Marcos 8 Estudo: Jesus Prediz Sua Morte

Neste capítulo de Marcos 8 estudo, veremos a segunda multiplicação de pães que Jesus realizou, Ele se negando a realizar um sinal ou milagre somente para satisfazer os fariseus, um sermão dele alertando seus discípulos sobre o perigo do fermento, que se espalha e cresce sem ser percebido, falando da corrupção e do pecado, a cura de um cego em Betsaida e uma pergunta profunda que Jesus faz aqueles mais próximos de ti, recebendo uma revelação surpreendente de Simão.

Ele também cita, pela primeira vez, sua morte, e repreende satanás em seus discípulos. O estudo está dividido em três partes importantes, com seus respectivos acontecimentos.

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Marcos 8 estudo: Contexto histórico

Acabamos de ver uma longa discussão de Jesus com os fariseus que o seguiam, ao ser questionado sobre a falta de decoro religioso de seus discípulos (não lavavam as mãos para comer) e aproveita a oportunidade para tornar puros todos os alimentos que eram impuros.

Ele libertou uma menina de um espírito imundo e curou um enfermo de forma particular, afastado da multidão, usando uma maneira bem peculiar.

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(Marcos 8:1-10) PARTE 1

A alimentação dos quatro mil atende ao pedido da mulher siro-fenícia em Mc 7:28, que os gentios comessem das migalhas dos filhos. Ver Mt 15:32-39 a repetição do milagre.

(Marcos 8:1-4) A segunda multiplicação de pães

v. 1 Naqueles dias, sendo a multidão muito grande, e não tendo o que comer, Jesus chamou a si os seus discípulos, e disse-lhes:


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v. 2 Eu tenho compaixão da multidão, porque já estão comigo há três dias, e não têm o que comer;

v. 3 e, se os deixar ir em jejum, para suas casas, desfalecerão no caminho; porquanto vários deles vieram de longe.

v. 4 E os seus discípulos responderam-lhe: De onde poderá um homem satisfazer estes homens com pão aqui no deserto?

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Naqueles dias se refere ao tempo em que Jesus passou em Decápolis (Mc 7:31).

(Marcos 8:5-7) Pequenos peixes

v. 5 E ele perguntou-lhes: Quantos pães tendes? E disseram-lhe: Sete.

v. 6 E ele ordenou ao povo que se assentasse no chão. E, tomando os sete pães, e tendo dado graças, partiu-os, e deu-os aos seus discípulos, para colocarem diante deles, e puseram-nos diante do povo.


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v. 7 E tendo alguns pequenos peixes, ele os abençoou, e também ordenou-lhes para que colocassem diante deles.

A expressão alguns pequenos peixes pode indicar sardinhas ou pedaços de peixe. 

(Marcos 8:8) O grande cesto

v. 8 Então eles comeram, e saciaram-se; e tomaram dos pedaços que sobraram, sete cestos.

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Saciaram-se equivale literalmente a “estarem satisfeitos”. As palavras sete cestos correspondem ao número de pães (v. 5). A palavra grega para “cestos” difere do termo judaico em Mc 6:43. Este termo indica um cesto bem grande, capaz de conter uma pessoa (At 9:25).

(Marcos 8:9) Mulheres e crianças são contadas

v. 9 E os que haviam comido eram cerca de quatro mil; e ele os despediu. 

O número quatro mil homens não é gênero específico como em Mc 6:44. Ele inclui homens, mulheres e crianças (como esclarece Mt 15:38).


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(Marcos 8:10) O lugar onde estavam

v. 10 E ele entrando imediatamente no barco com os seus discípulos, foi para as regiões de Dalmanuta.

As regiões de Dalmanuta só é mencionada aqui no novo testamento e na literatura antiga. Mateus identifica o lugar como Magdala.

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(Marcos 8:11) Os fariseus pedem um sinal

v. 11 E vindo os fariseus, começaram a questioná-lo, tentando-o, procurando um sinal do céu.

De volta ao lado oeste do lago, Jesus é abordado pelos fariseus mais uma vez. Sobre fariseus, ver nota em Mc 2:15-17.

Um sinal do céu poderia indicar um “sinal de Deus” ou um “fenômeno cósmico”. Os fariseus exigiam mais confirmação divina, tentando-o. Estavam tentando desacreditar Jesus e Sua autoridade.

(Marcos 8:12) Nenhum sinal lhes será dado

v. 12 E, suspirando profundamente em seu espírito, disse: Por que procura esta geração um sinal? Na verdade eu vos digo que a esta geração não se dará nenhum sinal.

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A palavra para suspirando profundamente aponta para uma falta de esperança, e não para a ira. Em seu espírito (Mc 2:8) se refere ao intimo de Jesus e à profundidade de Seu desalento.

(Marcos 8:13) A ruptura com os fariseus

v. 13 E, deixando-os, tornou a entrar no barco, e foi para o outro lado.

 Deixando-os marca a ruptura de Jesus com os fariseus. Depois do v. 15, os fariseus só são citados em Mc 10:2 e Mc 12:13. O outro lado aonde Jesus foi era Betsaida, na costa nordeste do mar da Galileia (ver nota no v. 22).


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(Marcos 8:14) Apenas um pão

v. 14 Ora, os discípulos tinham se esquecido de levar pães, e no barco não tinham consigo senão um pão.

Um pão não era suficiente para alimentar as pessoas do barco.

(Marcos 8:15) O fermento dos fariseus

v. 15 E ele ordenou-lhes, dizendo: Fiquem atentos, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes.

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A advertência dupla de Jesus indica um alerta sério. O fermento permeia e se espalha e cresce. Ele é símbolo do mal e da corrupção (1Co 5:6-8Gl 5:9).

Em Mateus, o fermento é identificado como o ensino dos fariseus (Mt 16:6), ao passo que em Lucas é sua hipocrisia (Lc 12:1). Fora isso, nada mais é dito sobre o fermento dos fariseus.

(Marcos 8:16-20) Surdos e cegos

v. 16 E eles arrazoavam entre si, dizendo: Isto é porque não temos pão.
v. 17 E Jesus, percebendo isso, disse-lhes: Por que argumentais, por não terdes pão? Ainda não percebeis, nem compreendeis? Tendes ainda o vosso coração endurecido?


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v. 18 Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos, não ouvis? E não vos lembrais?
v. 19 Quando eu parti os cinco pães entre os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços tomastes? E eles disseram-lhe: Doze.

v. 20 E, quando parti os sete entre os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços tomastes? E disseram-lhe: Sete.

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Jesus usou a discussão dos discípulos sobre pão para repreendê-los. A referência a surdez lembra a cura do surdo (Mc 7:32-37) e a menção da cegueira antecipa o próximo milagre (8:22-26). Jesus estava desapontado com a falta de percepção espiritual de Seus discípulos.

(Marcos 8:21) Os discípulos não entendem

v. 21 E ele lhes disse: Como é que vocês não compreendem ainda?

Isso repete a pergunta do v. 17. Os discípulos ainda não tinham entendido. Essa é a repreensão mais severa de Jesus a seus discípulos no Evangelho de Marcos. Mas havia um ponto positivo: eles ainda não haviam entendido.

(Marcos 8:22-10:52) PARTE 2

Nesta seção, Jesus completou o ministério na Galileia e iniciou a jornada até Jerusalém. Era hora de deixar as multidões, restringir os milagres e instruir os discípulos quanto a Sua morte iminente.

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(Marcos 8:22) Jesus em Betsaida

v. 22 E ele chegou a Betsaida; e trouxeram-lhe um homem cego, e pediram-lhe para tocá-lo.

Betsaida, na costa nordeste do mar da Galileia, era a cidade natal de Filipe, André e Pedro (Jo 1:44Jo 12:21).

Marcos não registrou a visita anterior de Jesus a Betsaida, mas Lucas a associou à alimentação dos cinco mil (Lc 9:10).

Supostamente, trouxeram-lhe se refere aos amigos do cego (Mc 2:3-5Mc 7:32). É o primeiro relato de Marcos acerca da cura de um cego (Mc 10:46-52).

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(Marcos 8:23) A cura de um cego em Betsaida

v. 23 E ele tomou o homem cego pela mão, e o levou para fora da aldeia; e ele cuspindo nos seus olhos, e impondo suas mãos sobre ele, perguntou-lhe se ele enxergava alguma coisa.

O fato de Jesus levar o cego para fora da aldeia e então cuspindo lembra Mc 7:33 (Jo 9:6-7). Colocando suas mãos lembra Mc 5:23Mc 6:2.

(Marcos 8:24) Uma cura completa

v. 24 E ele, olhando para cima, disse: Eu vejo homens como árvores, andando.

v. 25 Depois disto, ele colocou novamente suas mãos sobre os seus olhos, e o fez olhar para cima; e ele foi restaurado, e viu a cada homem claramente.

Após a primeira ação de Jesus, a visão do homem foi apenas parcialmente restaurada. Este é o único milagre de Jesus em que a cura não ocorreu imediata ou totalmente.

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(Marcos 8:26) A instrução de Jesus

v. 26 E ele o mandou embora para sua casa, dizendo: Nem entres na aldeia, nem o digas a ninguém da aldeia.

Não se diz por que Jesus ordenou que ele evitasse a aldeia.

(Marcos 8:27-30) PARTE 3

 A confissão de Pedro perto de Cesareia de Filipe é o divisor de águas do Evangelho de Marcos.

(Marcos 8:27-28) Jesus e sua pergunta em Cesareia de Filipe

v. 27 E saiu Jesus, e os seus discípulos, para as aldeias de Cesareia de Filipe; no caminho ele perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que eu sou?

v. 28 E eles responderam: João, o Batista; mas alguns dizem: Elias; e outros: Um dos profetas.

Cesareia de Filipe ficava aproximadamente 40 quilômetros ao norte de Betsaida, nas colinas ao pé do monte Hermom.

César Augusto deu a cidade a Herodes, o Grande. O filho de Herodes, Filipe, reconstruiu e ampliou a cidade, e mudou seu nome em homenagem a César Augusto.

Aldeias indica assentamentos vizinhos. A pergunta de Jesus e a resposta dos discípulos lembram as opiniões ditas a Antipas em Mc 6:14-15.

(Marcos 8:29) Uma pergunta mais íntima e a resposta de Simão

v. 29 E ele lhes disse: Mas vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, lhe disse: Tu és o Cristo.

 As palavras mas vós são enfáticas e pedem uma resposta mais profunda. Jesus pediu que os discípulos dissessem aquilo em que eles mesmos criam.

Pedro respondeu: “Tu és o Cristo”. Esta é a primeira vez que alguém identifica Jesus assim no Evangelho de Marcos.

Até então, somente Deus (Mc 1:11) e os demônios (Mc 1:24Mc 3:11Mc 5:7) haviam dado testemunho da verdadeira identidade de Jesus.

A palavra “Messias” (Cristo) significa “ungido” e se refere ao libertador e Rei designado por Deus.

(Marcos 8:30) Uma ordem de Jesus

v. 30 E ele ordenou-lhes que não contassem a nenhum homem sobre ele.

Ordenou-lhe é o mesmo verbo grego que Jesus usou (Mc 1:25Mc 3:12) para calar os espíritos imundos.

Sua ordem para que não contassem a nenhum homem era uma resposta ao péssimo entendimento popular de que o Messias seria um conquistador militar. Jesus teve de ensinar aos próprios discípulos que, na verdade, o Messias iria sofrer e morrer.

(Marcos 8:31-32) Jesus prediz a sua morte

v. 31 E ele começou a ensinar-lhes que o Filho do homem deveria sofrer muitas coisas, e ser rejeitado pelos anciãos, e pelos principais sacerdotes e escribas, que fosse morto, e após três dias ressuscitar. 

v. 32 E ele falava estas palavras publicamente. E Pedro, tomando-o, começou a repreendê-lo.

 Em Marcos, essa é a primeira das três vezes que Jesus predisse Sua morte (ver notas em Mc 9:31 – Mc 10:33-34).

Sobre Filho do homem, ver nota em Mc 2:8-11. Agora Jesus passará a usar este título com mais frequência, inclusive nas predições de Sua morte.

Deveria sofrer aponta para a necessidade do sofrimento e morte do Messias.

Os anciãos, os principais sacerdotes e os escribas eram os três grupos que detinham o poder no Sinédrio, órgão dirigente Tudeu: Jesus seria morto não por uma plebe sem lei, mas Mc 8:32 Pedro não podia aceitar um Messias sofredor.

Ele levou Jesus à parte em uma tentativa de convencê-Lo a parar de falar de Sua morte iminente.

(Marcos 8:33) Jesus repreende a satanás em seus discípulos

v. 33 Mas ele, virando-se, e olhando para os seus discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo: Para trás de mim, Satanás; porque tu não tens gosto das coisas que são de Deus, mas das coisas que são dos homens.

Para trás de mim, Satanás são as mesmas palavras que Jesus disse ao Diabo na tentação do deserto (Mt 4:10).

(Marcos 8:34) As renúncias do sacerdócio

v. 34 E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.

O tipo de Messias que Jesus era trazia consequências para quem desejasse ser um dos Seus discípulos.

Um entendimento errôneo do messiado de Jesus leva a um entendimento equivocado de discipulado. Negue-se a si mesmo só é visto aqui e nos paralelos (Mt 16:24).

A expressão se refere à negação de interesses egocêntricos. Tome uma cruz reportava ao fato de que as vítimas da crucificação eram obrigadas a carregar a trave central até o lugar de sua execução.

(Marcos 8:35-37) O segredo da vida eterna

v. 35 Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por minha causa e do evangelho, salvá-la-á.

v. 36 Porquanto, que lucro tem o homem em ganhar o mundo inteiro, se perder a sua própria alma?

v. 37 Ou que dará o homem em troca de sua alma?

 As palavras salvar e perdê-la-á mostram que Jesus não estava falando simplesmente da vida física, mas da essência da humanidade: a alma.

O jeito certo de salvar a alma é perdê-la (entregá-la a Jesus). Não há nada que se possa dar em troca da alma; o dinheiro não pode comprá-la. As palavras de Jesus relembram Sl 49:7-9.

(Marcos 8:38) Sem vergonha do evangelho

v. 38 Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos.

A expressão minhas palavras se refere ao evangelho. A expressão geração adúltera e pecadora somente usada aqui no novo testamento ( Mt 12:39Mt 16:4), e se baseia na linguagem dos profetas do antigo testamento (Is 1:4 – Is 57:3-13 –  Ez 16:32-41 – Os 2:2-6).

A presente rejeição de Jesus contrasta com Sua glória futura. Sua vinda com os santos anjos é detalhada em Mc 13:26-27.

Conclusão

Concluindo, vemos que Jesus ainda realiza milagres necessários (menos a mera vontade dos fariseus), mas aprofunda os ensinos e questionamentos aos seus discípulos, afim de identificar se os seus ensinamentos estavam penetrando em seus corações.

Ele queria levá-los a refletir, a desenvolver a mente e a falarem com suas próprias palavras acerca do que viam e testemunhavam fazer.

Ao citar sua morte, descobre que aqueles a quem ele havia escolhido não estavam prontos e que a ideia da missão do Messias estava distorcida em seus pensamentos.

Ele ensina o peso da escolha em segui-lo, deixando claro a renúncia necessária. No próximo capítulo, eles o verão de outra forma, extraordinária.

Marcos 8 estudo.

Sobre o Autor

Olá, me chamo Lázaro Correia, sou Cristão, formado em Teologia e apaixonado pela Bíblia. Aqui no Blog você vai encontrar diversos estudos Bíblicos e muito conteúdo sobre vida Cristã.

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