Mateus 4 Estudo: A Tentação à Jesus Cristo

Neste capítulo de Mateus 4 estudo, vemos que depois de ser batizado, o Espírito Santo levou Jesus Cristo ao deserto para ser tentado pelo diabo.

Diante disso, o propósito era que Jesus derrotasse os truques que usou contra a humanidade, e ele ataca justamente as necessidades do corpo com fome.

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Logo, a necessidade de força instruiu Jesus a pular do templo e finalmente, oferecendo avidamente a Jesus as riquezas do mundo em troca de adoração. Acompanhe!

Mateus 4 estudo: Contexto histórico

De acordo com o contexto, a tentação ocorreu na região desértica do baixo vale do Jordão, em uma alta montanha, provavelmente um dos penhascos íngremes perto de Jericó, apresentando um panorama impenetrável.

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O templo foi reconstruído por Herodes, o Grande, veja “O Templo de Herodes”, e o pátio foi grandemente ampliado durante a reforma.

Logo, para isso, foi construída uma enorme plataforma para compensar a inclinação acentuada do terreno do lado sudeste.


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Ademais, um muro de contenção maciço, feito de pedra pesada, foi construído para suportar a plataforma.

(Mateus 4:1-2) Jesus é conduzido ao deserto

v. 1 Então Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

v. 2 E quando ele jejuou quarenta dias e quarenta noites, ele teve fome.

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A tentação de Cristo destaca vários paralelos entre Jesus e Israel no antigo testamento. Deuteronômio 8:2-3 afirma que o Senhor conduziu Israel ao deserto para ser provado por 40 anos. Semelhantemente, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado por quarenta dias.

As três tentações que Jesus enfrentou se assemelham às provas que Israel enfrentou no deserto, e cada passagem da Escritura que Jesus citou em resposta às Suas tentações foram extraídas da mensagem de Deus aos Israelitas acerca da prova deles no deserto (Dt 6).


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Israel fracassou em suas provas, mas Jesus passou pelas Suas e, ao fazer assim, “cumpriu toda a justiça” (Mt 3:15).

Deste modo, Ele está qualificado para criar um novo Israel espiritual. Várias características de Mateus confirmam a intenção de Jesus de reunir um novo povo para Deus.

Ele escolhe 12 discípulos para se assemelhar às 12 tribos. Este foi um esforço consciente para identificar Seus seguidores como o novo Israel. O fato de que Jesus teve fome mostra que Ele era verdadeiramente humano e também divino.

(Mateus 4:3) A tentação ao filho de Deus

v. 3 E quando veio a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, ordena que estas pedras sejam feitas pães.

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As pedras que se espalhavam pelo chão do deserto assemelhavam-se a pequenos pães redondos, no formato, tamanho e cor.

Os intérpretes divergem quanto à razão pela qual teria sido errado para Jesus transformar as pedras e comer os pães.


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A maioria sugere que Ele foi tentado a exercer poder sobrenatural em vez de depender da provisão de Deus.

Indícios no texto sugerem que o Espírito, que conduzira Jesus no deserto, ordenara este jejum. Assim, quebrar o jejum prematuramente teria sido um ato de justiça (Mt 3:15).

Jesus almejava encerrar Seu jejum apenas quando a prova tivesse terminado. Deus sinalizaria o encerramento provendo o alimento.

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Mateus 4:11 mostra que no final do jejum, anjos vieram e “começaram a servir” Jesus. O verbo “servir” significa “servir como um garçom” e implica que os anjos alimentaram a Jesus.

Durante suas peregrinações no deserto, Israel deixou de confiar em Deus para prover comida e água. Jesus, personificação do novo Israel, tinha uma firme confiança no cuidado de Deus. Sobre Filho de Deus, ver nota em Mt 3:17.

(Mateus 4:4) A fidelidade de Jesus

v. 4 Mas ele respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus.

Jesus está citando Dt 8:3. Sua referência a toda a palavra que procede da boca de Deus faz lembrar o tema do antigo testamento de que as palavras de Deus não são inúteis, mas devem ser recebidas como mandamentos.

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Deuteronômio 8:1,6 enfatizam a necessidade de se obedecer aos mandamentos do Senhor, e Dt 8:1 ensina que o homem vive ao seguir os mandamentos de Deus assim como Mt 8:3 afirma que o homem vive daquilo que procede da boca do Eterno (Dt 6:24).

Portanto, o texto do antigo testamento que Jesus citou ensina que obedecer a Deus é mais importante que estar bem de (Êx 16:3).


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Em contraste, Jesus teve fome de justiça mais que de pão e teve sede de obediência mais que de água. Ele estimulou Seus discípulos a terem a mesma prioridade (Mt 5:6).

(Mateus 4:5-7) O diabo insiste em tentar Jesus

v. 5 Então o diabo o levou à cidade santa, e o colocou sobre o pináculo do templo;

v. 6 e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Ele dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e em suas mãos te sustentarão, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.

v. 7 Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.

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Satanás citou Sl 91:11-12 fora do contexto, tentando convencer Jesus de que o Pai o protegeria de maneira sobrenatural mesmo que Ele arriscasse Sua vida.

Jesus respondeu citando Dt 6:16, que se refere ao tempo em que Israel, com fome e sede, questionou a presença de Deus até que Ele miraculosamente fez jorrar água de uma rocha: “porque contendera os filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor entre nós ou não?” (Êx 17:7).


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Se Jesus sucumbisse à tentação de Satanás, isso indicaria que Sua fé era fraca e forçaria uma ação miraculosa da parte de Deus, pondo-o à prova.

Jogando-se da parte mais alta do templo, Jesus colocaria Deus à prova na tentativa de forçá-lo a realizar um milagre.

Satanás sugeriu que Deus é confiável somente quando Ele nos livra do sofrimento e do perigo. Jesus sabia que não era bem assim.

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O Criador é digno de confiança

Deus é digno de confiança mesmo quando Ele nos permite ou até mesmo nos faz sofrer. A verdadeira fé reconhece isso e persevera em tempos difíceis.

Quando Jesus sofreu na cruz (Mt 27:41-44), aqueles que o atormentavam usaram argumentos que Jesus seria livrado se Deus realmente o amasse, assim como Satanás citou Sl 91:11-12 para argumentar que Deus livraria Jesus de uma queda fatal se Ele realmente fosse Filho de Deus.

Novamente, Jesus sabia que não era bem assim. Ele confiou em Deus mesmo quando brutalmente açoitado, mesmo quando os pregos atravessavam Seus pés e mãos, e mesmo quando Deus permitiu que Ele padecesse tão horrível morte.

(Mateus 4:8-9) Os argumentos do diabo para tentar Jesus

v. 8 Novamente, o diabo o levou a um monte altíssimo, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória.

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v. 9 E disse-lhe: Todas estas coisas eu te darei, se prostrado, me adorares.

Embora Satanás exerça alguma autoridade sobre o mundo (Lc 4:6), os reinos do mundo pertencem a Deus, e Ele prometeu dá-los ao Messias (Sl 2:8).

(Mateus 4:10-11) Jesus faz com que o diabo desista

v. 10 Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Tu adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele servirás.

v. 11 Então o diabo o deixou; e eis que chegaram anjos e o serviam.

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Jesus responde a Satanás citando Dt 6:14. Se Jesus tivesse adorado Satanás a fim de obter poder temporal, isso indicaria que Ele dava mais valor à criação do que ao Criador, e prezava mais os reinos da terra do que o reino de Deus.

Jesus insistiu que Deus é digno de adoração. Depois de citar Dt 6:13, o fato de Jesus receber adoração mais tarde neste Evangelho (Mt 9:18) sem repreender o adorador (At 10:25-26) sugere fortemente Sua divindade.

Além disso, o fato de que chegaram anjos e serviram Jesus sugere ainda Sua posição superior.

(Mateus 4:12) Jesus parte para a Galileia

v. 12 Ora, tendo Jesus ouvido que João havia sido lançado na prisão, partiu para a Galileia.

João Batista tinha sido lançado na prisão porque ousou dizer que o casamento de Herodes Antipas com a esposa de seu irmão era imoral, e de fato era.

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Como tetrarca da Galileia e Pereia (Lc 3:1), Herodes não tinha jurisdição sobre a Judeia, o local do batismo de Jesus e da tentação no deserto.

Assim, Jesus destemidamente marchou para o centro do território de Herodes quando ouviu acerca da prisão de João.

Em Lc 13:31-33, os fariseus insistiram com Jesus para que deixasse a Galileia para não ser preso por Herodes.

Ao responder, Jesus chamou Herodes de “aquela raposa” e declarou firmemente que viajaria para Jerusalém apenas porque lhe era necessário ali morrer, e não para fugir de Herodes.

Jesus causou tremor a reis (Mt 2:3), porém Ele próprio não temia homem algum.

(Mateus 4:13) A estratégia de mudança de Jesus

v. 13 E, deixando Nazaré, ele foi habitar em Cafarnaum, que está sobre a costa do mar, nas fronteiras de Zebulom e Naftali.

Neste ponto, Jesus fez uma importante mudança estratégica ao transferir Seu centro de operações de Nazaré para Cafarnaum.

Nazaré era uma vila obscura, mas Cafarnaum era um centro pesqueiro bem maior às margens do lago da Galileia.

Ela contava com um posto de arrecadação de impostos e uma guarnição romana de pelo menos 100 soldados.

Costa do mar alude a profecias de Isaías, que descrevem a região como “o caminho do mar”, uma antiga rota comercial que se estendia desde Damasco até Cesareia marítima na costa do Mar Mediterrâneo.

No tempo de Cristo, os romanos tinham construído uma estrada empedrada ao longo da rota, permitindo a viagem de caravanas desde a Síria, passando por Cafarnaum, até Cesareia.

Uma vez que Cafarnaum estava junto à costa do Mar da Galileia, isso também proporcionava fácil acessoa todas as demais cidades ao longo da costa Galileia.

Deste modo, ao escolher a movimentada Cafarnaum como Seu centro de operações, Jesus estava apto a alcançar muitos judeus e gentios.

(Mateus 4:14-16) O cumprimento da palavra

v. 14 para que pudesse se cumprir o que foi falado por intermédio do profeta Isaías, dizendo: 

v. 15 A terra de Zebulom e a terra de Naftali, junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galileia dos Gentios;

v. 16 o povo que se assentava na escuridão, viu grande luz, e sobre os que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz resplandeceu. 

A citação de Mateus de Is 9:1-2 “Galileia das nações” realça o foco internacional do ministério de Jesus ao descrever a Galileia como Galileia dos Gentios. 2 Reis 15:29 esclarecem que, após a deportação dos judeus de Israel, o reino do norte, estrangeiros afluíram para a Galileia.

Por exemplo, informações de geógrafo Estrabão e de Josefo, historiador judeu do primeiro século, dão conta que egípcios, árabes, fenícios, e gregos viviam na Galileia.

Os apócrifos (1 Macabeus 5) dizem que a população da Galileia era grandemente gentia e pagã.

A mudança de Jesus para a Galileia e para a cidade estrategicamente localizada de Cafarnaum mostra Sua intenção de salvar gentios assim como judeus.

A aplicação que Mateus faz de Is 9 também descreve que Jesus era o grande rei, chamado “Deus Forte”, que haveria de reinar do trono de Davi sobre um reino universal e eterno, libertar o povo de Deus do cativeiro espiritual, e trazer paz e alegria ao mundo (Is 9:3-7).

(Mateus 4:17) A pregação de Jesus

v. 17 A partir deste tempo, Jesus começou a pregar e a dizer: Arrependei-vos, pois é chegado o reino do céu.

Sobre o significado das palavras a partir deste tempo, Jesus começou a, ver “estrutura” na Introdução a Mateus.

A mensagem de Jesus era idêntica à mensagem proclamada por João Batista antes de sua prisão.

Isso identifica Jesus como Aquele que viria após João (Mt 3:11), a quem o Batista havia identificado a partir de Is 40:3 como o Senhor, o próprio Deus (ver nota em Mt 3:2).

(Mateus 4:18-22) Jesus pede para que o sigam

v. 18 E Jesus, caminhando junto ao mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam uma rede ao mar, pois eles eram pescadores.

v. 19 E disse-lhes: Segui-me, e eu vos farei pescadores de homens.

v. 20 E eles imediatamente deixaram as suas redes e o seguiram.

v. 21 E indo dali, ele viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, no barco com seu pai, Zebedeu, consertando as suas redes; e ele os chamou.

v. 22 E eles imediatamente deixaram o barco e seu pai e o seguiram.

A ordem de Jesus, segui-me, insistia com os discípulos a que não apenas o seguissem em Suas viagens, mas também o Seu exemplo e imitassem Seu caráter.

Seguir a Jesus envolvia sacrifício significativo para Simão, André, Tiago e João. Eles abandonaram sua carreira como pescadores.

As palavras deixando seu pai indicam que, como seguidores de Jesus, os discípulos eram solicitados também a colocar o compromisso com Jesus acima do compromisso com a própria família – (Mt 10:37).

(Mateus 4:23) Jesus volta a Galileia

v. 23 E Jesus foi por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as espécies de enfermidades e todas as espécies de doenças entre o povo.

O ministério de Jesus nas sinagogas mostra que Ele inicialmente concentrou Seu ministério na população judaica da Galileia, mas este foco depois se ampliou para incluir os gentios dali e de outros lugares.

O evangelho do reino, o principal tópico da pregação de Jesus, davam conta que o tão esperado Messias, o regente humano por intermédio de quem Deus haveria de estabelecer Seu reino na terra, finalmente tinha chegado.

Essa era a mensagem proclamada por João Batista (Mt 3:2), pregada por Jesus, e enfatizada por Mateus através da menção da linhagem davídica de Jesus, do relato de Seu nascimento miraculoso, e do registro da visita dos homens sábios.

Jesus curou todas as espécies de enfermidades e todas as espécies de doenças entre o povo. O adjetivo “todas” de Jesus para curar.

No texto grego, o adjetivo “todas” é repetido, enfatizando o poder ilimitado de Jesus para curar (Mt 9:35).

(Mateus 4:24) Os milagres de Jesus surpreende a todos

v. 24 E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todas as pessoas enfermas; acometidas de várias doenças e tormentos, e os que estavam possuídos por demônios, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava.

A Síria estava localizada logo ao norte da Galileia. Não é de surpreender que as notícias das curas de Jesus rapidamente sua fama correu por aquela região, cruzando barreiras geográficas e de língua.

Logo, os sírios começaram a trazer seus enfermos para que Jesus os curasse. Ao consentir isto, Jesus se distinguiu de alguns intérpretes judeus posteriores que estimulavam os judeus a não socorrerem um gentio que estivesse se afogando, ou uma gentia que estivesse dando à luz (Maimônides).

Mateus afirma que Jesus curou os possuídos por demônios, no entanto, alguns eruditos argumentam que essas pessoas eram somente epilépticas.

Todavia, este versículo distingue epilepsia de possessão demoníaca, o que prova que os antigos diferenciavam entre as duas condições.

(Mateus 4:25) Os seguidores de Jesus

v. 25 E seguiam-no grandes multidões de pessoas da Galileia, e de Decápolis, e de Jerusalém, e da Judeia, e de além do Jordão.

Os primeiros seguidores de Jesus procediam de regiões judaicas e gentílicas. Jerusalém e Judeia eram regiões judaicas, Galileia tinha uma mistura de judeus e gentios, e Decápolis era um grupo de cidades predominantemente gentílicas.

Estas referências geográficas e os diferentes povos implicados por elas demonstram o desejo de Jesus de servir, curar, ensinar, e salvar todas as nações da terra (Mt 28:18-20). Ele veio como o Messias do mundo.

Conclusão

Portanto, onde quer que Jesus fosse a luz brilhava e todos aqueles que estavam perdidos eram iluminados.

Além disso, aqueles sem esperança começam a sonhar novamente, pois Cristo é maravilhoso.

O Senhor veio para mudar a vida de todos e aonde quer que o Senhor Jesus fosse, os milagres mais extraordinários o seguiam.

Seus ensinamentos revolucionários incitaram muitas pessoas a mudarem suas vidas e ter esperança em Deus novamente, o que segue acontecendo até os dias de hoje.

Mateus 4 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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