela Síria, Jordânia e Palestina. Eram predominantemente gentias e amplamente independentes de Roma.

PARTE 2 – Marcos 5:21-43

 Os milagres interligados envolvendo a filha de Jairo e a mulher com a hemorragia ocorrem nos três Evangelhos Sinópticos (Mt 9:18-26). Os dois milagres envolviam impureza ritual.

(Marcos 5:21) Jesus retorna a Galileia

v. 21 E, passando Jesus outra vez com o barco para o outro lado, ajuntaram-se a ele muitas pessoas; e ele estava junto do mar.

Para o outro lado indica o lado oeste do mar da Galileia. Marcos já registrou eventos chave do ministério junto do mar (Mc 1:16-20).

A descrição de Marcos do retorno de Jesus é praticamente igual à de Mc 4:1, antes de ter cruzado o lago.

(Marcos 5:22-23) A filha de Jairo

v. 22 E eis que chegou um dos governantes da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés,

v. 23 e rogava-lhe muito, dizendo: Minha filhinha jaz à beira da morte: Rogo-te, venhas e lhe imponhas as mãos, para que ela seja curada, e ela viverá.

Governantes da sinagoga como Jairo eram homens leigos responsáveis pela supervisão e atividades da sinagoga.

Prostrou-se aos seus pés, e rogava-lhe muito mostra a preocupação desesperada de Jairo com sua filhinha. Lucas registra que ela era sua única filha (Lc 8:42).

O pedido do administrador, lhe imponhas as mãos, mostra que ele já conhecia o método de cura de Jesus de outras ocasiões (Mc 1:31).

A palavra de Jairo para seja curada também significa “seja salva”. A mesma palavra foi usada pela mulher no v. 28 e na declaração de Jesus no v. 34.

(Marcos 5:24-26) A mulher do fluxo de sangue

v. 24 E Jesus foi com ele, e muitas pessoas o seguiam, e o apertavam.

v. 25 E certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos,

v. 26 e tinha sofrido muitas coisas de muitos médicos, e tinha gasto tudo o que ela tinha, e não havia melhorado, mas antes cada vez pior.

Subentende-se que a mulher que…tinha um fluxo de sangue fora acometida de uma espécie de sangramento genital, tornando-a impura, de acordo com a lei do Antigo Testamento (Lv 15:19-33).

O fato disso acontecer já há doze anos (cp. v. 42) e dela ter sido tratada por vários médicos e não havia melhorado, piorava, indica uma enfermidade fora do alcance da medicina daquele tempo.

(Marcos 5:27-29) A fé que liberta

v. 27 Quando ela tinha ouvido falar de Jesus, veio por detrás comprimida , e tocou na sua veste.

v. 28 Porque ela dizia: Se eu somente tocar nas suas vestes eu serei sã. 

v. 29 E imediatamente a fonte do seu sangue secou, e ela sentiu no seu corpo já estar curada daquela aflição.

O clímax preparado desde o v. 25 finalmente é alcançado com tocou. A mulher atingiu seu objetivo de alcançar e tocar Jesus. Sua veste é esclarecido em Mt 9:2 e Lc 8:44 como a “borda” do seu manto.

Muitos judeus levavam borlas nas pontas de suas vestes mais externas (Nm 15:38-39; Dt 22:12). Sobre imediatamente, ver nota em Mc 1:9-11.

(Marcos 5:30-31) A virtude que cura

v. 30 E Jesus, no mesmo instante sabendo que saíra virtude de si mesmo, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes?

v. 31 E disseram-lhe os seus discípulos: Tu vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?

No mesmo instante equivale a “imediatamente (v. 29). Assim que a mulher foi curada, Jesus soube que saíra virtude de si mesmo (Gr. dunomis). Essa reação não é relatada em Suas outras curas.

(Marcos 5:32-33) A mulher vem a público

v. 32 E ele olhava em redor para ver aquela que tinha feito isso.

v. 33 Mas a mulher, atemorizada e trêmula, sabendo o que foi feito a ela, aproximou-se, e caiu no chão diante dele, e disse-lhe toda a verdade.

Caiu no chão diante dele lembra o ato de Jairo (v. 22) e do endemoninhado (v. 6).

(Marcos 5:34) Ele nos chama de filhos

v. 34 E ele lhe disse: Filha, a tua fé te sarou; vai-te em paz, e sê curada desta tua aflição.

 Este é o único lugar em que Jesus chamou alguém de filha. E isso renovou a confiança da mulher que tremia.

Tua fé te sarou lembra a cura do paralítico em Mc 2:5 e antecipa Mc 10:52. Vai-te em paz era a bênção de despedida comum dos hebreus (Ex 4:18 – Jz 18:6 – 1Sm 1:17).

Jesus usou a palavra aflicāo (v. 29) para garantir à mulher que sua cura era permanente.

(Marcos 5:35) “Tua filha está morta”

v. 35 Enquanto ele ainda falava, vieram alguns da casa do governante da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; porque ainda incomodas o Mestre?

Este versículo retoma a história de Jairo (v. 21-24), após a interrupção. Perdeu-se tempo precioso, e a menina morreu.

(Marcos 5:36-37) “Crê, somente”

v. 36 Mas Jesus, tão logo ouviu essas palavras, disse ao governante da sinagoga: Não temas, crê somente.

v. 37 E ele não permitiu que nenhum homem o seguisse, senão Pedro, Tiago, e João, irmão de Tiago.

 A palavra de Jesus a Jairo, crê, está no presente do “imperativo, “continue crendo” Mc 5:37 Em outras ocasiões importantes (Mc 9:2Mc 14:33), Pedro, Tiago e João acompanharam Jesus enquanto os outros discípulos ficavam atrás, esperando (ver nota em Mc 1:16-20).

(Marcos 5:38-39) A última palavra pertence a Jesus

v. 38 E, tendo chegado à casa do governante da sinagoga, viu o alvoroço, e os que choravam e pranteavam muito.

v. 39 E ele entrando, disse-lhes: Por que fazeis alvoroço e chorais? A menina não está morta, mas dorme.

Alvoroço e os que choravam e pranteavam muito eram típicos dos funerais do Oriente Médio. Havia tocadores de flauta também (Mt 9:23). As pessoas que lamentavam podiam ser amigos ou profissionais contratados.

Antes mesmo de ver a menina, Jesus declarou: ela “não está morta, mas dorme”, o que lhe rendeu muita zombaria. Jesus quis dizer que o sono dela não era o sono da última morte.

(Marcos 5:40) Muitos zombam de Jesus

v. 40 E riam-se dele. Ele, porém, tendo feito sair a todos, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que com ele estavam, e entrou onde a menina estava deitada.

O riso indica incredulidade e zombaria. As palavras e os que com ele estavam indicam Pedro, Tiago e João (v. 37).

(Marcos 5:41) “Talitha koum”!

v. 41  E ele tomando a menina pela mão, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te.

Tomar o cadáver da menina pela mão tecnicamente tornou Jesus impuro. Talitha koum (lit. “cordeirinha, levante-se!”) é aramaico. O espírito dela voltou em resposta a esta ordem (Lc 8:55).

(Marcos 5:42-43) A preocupação de Jesus com a menina

v. 42 E imediatamente a menina se levantou, e andava, pois ela tinha doze anos. E eles assombraram-se com grande espanto.

v. 43 E ele ordenou-lhes expressamente que nenhum homem soubesse; e mandou que lhe dessem alguma coisa para ela comer.

O fato de Jesus ter providenciado alguma coisa para a menina comer prova Sua preocupação real com ela.

Conclusão

Concluindo, é evidente a soberania de Jesus sobre todas as coisas. Suas palavras e atitudes reforçam sua autoridade sobre situações impossíveis aos homens normais, ou seja, os fariseus e demais religiosos da época.

Ele já havia curado enfermos, acalmado uma tempestade com a palavra, e agora, liberta um homem da possessão demoníaca por uma “legião”, traz cura à uma mulher aprisionada há 12 anos por uma doença terrível e reanima uma adolescente que já era morta para muitos, menos para aquele que é a vida. Jesus é o filho de Deus.

Marcos 5 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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